jornalista1

Cruzeiro do Oeste – PM apreende drogas e celulares na Penitenciária

pc0905A Polícia Militar (PM) de Cruzeiro do Oeste apreendeu maconha e aparelhos celulares na Penitenciária Estadual de Cruzeiro do Oeste (PECO). A ocorrência aconteceu na sexta-feira (3).

Em nota, a PM afirmou que havia pessoas arremessando objetos para dentro da unidade prisional. Ao menos cinco pessoas participavam da ação. Com a chegada da viatura os suspeitos fugiram.

Perto da muralha da PECO a PM encontrou pacotes de fumo, 5 celulares, 2 baterias, isqueiro e 587 gramas de maconha.

Fonte: portalguaira

Presos convivem com ratos e baratas na Delegacia de Piraquara

O Conselho da Comunidade da Região Metropolitana de Curitiba denunciou nesta sexta-feira (3) que a Delegacia de Piraquara é “um exemplo do desleixo com que o estado administra o sistema penitenciário”. Como a maioria dos distritos policiais do Paraná, a unidade está com a carceragem superlotada: possui 4 vagas, mas está com 58 presos.

Presos convivem com ratos e baratas na Delegacia de PiraquaraPara piorar a situação, diz o Conselho, o local abriga presos que necessitam cuidados médicos e psiquiátricos. Aguardando transferência para o Complexo Médico Penal (CMP), os detidos vivem em meio de fezes e são flagrados tomando urina. O Complexo Médico Penal está com falta de profissionais de saúde para o atendimento, o hospital penal ainda está desativado e a unidade está com 228 presos acima da sua capacidade (599).

Em visita realizada pelo Conselho foi constatado outro problema grave – a presença de mulheres presas na carceragem, em cela improvisada ao lado da dos homens. Apenas grades separam os dois grupos. O Depen pretende transferir todas as mulheres detidas provisoriamente em delegacias da RMC para o distrito de Rio Branco do Sul, o que ainda não tem data para ocorrer.

“O que vimos em Piraquara é um absurdo total. Aquelas pessoas estão em situação desumana. Convivem com sujeira, ratos e baratas. O Estado é o tutor e simplesmente não oferece condições dignas. Por lei, as mulheres não poderiam estar em celas separadas dos homens apenas por grades. Se já estão sentenciadas, deveriam ir para o sistema”, afirma Isabel Kugler Mendes, presidente do Conselho da Comunidade da RMC.

“A superlotação do sistema faz com que o CMP não tenha condições de receber presos com necessidades especiais como os que vimos em Piraquara. Falta uma política de Estado para resolver o caos no sistema penitenciário paranaense. Infelizmente, não vemos o governo demonstrar preocupação em achar soluções definitivas para resolver a situação, apenas medidas paliativas”, ressalva Isabel Mendes.

Em fevereiro, por causa da superlotação houve uma tentativa de fuga na Delegacia de Piraquara, mas a polícia conseguiu evitar que os presos escapassem.

Fonte: https://contraponto.jor.br/presos-convivem-com-ratos-e-baratas-na-delegacia-de-piraquara/

Após fuga de 24 presos da CPP de Aparecida de Goiânia, oito são recapturados e um morre, diz DGAP

Seis foram baleados e levados a hospital. Um dos foragidos é Thaygo Henrique Alves Santana, condenado a 63 anos de prisão por chacina na Serra das Areias.

pc2504 A Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) informou que 24 detentos fugiram da Casa de Prisão Provisória em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, após prepararem uma emboscada pra agentes prisionais. A confusão que levou às fugas deixou ainda 6 feridos. Até o início da manhã desta quarta-feira (24), oito haviam sido recapturados e um morreu em troca de tiros com policiais.

Os seis baleados foram levados ao Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). A unidade de saúde informou, por telefone, que não pode divulgar os nomes dos pacientes "por questões de segurança", mas que: 2 receberam alta médica, 2 estão no centro cirúrgico e 2 estão na emergência.

Buracos usados por presos da CPP de Aparecida de Goiânia para esconder objetos Goiás — Foto: Reprodução/Sinsep

Buracos usados por presos da CPP de Aparecida de Goiânia para esconder objetos Goiás — Foto: Reprodução/Sinsep

De acordo com o Sinsep, na noite de terça-feira foram encontrados buracos nas celas que eram usados pelos detentos para esconder celulares, por exemplo. Os agentes informaram ainda que acharam várias facas escondidas pelas celas.

