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Delegado preso por sumiço de carga de cocaína teria ligação com facção criminosa

 O delegado Eder de Oliveira preso depois do sumiço de uma carga de cocaína, avaliada em R$ 2 milhões, que desapareceu do prédio da delegacia de Aquidauana – a 135 quilômetros de Campo Grande- teria envolvimento com facção criminosa.

Informações obtidas pelo Jornal Midiamax  é que as investigações apontariam que Eder teria tido ajuda de membros da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) para a retirada da droga de dentro da delegacia, no dia 10 de junho. A carga estaria no prédio desde o dia 31 de maio.

Tudo teria sido planejado minuciosamente para que não fosse percebido o sumiço dos 101 quilos de cocaína, que foram avaliados em R$ 2 milhões. Uma advogada foi presa junto de mais sete pessoas, entre elas o delegado titular da 1º Delegacia de Polícia Civil de Aquidauana.

Depois da descoberta do sumiço da droga foi feito o pedido da quebra do sigilo de dados, sendo descobertas mensagens trocadas por celular que apontam ligação do delegado, como se ele tivesse facilitado a retirada.

O delegado foi preso no dia 24 de junho em uma operação da Corregedoria da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e equipes do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Bancos, Assaltos e Sequestros), que fizeram perícia e buscas na casa do delegado titular da 1º DP, Eder de Oliveira.

Fonte: midiamax

Folha não teve coragem de publicar manchete real: “Lava Jato induziu Léo Pinheiro a mudar versão duas vezes até incriminar Lula”

 Análise crítica da reportagem da Folha de S. Paulo publicada na edição deste domingo, 30 de junho 

d04072019A Folha de S. Paulo publicou neste domingo, 30, em parceria com o site The Intercept Brasil, a reportagem até agora mais impactante e contundente da Vaza Jato, sem sombra de dúvida.

O conteúdo é incisivo ao mostrar que os procuradores da operação Lava Jato induziram o empresário baiano Léo Pinheiro, da construtora OAS, a incriminar o ex-presidente Lula.

O jornal mostra como a delação da empreiteira, até hoje não homologada, foi sendo postergada (e ameaças de prender o empresário foram sendo feitas) para forçar que ele citasse Lula como participante de esquema de corrupção, a fim de condenar o líder petista.

Somente após fazer isso, Léo Pinheiro passou a ter a “credibilidade” entre os procuradores da força-tarefa, mostram as trocas de mensagens entre os prepostos do Ministério Público.

A manchete do jornal da família Frias, contudo, é pura vacilação jornalística.

Na reportagem mais relevante desde que fechou parceria com o The Intercept para analisar as conversas conjuntamente com profissionais do site, a Folha saiu nas suas primeiras páginas dominicais (tanto no jornal impresso quanto na versão digital) com a tímida manchete “Lava Jato via com descrédito empreiteiro que acusou Lula”.

Nas páginas internas, dizia o diário paulista: “Lava Jato desconfiou de empreiteiro que acusou Lula, indicam mensagens”. Em outra versão, esta no portal digital do veículo, o enunciado para a notícia mais bombásticas do País em muitos anos diferiu levemente do anterior: “Lava Jato desconfiou de empreiteiro pivô da prisão de Lula, indicam mensagens”.

Em nenhum momento, a Folha de S. Paulo trouxe a manchete “correta”, aquela que cabia ao conteúdo revelado, embora tenha construído lastro para isso no corpo da sua matéria.

Possivelmente sob o argumento de um pseudo equilíbrio jornalístico, quase sempre evocado nas redações como forma de ‘passar pano’ para poderosos imbricados em denúncias comprometedoras, o jornal fugiu de publicar que a “Lava Jato induziu Léo Pinheiro a mudar versão duas vezes até incriminar Lula”.

Trata-se de um erro difícil de justificar para quem leu a matéria completa.

Vários trechos deixam nítido o que a manchete não publicada pela Folha diz/diria.

