O deputado estadual baiano Binho Galinha (Avante) foi condenado pela Justiça da Bahia a 36 anos e 9 meses de prisão por crimes relacionados à posse ilegal de armas e munições, em um desdobramento da Operação El Patrón.
Segundo a sentença, ele mantinha um arsenal distribuído em diversos imóveis urbanos e rurais, incluindo armas de uso permitido e restrito, munições e armamentos com numeração adulterada ou suprimida. A Justiça entendeu que o material estava armazenado em desacordo com as regras de controle e fiscalização de armas.
Além da posse irregular de armas, a condenação considerou que o deputado facilitou ou permitiu o acesso de um adolescente a arma de fogo, fato que também pesou no cálculo da pena.
A decisão é ligada aos crimes do Estatuto do Desarmamento. Embora a Operação El Patrón também investigue suspeitas de organização criminosa, lavagem de dinheiro e outros delitos, essa condenação tratou especificamente das infrações relacionadas ao armamento encontrado. Essas outras investigações continuam em andamento.
Outras pessoas ligadas ao caso também foram condenadas, incluindo a esposa do parlamentar. Binho Galinha está preso desde 2025, pode recorrer da decisão, mas a Justiça determinou que não responda em liberdade.
Em uma frase: a notícia relata que o deputado Binho Galinha foi condenado a mais de 36 anos de prisão por manter ilegalmente um grande arsenal de armas e munições e por facilitar o acesso de um menor a armamento, em um dos processos oriundos da Operação El Patrón.