O órgão contou ainda que os agentes foram rendidos enquanto levavam detentos que trabalham na lanchonete do local de volta para dentro das celas.


Facas apreendidas na CPP de Aparecida de Goiânia — Foto: Reprodução/Sinsep

A Polícia Civil informou que o Grupo de Investigação de Homicídios de Aparecida de Goiânia está apurando a morte do detento. De acordo com eles, momentos após ser registrada a fuga a Polícia Militar começou as buscas na região pelos foragidos quando viu um grupo de cinco pessoas.

De acordo com o registro policial, ao verem os PMs eles entraram em uma mata e começaram a atirar contra a equipe da PM, que baleou um deles, que acabou morrendo. Outro foi recapturado. O homem que morreu ainda não foi identificado.


Confira lista completa dos 24 fugitivos, segundo DGAP:

  • Zeridan Matias Dos Santos
  • Igor Felipe do Carmo
  • Alessandro do Santos Pereira Da Silva
  • Adagilson Fernandes Rocha
  • Katison Marcio Barbosa de Souza
  • Wilson de Oliveira Gomes Junior
  • Elionai Rodrigues da Silva
  • Matheus Januário Barbosa Santos
  • Murilo Souza de Alcantra
  • Anderson Henrique Ribeiro da Silva
  • Daniel Nascimento Cardoso Filho
  • Dhiony Blaitiner dos Santos
  • Diego de Faria
  • Gabriel Sebastiao Garcia de Souza
  • Mayro de Franca da Silva
  • Pablo Stennio Menezes da Cruz
  • Vinicius Henrique de Mattos Vargas
  • Ailton Pereira da Conceicao
  • Guilherme Aguiar da Silva
  • Maximiano Capurro
  • Paulo Enriki Pantoja Dos Passos
  • Jaderson Lima de Sousa/ Douglas Alves dos Santos
  • Lucas Fernando Cardoso dos Santos Dias
  • Thaygo Henrique Alves Santana

Fonte: G1

Presos em Magé gravam vídeo ostentando celulares e drogas e apontam diretores de presídio como responsáveis por regalias

oc2204 Homens que se identificam como detentos do presídio Romeiro Neto, em Magé, na Baixada Fluminense, gravaram vídeos ostentando celulares, drogas, bebidas alcóolicas e dinheiro dentro da unidade. Nas imagens, os presidiários apontam a direção da unidade como responsável por deixar que eles tenham acesso às regalias.

"Vocês acharam que eles iam deixar a gente fraco? Olha como a direção deixa nós aqui: tem cachaça, telefone, baralho de jogo... Dinheiro nós tem pra cara* (sic). Tudo em cima deles", diz um dos presos no vídeo. As imagens mostram quase 40 celulares no chão da cela e um saco que, segundo o detendo, contém um quilo de cocaína.

Em outro vídeo, mais um preso com o rosto coberto por uma camiseta relata que a direção da cadeia não pode "oprimir" os presos nem "cobrar algo" deles, já que libera a entrada dos itens proibidos.

"Como é que a família do interno vai trazer uma coisa dessas? Isso aqui vem da mão da polícia", disse o homem enquanto mostrava um smartphone para a câmera, citando nome de um funcionário que teria cobrado R$ 3 mil pela entrada do aparelho eletrônico no presídio.

Em nota, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou que "todas as providências estão sendo tomadas para identificar os responsáveis pelos fatos narrados nos vídeos".

A secretaria disse ainda que "não vem medindo esforços para bloquear a entrada de objetos ilícitos nas unidades prisionais, para impedir a comunicação de presos com o mundo exterior. Isso tudo faz parte de uma herança maldita encontrada quando a nova direção assumiu a Seap. Fato é que a operação asfixia, iniciada desde a gestão do secretario Alexandre Azevedo de Jesus, já apreendeu desde o início desse ano 3.034 celulares, 1,137 chips, 18 roteadores, dois radiotransmissores, 23,912 papelotes de cocaína, 11.927 de haxixe, 25.802 papelotes de maconha, 66 comprimidos de ecstasy e 230 anabolizantes".

Fonte: extra

Falta de água, tortura e visitas: a situação de presídios no Ceará

Peritos do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura visitaram unidades prisionais no Estado entre 25 de fevereiro e 1º de março deste ano 

ceara presidios sistma carcerario direitos humanos 10042019205302258.jpegPeritos do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura visitaram unidades prisionais no Estado entre 25 de fevereiro e 1º de março deste ano, em unidades prisionais do Ceará. A ideia foi “cumprir uma obrigação internacional assumida pelo Estado Brasileiro por meio da ratificação do Protocolo Facultativo à Convenção das Nações Unidas contra Tortura e outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradante”. 

