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Gravações revelam como grupos neonazistas atraem adolescentes para movimento internacional

Integrantes do "A Base" posam para fotos usadas como propaganda - Divulgação Uma série de gravações escondidas revelou uma operação secreta de um grupo neonazista para tentar recrutar adolescentes nos Estados Unidos e na Europa.

As gravações mostram integrantes do grupo neonazista "The Base" ("A Base") entrevistando jovens candidatos e discutindo formas de radicalizar o pensamento deles.

O FBI diz que o grupo tem como objetivo unificar os supremacistas brancos em todo mundo para incitar uma guerra racial.

As gravações foram entregues ao Southern Poverty Law Center, uma organização que defende direitos civis nos Estados Unidos. Elas foram compartilhadas com o programa Panorama, da BBC.

Rinaldo Nazzaro, fundador do A Base, é um americano de 47 anos. No começo do ano, a BBC revelou que ele coordenava a organização neonazista a partir de um apartamento em um bairro rico na cidade de São Petersburgo, na Rússia.

As entrevistas, que acontecem através de um app que usa criptografia, seguem um determinado padrão. Nazzaro pergunta aos candidatos sobre sua história pessoal, etnia, jornada de radicalização e experiência com armas. Em seguida, um painel de integrantes seniores faz outras perguntas.

Os candidatos respondem perguntas sobre os livros que leram, o que inclui "Mein Kampf" ("Minha Luta") de Adolf Hitler. Eles também eram encorajados a se familiarizar com as ideologias supremacistas do grupo. Uma das crenças é a de que seria necessário acelerar uma guerra racial que provocaria um colapso social.

Durante as entrevistas, Nazzaro dá boas vindas a integrantes de outros grupos extremistas.

Os jovens candidatos, que escondem seus nomes verdadeiros, demonstram conhecimento sobre ideologias e descrevem seus processos de radicalização com vídeos e propagandas.

Quando os candidatos saem da ligação, os demais membros do painel discutem o potencial de cada um e organizam os próximos encontros.

Colapso social

As gravações deixam claro que A Base tenta recrutar soldados de exércitos ocidentais para se aproveitar do seu treinamento com estratégia e armas.

Nazzaro, que segundo uma reportagem investigativa da BBC já foi analista do FBI e prestador de serviços do Pentágono, diz a um adolescente britânico que a ideia de colapso da sociedade é uma das "filosofias mestras" do grupo.

A um adolescente europeu, ele diz que tal colapso seria desejável, mesmo no nível local, se ele criasse um "vácuo de poder do qual se possa tirar vantagem".

Um menino ouviu que "inicialmente temos a meta de criar células com um ou dois homens na maior quantidade de áreas possíveis" e que "a Grã-Bretanha é um lugar que vemos com bastante potencial".

Em uma discussão sobre um europeu de 17 anos, após uma das entrevistas, um homem mais velho fala em "modelar" o sistema de crenças do jovem, e Nazzaro acrescenta que o menino precisa de "um pouco mais de trabalho, ideologicamente" mas que ele estava "definitivamente no rumo certo".

Sobre outro adolescente britânico, Nazzaro sugere que ele anda precisa "amadurecer ideologicamente".

A pesquisadora Cassie Miller, do Southern Poverty Law Center, diz que as gravações revelam um olhar pouco comum sobre o mundo dos extremistas, "mostrando que não há um caminho único para radicalização".

Ela diz que os candidatos a um lugar em A Base vêm de diversos tipos de lugares da sociedade.

"Acredito que o fato de que a maioria dessas pessoas ser totalmente normal já é bastante relevante. Eles não possuem algumas características que os predispõem a se tornarem terroristas ou a serem atraídos por uma ideologia extremista", diz a pesquisadora.

"Prefiro pensar neles como um reflexo da sociedade que está profundamente polarizada politicamente", acrescenta.

No Estado americano da Geórgia, três integrantes do A Base foram denunciados por um suposto complô para assassinar um casal antifascista.

A Base é uma das organizações mais recentes a surgir da rede internacional neonazista online, hoje extinta, chamada Iron March.

Outras organizações que apareceram ali incluem o grupo britânico National Action, o Sonnenkrieg Division e o Atomwaffen Division dos Estados Unidos, que foi desmantelado no país pelo FBI.

Uma investigação da BBC revelou a identidade de um homem que é membro-sênior do A Base e criador de um fórum online ligado a várias investigações de radicalização de adolescentes no Reino Unido.

Matthew Baccari, um desempregado de 25 anos do sul da Califórnia, usava o pseudônimo "Mathias" para gerenciar o site Fascist Forge, onde terrorismo e violência sexual eram encorajados.