Já no segundo parágrafo, sub-lead da reportagem, seus autores dizem: “Enviadas por uma fonte anônima ao The Intercept Brasil e analisadas pela Folha e pelo site, as mensagens indicam que Léo Pinheiro, ex-presidente da construtora OAS, só passou a ser considerado merecedor de crédito após mudar diversas vezes sua versão sobre o apartamento tríplex de Guarujá (SP) que a empresa afirmou ter reformado para o líder petista.”

Poucas linhas mais à frente, os repórteres Ricardo Balthazar, Flávio Ferreira e Wálter Nunes (da Folha) e Rafael Moro Martins e Rafael Neves (do The Intercept Brasil) fazem a levantada derradeira, que termina de consolidar tanto a força noticiosa da reportagem quanto o erro cometido ao não adotar uma manchete mais precisa em relação ao que diz a reportagem.

“Léo Pinheiro só apresentou a versão que incriminou Lula em abril de 2017, mais de um ano depois do início das negociações com a Lava Jato, quando foi interrogado pelo então juiz Sergio Moro no processo do tríplex e disse que a reforma do apartamento era parte dos acertos que fizera com o PT para garantir contratos da OAS com a Petrobras. Os diálogos examinados pela Folha e pelo Intercept ajudam a entender por que as negociações da delação da empreiteira, até hoje não concluídas, foram tão acidentadas —e sugerem que o depoimento sobre Lula e o tríplex foi decisivo para que os procuradores voltassem a conversar com Pinheiro, meses depois de rejeitar sua primeira proposta de acordo.”

A contextualização que segue faz a reportagem ganhar em qualidade e inteligibilidade, deixado bem cristalizado para quem a leu: a Lava Jato induziu Léo Pinheiro a mudar versão duas vezes até incriminar Lula. Uma pena que a Folha tenha optado pela covardia.

Nota: A defesa do ex-presidente Lula publicou nota sobre a reportagem da Folha, que pode ser lida abaixo.

Nota 

Fonte: jornalistaslivres

Militar preso na Espanha fez 29 viagens em aviões FAB e acompanhou 3 presidentes

Mais cedo, pelo Twitter, o vereador carioca e filho do presidente, Carlos Bolsonaro, havia dito que, até "onde" sabia, o sargento não havia voado com pai. Um tempo depois, se corrigiu na mesma rede

O segundo-sargento da Aeronáutica detido nesta terça-feira, 25, acusado de transportar drogas na bagagem, Manoel Silva Rodrigues, já realizou, desde 2015, pelo menos 29 viagens, e em uma delas estava no grupo de militares que seguiram o presidente Jair Bolsonaro de Brasília a São Paulo, em fevereiro deste ano. As informações constam no Portal de Transparência do governo, que aponta também que o sargento tem remuneração bruta de R$ 7 298.

Ainda na gestão Bolsonaro, Silva Rodrigues fez mais duas viagens, Em 24 de maio, ele voou de Brasília a Recife e fez o retorno no mesmo dia, período em que Bolsonaro visitou Pernambuco, capital do Estado. Em março, o sargento fez voos entre os dias 18 e 19, com destino as cidades de Porto Alegre e São Paulo. Na data, no entanto, Bolsonaro estava em viagem aos Estados Unidos.

Mais cedo, pelo Twitter, o vereador carioca e filho do presidente, Carlos Bolsonaro, havia dito que, até “onde” sabia, o sargento não havia voado com pai. Um tempo depois, se corrigiu na mesma rede. “Corrigindo, voou sim! Estou sabendo agora, em fevereiro! Assim como voou com Dilma e Temer”, disse Carlos.

Os antecessores de Bolsonaro também viajaram com Silva Rodrigues na equipe de voo. Em janeiro do ano passado, quando Michel Temer embarcou para a Suíça, onde participou do Fórum Econômico Mundial em Davos, há registro do serviço do sargento no transporte do escalão avançado da Presidência. O portal também aponta que Silva Rodrigues viajou a Juazeiro do Norte (CE) em maio de 2016, quando a ex-presidente Dilma Rousseff esteve na cidade.