Procurada pela reportagem, a SAP-CE (Secretaria de Administração Penitenciária do Ceará) disse que "todas as instituições representativas como OAB, Ministério Público, Defensoria Pública, entidades de direitos humanos, além do próprio MNPCT, tem suas prerrogativas respeitadas e o acesso garantido nas unidades prisionais do Ceará, como pode ser conferido nos relatórios de visitação de cada unidade".

De acordo com o relatório, os peritos tiveram acesso a laudos realizados uma semana antes da visita, que constataram lesões nos presos. “Neles os médicos responsáveis identificaram um padrão de lesões localizados nas cabeças, mãos e dedos de diversos presos”, diz o relatório.

O MNPCT ainda aponta que “o uso de instrumentos contundentes e as partes do corpo lesionadas correspondem tanto aos instrumentos de tortura relatados quanto à posição em que os presos são submetidos em ‘procedimento’, fatos observados em diferentes unidades inspecionadas pelo Mecanismo Nacional”.

O “procedimento”, de acordo com os peritos que visitaram as unidades prisionais, são os momentos que os presos são obrigados a ficarem sentados imóveis e em silêncio. Quando não conseguem ficar sem se mexer ou acabam fazendo algum barulho, de acordo com o relatório, é utilizado spray de pimenta pelos agentes.

“Outros relatos ainda apontam que esses ‘procedimentos’ foram utilizados com os presos desnudos durante o dia, sob o sol escaldante do Ceará. Também foram comuns relatos de que durante os ‘procedimentos’ os presos são humilhados verbalmente e ameaçados tanto pelos agentes prisionais quanto pelos representantes da FTIP [Força Tarefa de Intervenção Penitenciária]”, aponta o relatório.

Os peritos ainda constataram que os presos sofreram punições coletivas que tiraram “os poucos direitos que ainda restam aos detentos, como banho de sol e até o acesso a água e a alimentação complementar que as famílias trazem durante a visita”.

Até mesmo as visitas dos presos dos presos foram suspensas durante o período de atentados no Estado. O relatório aponta que “a punição coletiva sem qualquer amparo legal se configura como uma prática cruel e de tortura por parte de agentes do Estado que autorizam e a executam”.

O Mecanismo Nacional de Prevenção Combate à Tortura diz que “ficaram nítidos os indícios de práticas de tortura generalizada nas unidades visitadas por esta equipe. Ficou patente a ausência de um protocolo de uso da força que normatize as condições e os critérios para a utilização de equipamentos de segurança e para aplicação dos ‘procedimentos’”.

Os peritos ainda avaliaram que os presos doentes sofrem para seguirem tratamentos médicos. O relatório dá exemplo de um detento com diabetes, e que estava perdendo peso rapidamente por causa da má alimentação. O preso, então, necessitaria tomar doses extras da medicação.

"Essa prática acabava sendo banalizada, já que o paciente não tinha sua dieta alimentar respeitada e só podia usufruir de três refeições diárias sendo o intervalo entre o café da manhã e o almoço, entre o almoço e a janta de quase cinco horas, em média, e entre a última refeição do dia e o café da manhã do dia seguinte ultrapassa 12 horas de jejum", aponta o relatório.

Segundo a SAP-CE, "os presos do sistema carcerário cearense recebem quatro refeições diárias. Todas monitoradas e acompanhadas por equipe de nutricionistas, que garantem a quantidade necessária e saudável de proteínas, vitaminas, carboidratos e outros nutrientes exigidos".

Além disso, os peritos afirmam que, por causa da doença, o preso não conseguia dormir. Para solucionar esse novo problema, a gestão da unidade prisional dava mais medicamentos para o detento ter sono.

Segundo a secretária que administra os presídios, "o núcleo responsável pelo atendimento médico, odontológico e psicológico dos presos realizou 193 mil atendimentos nas unidades prisionais, que vão desde a atualização de vacinas até o cuidado psiquiátrico dos internos".

De acordo com os peritos, a informação da gestão é que uma das unidades prisionais contava com "dois poços artesianos, atendendo somente aquela unidade, e foi constatado que unidade possui um sistema de tratamento e dessalinização, antes da água chegar aos filtros".

No entanto, segundo o relatório, "era comum os detentos queixarem das condições da água que era fornecida, descrevendo como água salobra, pela quantidade de sal presente".

