Pastor é condenado a pagar R$ 50 mil após associar autismo ao diabo no Pará
A Justiça do Pará condenou, em segunda instância, o pastor Washington Almeida, da Assembleia de Deus, a pagar R$ 50 mil por danos morais coletivos após associar o autismo à ação do diabo sobre mães e famílias sem proteção espiritual.
As declarações foram feitas em julho de 2024, durante um evento religioso em Tucuruí (PA), e repercutiram nas redes sociais. O Ministério Público argumentou que a fala disseminava desinformação, preconceito e estigmas contra pessoas autistas e seus familiares.
Na decisão, a Justiça entendeu que a liberdade religiosa não isenta ninguém de responsabilidade quando suas declarações violam direitos fundamentais e a dignidade de outras pessoas.
O pastor reconheceu que errou, pediu desculpas publicamente, retirou o conteúdo das redes sociais e realizou um curso relacionado ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). Apesar dessas medidas, o tribunal manteve a condenação. O valor deverá ser destinado a um fundo público voltado a projetos relacionados ao transtorno.
A condenação ainda não é definitiva, e a defesa avalia a possibilidade de apresentar novo recurso.