Fonte: bandab

"Bichona" e "vou te caçar": após pedido de noivado, PM gay é alvo de ameaça

O soldado Leandro Prior, 28, apresentou nesta segunda-feira (24) à Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo a denúncia de que estaria sendo alvo de ameaça e crime de racismo desde que se tornou pública a intenção dele em pedir o namorado em casamento.

O pedido foi feito nesse domingo (23) com Prior fardado e próximo à base em que estava de plantão, nos arredores da Cracolândia (região central de São Paulo). Ele havia solicitado à corporação na semana passada que pudesse fazer o pedido, de farda, na 23ª Parada do Orgulho LGBT, mas não obteve autorização - a negativa veio horas depois de o ofício de Prior à PM vazar em grupos de policiais no WhatsApp.

À Corregedoria, o soldado apresentou cópia de ameaça que recebeu via mensagem direta no Facebook. A ameaça, segundo apurou a Universa, teria sido feita por um policial reformado que atuou no 39º Batalhão da Capital.

Na ameaça recebida via Facebook, à qual a reportagem teve acesso, o homem usa xingamentos e ameaças de conteúdo homofóbico ao se dirigir ao soldado.

"Bichona filha da put* pede baixa [ou seja, pede exoneração] seu viadão do caralh*, vou te caçar atrás te catar te encontrar e vou te quebrar todo seu viado do caralh* (sic)", diz a mensagem, que enfatiza a Prior que ele não vai "desonrar a minha gloriosa PMSP [Polícia Militar do Estado de São Paulo]." Em tom direto, finaliza: "VOU TE CAÇAR E TE ENSINAR A VIRAR HOMEM NA PORRADA".

A reportagem também teve acesso a outras mensagens que circularam em grupos de WhatsApp de policiais desde ontem, após o pedido de casamento ser consumado. Em áudios, por exemplo, supostos policiais afirmam que Prior estaria "ofendendo a dignidade" da classe "e a instituição", enquanto "mártires estão na rua caçando ladrão, prendendo, trocando tiro". "Eles não fazem nada", reclama o suposto PM sobre o comando da polícia a respeito do caso.

Também nesses grupos circularam fotos de Prior com o noivo e memes ridicularizando o pedido de noivado. Já no sábado (22), de acordo com o próprio soldado e com vizinhos do noivo dele, na Grande São Paulo, um homem teria fotografado e monitorado a área em que Silva mora.

A ameaça e as hostilidades não são exatamente uma novidade para o policial. Ano passado, após ser filmado, sem seu conhecimento, dando um selinho no então namorado, trajando farda e no metrô, Prior recebeu ameaças de morte e as levou à Corregedoria. Uma delas era contra um policial da Rota, a tropa de elite da PM paulista. A investigação não gerou nenhuma punição.

O caso de agora está em sigilo no órgão interno. Além de ameaça, será investigada também prática de racismo -sob o qual a prática de homofobia foi criminalizada, este mês, pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

PM apura conduta de soldado; pedido de noivado teve clima tenso

A PM informou por meio de sua assessoria de comunicação que a conduta de Prior no domingo é alvo de apuração disciplinar por parte do comando ao qual o soldado está subordinado.

O pedido de noivado feito domingo foi rápido - não durou nem 5 minutos - e acompanhado apenas por poucos amigos mais próximos do casal. O clima, no entanto, era de tensão: uma viatura da PM com insulfilm parou bem em frente ao local escolhido pelos noivos e saiu tão logo o pedido de casamento foi feito. Ao final, o casal se beijou e foi cumprimentado por frequentadores da praça.

Após o "sim", o soldado voltou a seu posto de trabalho na base operacional em que estava de plantão.

À Universa, um major da assessoria não confirmou a autenticidade de um ofício que começou a circular ontem, ao comando do 13º Batalhão - ao qual Prior está subordinado --, pedindo providências contra o militar. No documento, por exemplo, consta que uma equipe da Inteligência monitorou o pedido de noivado com filmagens, fotos e viatura à paisana.

