O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Paraná realizou a terceira fase da Operação Rota 466, cumprindo 19 mandados de busca e apreensão em oito municípios do Paraná. A investigação apura suspeitas de organização criminosa, corrupção passiva, concussão, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro envolvendo policiais militares, principalmente ligados à Polícia Rodoviária Estadual.
Como resultado da operação, 15 policiais militares foram afastados das atividades operacionais, ficando restritos a funções administrativas, além de terem suas armas recolhidas. Uma pessoa também foi presa em flagrante por posse irregular de arma de fogo.
Segundo as investigações, alguns policiais teriam recebido propina de empresas e transportadoras, incluindo fornecimento de combustível, para deixar de fiscalizar determinados caminhões. Também há suspeitas de fraude em registros de acidentes de trânsito e favorecimento de empresas de guincho mediante pagamento.
O Gaeco ainda investiga um possível esquema de lavagem de dinheiro, no qual valores obtidos ilegalmente teriam sido movimentados por contas de terceiros, incluindo familiares de policiais, e por empresas dos setores de transporte e guincho.
Somando as três fases da operação, 30 policiais militares já foram alcançados pelas investigações. O material apreendido continuará sendo analisado para identificar novos envolvidos e aprofundar a apuração.