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Política: uma necessidade básica se exercida com idoneidade

João Carlos da Costa

eticaA situação não está tranquila e tampouco favorável, quando se fala dos problemas que afetam a atual crise econômica, financeira, moral e ética brasileiras. Traçando um pequeno panorama dos  acontecimentos dos últimos anos envolvendo políticos e empresários brasileiros com propinas e corrupção, observamos que  aumentou ainda mais o clima de desconfiança na política e, lógico, nos políticos. De fato, é triste ver num país maravilhoso como o nosso, com muitas riquezas naturais e um potencial de desenvolvimento enorme e, no entanto, os recursos destinados ao bem-estar, saúde, segurança, educação principalmente, e outras áreas prioritárias desviados  de forma vergonhosa, para o enriquecimento ilícito e para atender interesses pessoais. Crianças sem a merenda escolar, sem uniformes e agasalhos, muitas vezes indo descalços para escola com os pés pisando geadas, neste período de inverno, conforme mostraram imagens televisivas de reportagens diárias e pessoas morrendo em macas de hospitais por falta não só de médicos, mas também de estruturas para atendimentos emergenciais. Tudo por culpa de pessoas inescrupulosos que sequer se preocupam com as necessidades primárias do povo. Preferem o proselitismo às custas da ignorância política, que fazem questão de preservar a todo custo, na base do toma-lá-da-cá. Esse crime , que pode ser caracterizado como  lesa -pátria, tem causado enormes danos à moral, à ética, à economia e desenvolvimento do País, porque gera também outras situações como o desemprego e a falta de confiança nos investidores de outros países, que ficam com receio de investir, por conta da desonestidade na administração dos recursos públicos, principalmente.

O  pior. O mau exemplo vem de cima, porque muitos dos envolvidos nos casos de corrupção e desvios de dinheiro público estão nas cúpulas ou junto às cúpulas governamentais e, logicamente, fazem tudo para dificultar o andamento de processos para elucidação e responsabilização de culpados. E isso é visivelmente percebido devido as  inúmeras manobras de manipulação de informações e pelo poder que exercem sobre pessoas que estão política, judicial e administrativamente ligadas a eles por conta de interesses escusos. Por isso o clima de insegurança  vivido pelos brasileiros, que já não sabem mais em quem confiar para dirigir os destinos do País,  pelos indícios que indicam uma grande quantidade de envolvidos nos escândalos de desvio de dinheiro das principais estatais e responsáveis diretos por toda essa crise geral que assola o Brasil. Pelas diversas circunstâncias observadas é difícil prever uma saída dessa situação caótica em curto prazo.

Representatividade e mudança

Por tudo o que vem acontecendo, as pessoas estão cada vez mais céticas e dizem não acreditar mais na política e em políticos. No entanto, infelizmente não há como se desvencilhar disso. Mas é necessário compreender que a política é uma ciência nobre e necessária para organizar a administração pública em todos os aspectos para resolver todos os tipos de problemas relacionados ao bem-estar da população, a saúde, a segurança, promover o desenvolvimento para gerar empregos, definir política de preços, etc.... O conhecimento e a  participação direta ou indireta são essenciais a todos os cidadãos de bem, para que  o exercício da verdadeira política não se transforme em politicagem e politiquice, coisas de politiqueiros e não dos reais políticos.  Por mais que sse queira, a política é inerente à vida do ser humano que vive em sociedade. Aliás, os cidadãos têm sim, que se envolver e conhecer mais sobre política.Seja como defensor de um determinado segmento ou de toda sociedade. A ignorância política é inútil. É fácil criticar, dar palpites quando se está fora de um problema ou achar que o fato de delegar a alguém as nossas necessidades  já é o suficiente. Não é. A lógica é que quando se faz parte do problema o ideal é também fazer parte da solução.  Enquanto cidadãos, não há como solucionar todos os problemas que dependem da atuação da administração pública, por isso são eleitos os representantes. A teoria é que esse representante deve ser idôneo, responsável e, preferencialmente, competente, para atuar à altura da importância dos interesses dos cidadãos. Por isso a necessidade de escolher aqueles que possam atender  condignamente  aos anseios da população. No entanto, a maioria dos eleitores brasileiros costuma votar por impulsos, pela aparência, por interesses pessoais e também por outros atrativos, até mesmo estéticos dos candidatos. Poucos se preocupam em conhecer a vida pregressa, quando possível, saber das suas intenções e propostas. Também são avessos a mudanças porque acreditam que o novo vai entrar no mesmo esquema dos antigos e que sempre vai ser mesma coisa. Não dá para pensar assim, pois toda mudança é saudável e a população em si, desconhece ainda a força que tem para mudar o tipo de comportamento dos políticos. Talvez não consiga em uma, duas ou três vezes, mas tem que continuar tentando. O fato de não querer votar e ninguém, que atualmente tem um percentual enorme de adeptos, não traz resultado algum, embora a raiva pela  forma como a política está sendo exercida. Se ao menos toda a população votasse nulo, haveria ainda uma possibilidade de se anular uma eleição e atrair novos candidatos. Mas quem sabe qual seria o melhor para exercer tal cargo político? Pode acabar na mesmice de sempre. Se poucos votarem nulo acabarão por eleger os mais conhecidos ou os mesmos de sempre. Somente aqueles considerados  analfabetos políticos não assumem a responsabilidade com o bem comum. A omissão também tira a razão de reclamar pelo o que os outros estão fazendo de errado.

Política e segurança pública

Causa estranheza ver pessoas públicas ou que trabalham em órgãos publicos querer se isentar de falar em política, pois são justamente os órgãos oficiais da seara governamental que necessitam da política para sobreviver. A administração publica é gerida por decisões política. Estas, aliás, na maioria das vezes, até se sobressaem sobre as políticas. Especificamente sobre segurança pública, área prioritária para  a manutenção da tranquilidade e paz social, vislumbra-se a necessidade de constituir representantes em todos os níveis de governo. A começar pelas Câmaras Municipais. Alguns perguntam, mas o que um vereador pode fazer para as polícias? São inúmeros os casos que envolvem mudanças de leis municipais que podem interfiram no trabalho policial ou até mesmo situações que requeiram maior participação, principalmente com a atuação conjunta de outros órgãos oficiais e da sociedade civil, como os Conselhos de Segurança, cada dia mais ativos nos municípios, por exemplo. Ações podem ser sistematizadas e regulamentadas através de leis municipais e estaduais mediante convênios e outros acordos. A política de segurança pública não se desenvolve apenas em um único nível de governo. É falso pensar que a segurança pública só precisa de representante nas alçadas estadual e federal quando pensa apenas nas questões salariais e nos benefícios inerentes às classes. É  o caso de leis para reivindicação de passes livres para policiais  nos transportes municipais,  entre outros benefícios que não vêm ao caso citá-los no momento. Para isso é interessante ter um ou mais representantes legítimos, que possam viabilizar junto aos órgãos constituídos as suas reivindicações e também para contribuir melhor contribuir com a sociedade de forma mais objetiva no quesito segurança pública. Todos têm capacidade para saber escolher, democraticamente.

João Carlos da Costa

Bel. em Direito, Bel. Química, Policial Civil, Professor .

Contatos: e-mail: . F. (41) 982-40667.

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