O segurança Davi Santos Machado, de 21 anos, um dos presos pela morte de Cláudio Rafael Landeiro, foi à delegacia para prestar depoimento pedalando justamente a bicicleta que estava com a vítima no dia do espancamento. A bicicleta pertencia à irmã de Cláudio, que havia sido acusado injustamente de tê-la roubado.
O crime aconteceu em Copacabana, no Rio de Janeiro, em 11 de agosto. Cláudio foi abordado por seguranças que suspeitaram que a bicicleta fosse furtada. Depois, ele foi brutalmente agredido por seguranças e entregadores, sofrendo mais de 30 golpes e morrendo no dia seguinte por traumatismo craniano e hemorragia interna.
Davi inicialmente negou ter participado das agressões, mas posteriormente confessou o envolvimento após as imagens das câmeras de segurança serem analisadas. A polícia também identificou um quinto suspeito, que aparece nas imagens chutando a vítima.
A bicicleta havia sido levada após o espancamento e permaneceu com os envolvidos até ser entregue à polícia. Os suspeitos presos são investigados por homicídio triplamente qualificado.
Em resumo: Cláudio foi morto após ser confundido com um ladrão, embora a bicicleta fosse de sua própria irmã. O caso ganhou ainda mais repercussão porque um dos seguranças envolvidos compareceu à delegacia usando a própria bicicleta que havia sido tomada da vítima.
