Vânia de Souza Borges, professora de Uberlândia (MG), afirma que o filho Rafael Borges Amaral, de 26 anos, desenvolveu forte dependência em apostas on-line, o que teria contribuído para sua morte em março de 2024, registrada pela polícia como suicídio.
Segundo a mãe, Rafael passou a virar noites apostando, dormir cada vez menos e mudar de comportamento. Ele começou a faltar ao trabalho, perdeu o negócio de lava a jato que mantinha e chegou a vender uma motocicleta avaliada em cerca de R$ 8 mil.
A família relata que o jovem destinava grande parte do dinheiro às apostas e, pouco antes de morrer, enviou mensagens a amigos dizendo que havia perdido tudo e que não conseguia controlar o vício. Vânia afirma ter identificado uma transferência para o chamado“Jogo do Tigrinho” na madrugada da morte do filho.
Após o caso, a mãe passou a buscar a responsabilização de plataformas de apostas, influenciadores e empresas do setor. No entanto, o Ministério Público de Minas Gerais arquivou a investigação em 2025, e a Polícia Civil informou que não viu elementos para prosseguir com um inquérito.
Recentemente, a deputada federal Dandara (PT-MG) levou o caso ao Ministério da Justiça, pedindo investigação sobre possíveis práticas abusivas das plataformas de apostas e da publicidade ligada ao setor. O ministério informou que o pedido está em análise.
Em resumo, a reportagem destaca o relato de uma mãe que atribui a tragédia ao vício em apostas on-line e sua luta para que autoridades investiguem a responsabilidade das empresas do setor.