Na CPPL (Casa de Privação Provisória de Liberdade) III, a condição de acesso à água era ainda pior: "Se dava exclusivamente por um buraco na parede, que escorria através dela, e os presos usavam de forma racionada por cerca de 45 minutos, para encher os vasilhames que dispunha e poder ter um pouco de água armazenadas para o restante do dia".

Veja a íntegra da nota da SAP-CE:

"Sobre o Relatório de Missão ao Estado do Ceará do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT), a Secretaria da Administração Penitenciária do Estado do Ceará esclarece que:

- Todas as instituições representativas como OAB, Ministério Público, Defensoria Pública, entidades de direitos humanos, além do próprio MNPCT, tem suas prerrogativas respeitadas e o acesso garantido nas unidades prisionais do Ceará, como pode ser conferido nos relatórios de visitação de cada unidade;

- O fechamento das 98 cadeias do Interior e a respectiva transferência dos presos para outras unidades garantiu segurança aos presos, agentes penitenciários e as cidades de origem, já que as cadeias em questão não tinham condições mínimas de estrutura. A readequação das unidades também permitiu que a SAP reordenasse suas equipes de Agentes e otimizasse suas forças de trabalho nos locais vigentes;

- A reestruturação e a presença do Estado tem por objetivo estabelecer o controle dentro da lei, o que ocasionou, por vezes, reações dos presos, como amotinamento e agressões contra servidores públicos. Os presos feridos nesse tipo de confronto foram medicados, autuados por um delegado de polícia e passaram por exame de corpo e delito, que não comprovam ferimentos com marcas ou fraturas com indícios de prática de tortura. Tudo registrado pelas unidades com acompanhamento de autoridades de outras instituições;

- Nos últimos 2 meses, a Secretaria da Administração Penitenciária do Ceará analisou, em parceria com a Defensoria Pública do Ceará, 7.188 processos. Isso garante a efetivação de medidas cautelares, retira das unidades os presos que não precisam estar encarcerados e diminui o problema estrutural da superpopulação carcerária;

- Nos 100 dias de existência da SAP, o núcleo responsável pelo atendimento médico, odontológico e psicológico dos presos realizou 193 mil atendimentos nas unidades prisionais, que vão desde a atualização de vacinas até o cuidado psiquiátrico dos internos;

- Também informamos que os presos do sistema carcerário cearense recebem quatro refeições diárias. Todas monitoradas e acompanhadas por equipe de nutricionistas, que garantem a quantidade necessária e saudável de proteínas, vitaminas, carboidratos e outros nutrientes exigidos;

- Reiteramos o esforço dos setores de inclusão social e educação do sistema, que nos últimos 3 meses já colocaram mais de 3 mil internos nos bancos escolares e mais de 2 mil presos e egressos para trabalho e qualificação. Ainda neste mês de abril lançaremos um programa desafiador de colocar quase 5 mil presos em cursos do Senai e Senac e iniciaremos o processo de industrialização dos presídios, em parceria com empresas de peso como Mallory e Ypioca;

- Desde o último mês de março, mais de 20 mil familiares visitaram os  detentos, só que agora com organização, limpeza e liberdade, sem passar por extorsões do crime organizado ou até mesmo serem assediados e violentados por outros internos.

- Reiteramos também que todos os nossos presos recebem kits higiênicos individuais com escova e pasta de dentes, barbeador, sabonete e desodorante;

- Contamos com a ouvidoria que recebe denúncias através do disque 100 ou dos canais da própria SAP, como telefone, email, Facebook ou de forma presencial. As denúncias são encaminhadas aos setores e órgãos para o correto fluxo de esclarecimentos. Algumas delas são encaminhadas para a Corregedoria para adoção de medidas.

O Sistema Penitenciário do Ceará passa por profundas mudanças, com forte atuação e presença do Estado. Desde a adoção dos procedimentos atuais, não se verificou mais rebeliões ou fugas nessas unidades.

Portanto, reiteramos nosso compromisso com a aplicação do Código Penal e com a Lei de Execuções Penais."

Fonte: https://noticias.r7.com

Mais artigos...

bannerdisponivel

bannerdisponivel

bannerdisponivel

bannerdisponivel

Impakto nas Redes Sociais

                                   

 

blogimpakto.        sicride      CONTASABERTAS  universidadedotransito   acervo        kennya6      alexandrejose    codigoeticajor    jornalismoinvestigativo

Desenvolvido por: ClauBarros Web