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Resumo da notícia
A médica Marcella Segato de Sousa Melo, que era supervisora de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara, em Goiânia, foi demitida após o surgimento de mensagens em um grupo de WhatsApp nas quais pedia que pacientes supostamente petistas não recebessem alta médica durante o fim de semana do primeiro turno das eleições de 2026.
Segundo a reportagem, em 2 de outubro ela escreveu no grupo:“Quem estiver na enfermaria sábado e domingo, não dar alta para ninguém, a maioria é petista”. As mensagens foram divulgadas pela TV Anhanguera e motivaram uma investigação interna.
A médica foi inicialmente afastada e depois demitida. Em nota, ela afirmou que nenhuma paciente teve alta negada ou retardada por motivos políticos, pediu desculpas a famílias e colegas e declarou que todas as decisões médicas seguiram apenas critérios clínicos.
O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) informou que o caso tramita sob sigilo e que solicitou esclarecimentos à instituição. Já a maternidade declarou não adotar posicionamento político-partidário e reforçou que internações e altas devem ser definidas exclusivamente por critérios médicos.
Até o momento, não há confirmação de que algum paciente tenha permanecido internado por orientação política ou que a recomendação da médica tenha sido seguida por outros