Ele era uma presença constante nas gravações de entrevistas do A Base. Ele também promovia as ações do grupo em seu site, que foi retirado do ar este ano.

O fórum foi fundamental para as autoridades condenarem um menino de 16 anos de Durham, no Reino Unido. Ele se tornou a pessoa mais jovem no país a receber uma pena de prisão por planejar atentado terrorista.

Dois outros jovens britânicos do Fascist Forge, um deles de apenas 15 anos, estão sendo processados por 25 crimes relacionados a terrorismo.

Baccari se recusou a sair de seu quarto quando uma equipe da BBC tentou entrevistá-lo.

Baccari e Nazzaro também não responderam às cartas que foram enviadas a eles contendo provas contra ambos.

Fonte: NOTICIAS.UOL.COM.BR

Exclusivo: com dinheiro público, Zambelli abasteceu quase 500 litros de combustível para ficar 4 dias em SP. Por Caique Lima

  Entre março e setembro de 2019, Carla Zambelli gastou R$ 5.869,98 no Auto Posto Tremembé, em São Paulo.

Só em Abril a deputada gastou um total R$3.273,59 em combustível. O que mais chama a atenção neste número é que a deputada gastou, em dois abastecimentos, um total de R$1.655,74.

No dia 17, a deputada abasteceu um total 308,555 litros de álcool. 12 dias depois, no dia 29, foram 64,918 de álcool, 50,166 de gasolina comum e mais 54,245 de gasolina aditivada. No total, a deputada abasteceu 477,884 litros de combustível, o suficiente para rodar cerca de 3,9 mil quilômetros.
Com essa quantidade de combustível, daria para ela ir de São Paulo a Manaus, no Amazonas.

Esta quantidade lhe rendeu cerca de 4 dias em São Paulo.

Ela e seu ex-assessor, Carlos Siqueira, embarcaram juntos para o Aeroporto de Guarulhos em 17 de Abril e voltaram a Brasília no dia 20. 

No dia 29 uma nota fiscal de R$698,60 foi emitida e um dia depois (30) Zambelli e seu assessor foram de volta à Brasília.

Esse vai e vem entre São Paulo e Brasília de Zambelli e seus ex-assessores Fábio Constantino, Augusto Pacheco e o já citado Carlos Siqueira, foi pago com R$ 35.916,52 de dinheiro público.

Nesse período, a deputada colecionou faltas na Câmara.

Ela teve 6 ausências não justificadas em comissões e 4 ausências em plenários. Justiça seja feita, Zambelli se ausentou 3 vezes de plenários (entre os dias 23 e 25 de Abril) por licença para tratamento de saúde, mas o motivo não consta nas outras ausências.

Enquanto isso, nas redes, pedia para que se comparasse seus gastos com os de Erika Kokay, deputada do PT.

Seu pedido é uma ordem:

 Uso da cota parlamentar das deputadas Carla Zambelli e Erika Kokay em Abril de 2019. Foto: Reprodução

Todos os números citados foram retirados do Portal da Transparência da Câmara dos Deputados.

O DCM procurou Carla Zambelli, que não se pronunciou até a publicação desta reportagem.

Foi solicitado à Câmara dos Deputados um relatório de atividades de Carla Zambelli e seus ex-assessores, Fábio Constantino, Augusto Pacheco e Carlos Siqueira no mês de Abril de 2019.

Fonte: DIARIODOCENTRODOMUNDO.COM.BR

PGR recorre ao STF para mandar chefe de facção de volta ao RDD

Jamil Name, que ameaçou de morte delegado, promotor e defensor, foi liberado da prisão mais rígida após liminar de ministro Marco Aurélio Melo

Aras quer preso que fez ameaças de volta ao RDD A PGR (Procuradoria-Geral da República) recorreu ao STF (Supremo Tribunal Federal), nesta sexta-feira (12), para mandar de volta ao RDD (Regime Disciplinar Diferenciado) Jamil Name, chefe de uma organização criminosa do Mato Grosso do Sul, que cometeu vários crimes incluindo homicídios, preso na Penitenciária Federal de Mossoró (RN). 

Name estava no RDD, mas foi liberado do regime mais rígido na prisão do Rio Grande do Norte depois de uma liminar do ministro do Supremo Marco Aurélio Melo.

Um dos argumentos da defesa do preso é a de que ele é idoso (tem 80 anos de idade) e poderia ser acometido pela covid-19. Os advogados também solicitam a transferência do preso para a Penitenciária Federal de Campo Grande (MS).

