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SSP e Seap investigam a entrada de armas de fogo em presídio de Salvador

https://salvadornoticia.com/wp-content/uploads/2022/02/salvador-noicia-arma-de-fogo-atirando-tiro.jpg As Secretarias da Segurança Pública (SSP) e de Administração Penitenciária (Seap) investigam a entrada de armas, no Complexo de Mata Escura. Uma tentativa de fuga e uma briga entre custodiados, na tarde de domingo (20), resultaram nas mortes de cinco detentos. Dezoito internos ficaram feridos e foram encaminhados para unidades de saúde.

A ocorrência começou às 15h45, quando policiais penais ouviram disparos de arma de fogo, no Módulo II da Lemos Brito. Guarnições do Batalhão de Guardas (BG) da Polícia Militar foram até o local e impediram a fuga de detentos pela porta principal daquela unidade.

Na sequência, com reforços de equipes do Bope, Batalhão de Choque, Graer, Apolo, Gêmeos e Rondesp Central, os militares entraram na unidade prisional, reestabelecendo o controle. Armas brancas e de fogo foram apreendidas.

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil investiga a motivação dos crimes e os autores.

Fonte: https://salvadornoticia.com/2022/02/21/ssp-e-seap-investigam-a-entrada-de-armas-de-fogo-em-presidio-de-salvador/

Bichos e Ostentação

 Aos domingos, a surpresa da feira livre de Duque de Caxias é a quantidade de gaiolas. Canários e papagaios são vendidos com a mesma naturalidade com que se ofertam cajus e maracujás. Os bichos gritam para sobreviver. Os feirantes gritam para vender. Quem quer, consegue sair dali com um cãozinho, uma iguana ou até uma família de micos. Basta trocar uma ideia com os olheiros.

Eles andam carregando caixas de papelão entreabertas, oferecendo os animais com certa discrição. Alguns ficam parados próximos às bandejas espalhadas no tabuleiro ou no chão, onde é possível ver aves, três ou quatro tartarugas, alpiste e ração. Esses vendedores parecem perdidos no meio da confusão, como se topassem fazer qualquer tipo de rolo.

Quando consultados, levam os interessados às ruas paralelas e vielas onde guardam animais raros — répteis, pássaros de plumagem vistosa, macacos. Muitas vezes, a negociação começa dentro de um grupo de WhatsApp. A feira é o local da entrega.

De Honório Gurgel à Baixada Fluminense, essas transações são o primeiro plano de um quadro maior, um microcosmo de contravenções na cidade. A polícia já sabe que, em diversas comunidades onde se vende bicho em feira, facções ou milicianos alugam casas e galpões para os traficantes de animais. Alguns exemplares são adquiridos pelos próprios criminosos, que os ostentam sobre canos de fuzil ou nas bocas de fumo. Esses grupos também criam animais como cobras e jacarés, tirados do mangue ou de outros biomas, para ameaçar e torturar inimigos.

Eles sabem que os animais não serão apreendidos, já que a polícia dificilmente entraria na favela só para capturá-los.

A polícia acredita que haja um grupo mais seleto de traficantes de animais abastecendo facções e milícias. A internet se consolidou como o meio de comunicação entre as duas pontas.

Quando não é dia de feira, a oferta ao público vem em anúncios nas redes sociais. A reportagem do TAB localizou grupos de compra e venda de répteis, anfíbios e aves silvestres no Facebook. A negociação se dá em comunidades abertas, sem detalhar se o animal é legalizado ou não.

Em um dos grupos de venda de aves na Baixada Fluminense, um dos interessados oferece um cordão de prata em troca de uma arara-canindé, espécie cuja população está diminuindo em seu habitat natural, o Cerrado brasileiro. Outro comprador sugere a troca de um PlayStation 3 por um pássaro.