"Acho que era uma primeira versão, ou um rascunho", resumiu o porta-voz da PM, major Emerson Massera. Ele disse desconhecer uma suposta versão original.

Fonte: universa uol

Depen improvisa para remediar superlotação em penitenciárias

 Improviso. Esse tem sido o método utilizado no planejamento do sistema penitenciário paranaense. Sem ter construindo uma única cela na última década, o governo do Paraná busca, por meio da improvisação, enfrentar a superlotação das unidades prisionais.

Recentemente, o Depen determinou que o Hospital Penitenciário (HP) fosse transformado na Galeria 7 do Complexo Médico Penal (CMP), em Pinhais. Pelos números do departamento, o local tem capacidade para 62 apenados. Dados da época da construção mostram que o HP poderia abrigar 45 pessoas. O hospital ficou destinado aos presos por crimes do colarinho branco, como os detidos na Operação Lava Jato.

A transferência desses presos, que estavam na Galeria 6, foi a toque de caixa. Eles foram colocados nas celas-enfermarias, que não estavam preparadas para recebe-los. Os locais não tinham camas. Vale lembrar que o HP foi desativado para reforma em julho de 2017. As obras foram entregues em dezembro do ano passado como diversas falhas. O hospital não voltou a funcionar.

“O improviso é o que existe de mais definitivo”, afirma Isabel Kugler Mendes, presidente do Conselho da Comunidade da Comarca da Região Metropolitana de Curitiba – Órgão da Execução Penal. No começo de junho, o CMP mantinha 958 presos. Com os rearranjos do Depen a capacidade da unidade é para 681 detentos.

Outra remediação adotada pelo Depen será a utilização do prédio do Escritório Social, no bairro Atuba, em Curitiba, para abrigar presos por falta de pagamento de pensão alimentícia. Atualmente, essas pessoas ficam detidas na Galeria 6 do CMP. Já o Escritório, que presta assistência (saúde, qualificação, encaminhamento profissional, atendimento psicossocial, assistência jurídica e regularização de documentação) a egressos e presos monitorados, será transferido para a Praça Tiradentes, no centro da capital paranaense.

“Fomos contra a instalação do Escritório Social no Atuba à época. O local é longe da região central, o que dificultava que os egressos e monitorados, que enfrentam dificuldades financeiras, conseguissem se deslocar até lá para ter acessos aos serviços prestados no local. Foi gasto dinheiro para adaptar o imóvel. Agora muda-se de ideia e uma nova adaptação precisa ser feita para transformar o local em uma cadeia. Não é possível que um estado como o Paraná não seja capaz de formular uma política de longo prazo para o sistema penitenciário. Muito dinheiro poderia ser melhor investido”, afirma a presidente do Conselho da Comunidade da RMC.

As delegacias de Rio Branco do Sul, Campo Largo e o 11.º Distrito Policial, na CIC, também foram adaptados para servirem de porta de entrada no sistema. Para Rio Branco do Sul foram levados presos LGBT e mulheres custodiadas que aguardavam julgamento em distritos de municípios da RMC. Em Campo Largo estão detidos por crimes de natureza sexual. O 11.º DP foi transformado em Centro de Triagem. Em seus seis contêineres, os presos que já passaram por audiências de custódia aguardam até a abertura de vagas para “entrarem” no sistema penitenciário. O local tem espaço para 72 presos, mas, em média, abriga 100 pessoas.

“As decisões são tomadas, mas se esquecem que não basta apenas o imóvel. É preciso ter estrutura mínima para abrigar essas pessoas. Levaram as pessoas para essas novas unidades, mas os locais não tinham colchões e cobertas suficientes. O Conselho ajuda as unidades para suprir essas falhas”, lembra Isabel Kugler Mendes.

As 10 penitenciárias localizadas na Região Metropolitana de Curitiba, com todos os arranjos realizados pelos governos anteriores (instalação de camas extras nas celas e de contêineres), têm capacidade para 8,1 mil detentos, mas abrigam cerca de 10 mil pessoas. Essa quantidade equivale a um terço dos presos do estado.

Fonte: conselhodacomunidadecwb

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