De acordo com o documento, assinado pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, "o estabelecimento prisional federal em que mantido o agravado reúne condições para prestar os necessários cuidados à sua saúde, mesmo diante do quadro da epidemia".

Outra alegação da PGR é que, de dentro do Presídio Federal de Mossoró, Jamil Name "voltou a ordenar que o Delegado de Polícia Civil Fábio Peró seja morto por seus comparsas que ainda estão em liberdade e foi além, ordenando que também sejam assassinados um Promotor de Justiça do GAECO, um Defensor Público e familiares do próprio Delegado".

Aras pede que a suspensão da decisão e manutenção de Jamil Name no RDD; a redistribuição do caso ao ministro Luiz Fux; e impedir o retorno do preso para o Estado de origem até julgamento de mérito. 

 Fonte: R7.com

Deputado que mais recebeu de Bolsonaro em emendas diz que foi 'sorte'

Josimar Maranhãozinho PR-MA deputado federal  - Divulgação/Facebook  O presidente Jair Bolsonaro bateu recorde de liberação de emendas parlamentares durante a pandemia, um reflexo de sua inclinação a agradar aos partidos do chamado centrão durante a crise política que o país vive. De acordo com o Estado de S. Paulo, em abril foram R$ 6,2 bilhões empenhados (quando a gestão se compromete com a despesa). Este é o maior valor para um único mês desde 2016, e o mais foi beneficiado, com R$ 15,9 milhões, foi Josimar Maranhãozinho (PL-MA), homem da confiança de Valdemar Costa Neto.

Maranhãozinho afirmou que seu nome liderar a lista foi uma "questão de sorte", por sua agenda ter sido focada na saúde, que ganhou prioridade durante a pandemia do coronavírus.

"Isso foi uma questão de sorte, porque eu aloquei as minhas emendas individuais todas na saúde. E, como teve a pandemia, o governo priorizou essa área", disse o deputado, ao site O Antagonista.

"O governo federal não contemplou o deputado Josimar, contemplou o deputado Josimar porque estava tudo [as indicação das emendas do deputado] na saúde", acrescentou.

Josimar diz que não tem proximidade com o Planalto e salientou que está de licença e só retoma as atividades do Congresso no próximo dia 13.

"Não. Eu estou até de licença, meu amigo. Minha licença termina dia 13. Eu não estou nem sequer atuando, estou de licença. Quem estava cuidando, acompanhando minhas emendas era o suplente, que ficou no meu gabinete", concluiu.

Josimar atua como presidente do PL, partido de Valdemar Costa Neto, no Maranhão.

Entenda o valor pago

O montante efetivamente pago em emendas foi o maior para um único mês ao longo dos últimos anos, R$ 4 bilhões. As emendas são indicações feitas por deputados e senadores de como o governo deve gastar o dinheiro do Orçamento.

Os parlamentares costumam direcionar as verbas para seus redutos eleitorais e, com isso, ganham a paternidade de obras e ações que beneficiam diretamente seus eleitores, o que acaba contribuindo com suas reeleições. O dinheiro vai para construções de praças, pontes, hospitais, compra de equipamentos hospitalares, distribuição de cestas básicas, entre outras ações.

Os dados são do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) e foram compilados a pedido do Estadão pela ONG Contas Abertas.

O levantamento considera todos os tipos de emendas: individuais, de bancada, de comissões e do relator. "É recorde absoluto, de empenho e de pagamentos. Até então, o maior empenho tinha ocorrido no final do ano passado. Em dezembro, foram R$ 3,9 bilhões", afirmou o secretário-geral da ONG Contas Abertas, o economista Gil Castello Branco.

Fonte: NOTICIAS.UOL.COM.BR

Flávio repassou R$ 500 mil do fundo partidário a advogado do caso Queiroz

Diálogos revelam que Queiroz demitiu ex-mulher de miliciano para ... A pedido do senador Flávio Bolsonaro (RJ), hoje no Republicanos, o PSL nacional contratou em fevereiro de 2019 o escritório de advocacia de um ex-assessor que hoje tem o nome envolvido no suposto vazamento de informações da Polícia Federal em benefício da família do presidente da República.

Foram 13 meses e meio de contrato, com custo aos cofres públicos de ao menos R$ 500 mil.

O PSL foi o partido pelo qual Jair Bolsonaro se elegeu presidente e Flávio, senador. Ambos romperam com a legenda e se desfiliaram no final do ano passado.(...0

Leia íntegra na Folha.

 

Fonte: NOTICIAS.UOL.COM.BR

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