Cobras filhotes e adultas também são comercializadas livremente. Um vendedor anuncia corn snake, a cobra-do-milho, serpente da América do Norte — sua comercialização é autorizada pelo Ibama desde que o criador tenha registro, o que não é o caso dessas vendas pela internet. "Última remessa de corn snake para venda hoje, 250 reais para ir logo embora", escreve o vendedor, junto com imagens de cobras entrelaçadas nos dedos, como anéis.

Dener Giovanini, coordenador-geral da Renctas (Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres), explica que a rede de tráfico de animais silvestres é interestadual. O sequestro ocorre principalmente nos biomas da Amazônia, do Pantanal e da Mata Atlântica. De lá, os raptores enviam os bichos aos distribuidores, responsáveis pelo transporte até os centros urbanos. O eixo Rio-São Paulo é o maior polo de compradores.

Não há dados nacionais consolidados — cada órgão de fiscalização tem uma metodologia para computar as apreensões, que não passam de 0,5% do total de animais silvestres traficados no país. Só é possível estimar a dimensão desse mercado: segundo um relatório da Renctas, o valor ultrapassa R$ 3 bilhões ao ano.

Um levantamento da Polícia Militar do Rio de Janeiro ao qual TAB teve acesso mostra que, nos últimos seis meses, a maior parte dos crimes contra a fauna fluminense aconteceu em municípios do interior, que fazem limite com Minas Gerais e Espírito Santo.

Jay-Z e Beyoncé vivem juntos em uma favela do Rio de Janeiro. Os dois micos-leões-dourados estão na Vila Aliança, um dos maiores complexos habitacionais da zona oeste. Em março, correu nas redes sociais a foto de um homem que levava os micos pendurados na nuca e um fuzil atravessado no ombro.

Micos-leões-dourados e fuzis têm valores semelhantes. Presentes na nota de R$ 20, os animais que estão sob risco de extinção no Brasil valem mais de R$ 60 mil no mercado clandestino.

Um perfil no Twitter intitulado Bichos do Tráfico tem publicado imagens do tipo. A conta faz uma compilação de fotos e vídeos dos animais que estão em poder de traficantes de drogas e milicianos.

Novos ou antigos, os registros, no geral, são cenas flagrantes de maus-tratos. Muitos seguidores tratam as postagens com humor. Outros, com perplexidade. Em uma das imagens, um mico senta no cano de uma pistola. Em outra, uma arara-canindé repousa as patas sobre a luneta de um fuzil.

Um vídeo publicado em fevereiro mostra um sagui lutando pela vida (ou pela própria vida). O pequeno animal tem uma coleira presa ao pescoço. A outra ponta do acessório, onde ficaria a mão de um ser humano, está na boca de um cachorro, que balança o bicho freneticamente.

O animal usa suas patas para se agarrar a um poste de cimento. A angustiante situação provoca gargalhadas em quem está ao redor. O primata é apelidado de Nino na favela do Muquiço, zona oeste do Rio. O bicho tem um perfil dedicado a ele no Twitter.

Dener Giovanini explica que os bichos capturados em seus habitats e usados como bibelôs são sobreviventes de um grupo anterior que já morreu no caminho. Um relatório da Renctas mostrou que, a cada dez animais silvestres capturados, nove morreram antes da venda.

O lago é mais fundo quando o assunto são seres rastejantes. Em 2014, policiais encontraram um jacaré de 1,5 metro na casa de um traficante em Itaboraí, município da Região Metropolitana do Rio. O traficante confirmou que o bicho era usado para morder rivais e devedores.

Mais recentemente, em novembro de 2021, a Polícia Civil do Rio entrou em uma casa de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, com a denúncia de que ali estaria morando Delson Lima Neto. Delsinho, como é conhecido, está foragido desde 2018 — cumpria pena por envolvimento em um assassinato, mas foi liberado numa saída temporária e não voltou. Seu irmão, o também miliciano Tandera, é o criminoso mais procurado do Rio.

Delsinho não estava em casa, mas seu bicho de estimação, sim: era um Paleosuchus trigonatus, o jacaré-coroa, espécie comum na Amazônia brasileira e muito cobiçada no mercado de animais. A Polícia Civil ainda investiga se o jacaré-coroa encontrado na casa do miliciano foi usado para torturar rivais.

