O ministro Flávio Dino, do STF, proibiu o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e outros investigados de deixarem o Brasil sem autorização judicial, determinando também a retenção dos passaportes e impedindo que os alvos se comuniquem entre si. As medidas fazem parte da Operação Make Up, realizada pela Polícia Federal em 10 de setembro.
A investigação apura suspeitas de desvio de R$ 2 milhões em emendas parlamentares destinadas por Frias a entidades ligadas à produtora Karina Gama. Segundo a PF e a CGU, há indícios de que parte dos recursos, originalmente destinados a projetos sociais, possa ter sido direcionada irregularmente à produção de “Dark Horse”, filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. Foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal.
Dino justificou a restrição de viagem afirmando haver risco de evasão, mencionando inclusive que Frias teria usado uma viagem internacional anteriormente para atrasar o fornecimento de informações à investigação. Frias nega irregularidades e afirma que as emendas eram públicas, destinadas a projetos esportivos e de inclusão digital, classificando a operação como injustificada.
Em resumo: Mario Frias continua apenas como investigado, sem condenação nesse caso. A PF tenta esclarecer se recursos públicos de emendas parlamentares foram desviados para financiar o filme Dark Horse, e o STF impôs restrições de viagem e comunicação para preservar a investigação.
