O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) recebeu R$ 1,75 milhão do fundo partidário de seu próprio partido para a campanha eleitoral de 2026. O dinheiro foi repassado em duas transferências: R$ 750 mil em 10 de agosto e R$ 1 milhão em 14 de agosto.
A situação ganhou destaque porque Zema historicamente criticava o uso de dinheiro público em campanhas. Em março deste ano, chegou a chamar de “absurdo” o gasto de bilhões de reais com fundos partidário e eleitoral. Nas eleições de 2018 e 2022, quando disputou o governo de Minas Gerais, ele não utilizou recursos públicos.
Neste ano, porém, Zema mudou de posição e afirmou que pretende utilizar recursos públicos para evitar uma disputa desigual contra candidatos de partidos maiores.
Há ainda uma contradição apontada pela reportagem: o plano de governo de Zema para a Presidência prevê justamente acabar com o fundo partidário e o fundo eleitoral, substituindo-os por financiamento privado de campanhas.
Em resumo: Zema, que durante anos criticou o financiamento público de campanhas, passou a utilizar recursos do fundo partidário em sua candidatura presidencial, justificando a mudança pela necessidade de competir em condições mais equilibradas.