"A gente sempre encontra casos assim: entra em uma favela dominada por milicianos para investigar uso irregular do solo, ou uma ligação clandestina de água, e encontra animais em posse deles", afirma o tenente-coronel Sheiny Brasiliano, subcomandante do Comando de Polícia Ambiental da PM do Rio

"Para combater a milícia é preciso ter uma filosofia parecida com a de Sun Tzu: dividir para conquistar. A atuação só dá certo quando são operações integradas. Se vai haver uma operação dentro da comunidade para combater a pirataria ou o tráfico de armas, por que não aproveitar para sufocar outros aspectos da milícia, como o ambiental?", questiona.

O Comando de Polícia Ambiental calcula que, em 2022, 55 animais já foram apreendidos, entre araras, tucanos, gaviões e jabutis, nas operações realizadas em áreas de milícia.

O maior rebanho de hipopótamos fora da África é o da Colômbia. Isso porque Pablo Escobar fez da Hacienda Nápoles um zoológico ilegal cheio de cangurus, girafas e hipopótamos.

Quando o traficante foi morto, em dezembro de 1993, a maioria desses animais foi abrigada em parques e zoológicos do país. Mas os hipopótamos, pesados e difíceis de transportar, permaneceram na área. Os animais grandalhões expulsaram parte da fauna nativa da região e viraram um problema.

Prejuízo ambiental é um termo da moda, diante da falta de recursos e estrutura para reverter o desmonte de órgãos de fiscalização ligados ao meio ambiente. No Rio de Janeiro, o Ministério Público Federal denunciou o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e os responsáveis pelo Cetas (Centro de Triagem de Animais Silvestres) por negligência. Por regra, o Cetas é o único local apto para receber os bichos capturados em apreensões. A denúncia do MPF aponta que a omissão dos gestores do órgão causou maus-tratos a mais de 900 animais. Em dezembro, o centro de triagem chegou a ser fechado por falta de estrutura.

"Os crimes ambientais no Brasil são considerados de baixo potencial ofensivo. Uma pessoa mata uma onça, desmata uma floresta, polui um rio e não é devidamente autuada. Não há um constrangimento moral. As políticas públicas também falham porque o poder da fiscalização está limitado", avalia Roched Seba, do Instituto Vida Livre.

A reportagem procurou a Secretaria Estadual de Ambiente e Sustentabilidade para uma entrevista. A pasta respondeu com uma nota, assinada pelo Instituto Estadual do Ambiente. O Inea diz que "atua na fiscalização de infrações ambientais contra a fauna em conjunto com outras instituições". Afirmou também ter resgatado 142 aves silvestres de cativeiros e feiras no último ano, além de quatro micos e seis tartarugas.

Enquanto o tráfico de animais silvestre voa, a atuação do poder público parece rastejar.

Fonte: 

Quadrilha ataca caminhão e rouba carga com mais de 80 armas em Jundiaí

 Uma quadrilha atacou o veículo de uma transportadora e roubou na sexta-feira (17) parte da carga com mais de 80 armas — sendo 50 armas leves, com 39 pistolas e 11 revólveres, e o restante arma pesada.

Segundo a Polícia Rodoviária, quatro homens armados que estavam em duas vans abordaram o veículo e levaram o armamento.

Além das armas curtas, foram subtraídos ainda 25 rifles, uma carabina e 12 espingardas, bem como munições de diversos calibres (9mm, 556, 762,380, 38 e 357) e pólvora.

Ainda de acordo com a ocorrência, a transportadora informou que a entrega seria feira na região. A polícia realizou uma perícia no local e segue na busca pelos suspeitos.

Fonte:  https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2022/06/18/quadrilha-ataca-caminhao-e-rouba-carga-com-30-armas-em-rodovia-de-jundiai.htm

Drone joga fezes e urina no público antes de evento com Lula em Minas Gerais

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Major da PM que já agrediu ex-mulher e estuprou criança é flagrado com 18kg de cocaína

Major PM agrediu ex-mulher estuprou criança flagrado cocaína Major da PM é preso com 18 quilos de cocaína escondidos em seu carro. Essa não é a primeira vez que Moisés Araújo se envolve em crimes. Ele já havia sido detido por agredir a ex-mulher e a sogra e por abusar sexualmente da enteada

O major da reserva da Polícia Militar do Acre, Moisés da Silva Araújo, mais uma vez se envolveu com ações criminosas. Desta vez, o militar foi preso em flagrante pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) com cerca de 18 quilos de drogas na BR-364, no Bujari, interior do estado.

A PRF informou que uma equipe de policiais fazia rondas no quilômetro 246 da BR 364, por volta das 14 horas de ontem, quando abordou o veículo, que desobedeceu a ordem de parada e acabou perseguido por quatro quilômetros até decidir parar no acostamento.

Outro suspeito, que dirigia o veículo, acabou fugindo, mas o major permaneceu sentado no banco de passageiros. Ao revistarem o carro, os agentes da PRF encontraram diversas embalagens escondidas embaixo do protetor de caçamba do veículo Volkswagen Saveiro, contendo a droga.

Em um compartimento escondido no veículo, 11,12 quilos de pasta base e 6,86 quilos de cloridrato de cocaína. O suspeito foi preso e encaminhado para a Polícia Federal, e vai responder por tráfico de entorpecentes.

Segundo apurou a TV Bandeirantes, o major atuava como segurança do carregamento, que havia saído do município de Cruzeiro do Sul, no Acre. Aos policiais, porém, ele disse que apenas havia pegado carona com o condutor.

Essa não é a primeira vez que o major se envolve em crimes. Segundo reportagens publicadas pelo jornal A Gazeta do Acre, ele já havia sido preso em junho do ano passado por agredir a ex-mulher e a sogra e investigado por abusar sexualmente de uma adolescente de 12 anos, filha de sua ex-mulher.

Em nota, a Polícia Militar do Acre explicou que o militar, por estar na reserva remunerada, não atuava mais no serviço ativo da corporação e terá sua conduta apurada e julgada pela justiça comum.

“Em paralelo ao processo criminal, o comando da corporação irá instaurar procedimento administrativo denominado Conselho de Justificação, para avaliar a permanência do envolvido na condição de policial militar da reserva remunerada”, afirma a corporação, em nota enviada à imprensa.

O comandante da PM-AC, coronel Paulo Cesar Gomes, informou que a nova ocorrência envolvendo o militar também vai ser apurada pela Corregedoria e o major, que está na reserva, pode vir a perder cargo.

“Na realidade, ele alega que vinha de carona de Cruzeiro do Sul para Rio Branco, ele era o passageiro. Nós fomos acionados, o oficial de serviço foi até o local junto com a PRF, conduziu ele, foi feito flagrante e está preso aguardando a audiência de custódia. Ele está respondendo pelas outras situações e essa de ontem também vai responder e vai ser, possivelmente, submetido ao Conselho de Justificava. Possivelmente, deve ser encaminhado para ser excluído [do quadro da PM]. Com certeza nossa Corregedoria vai apurar”, disse o comandante.

Assédio sexual e violência doméstica

Em junho do ano passado, o major Araújo, que atuava como subcomandante do da 3ª companhia do 5º Batalhão da Polícia Militar em Assis Brasil, cidade que faz fronteira com o Peru e Bolívia, foi preso em flagrante por agredir a ex-mulher e a sogra. A Justiça o concedeu liberdade provisória.

Ele já era acusado de cometer assédio sexual contra uma adolescente de 13 anos em maio do mesmo ano. Os abusos teriam ocorrido quando a menina ia visitar a mãe, que convivia com o major, em Brasiléia. O caso segue em investigação.

Fonte: https://www.pragmatismopolitico.com.br/2022/06/major-pm-agrediu-mulher-estuprou-crianca-flagrado-cocaina.html

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