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Policiais presos pregaram vítima em forma de cruz em assoalho de madeira, diz MP

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 Dois policiais militares foram presos nesta quinta-feira, 01, denunciados pelo crime de tortura com a finalidade de obter informações sobre o paradeiro de objetos furtados de um outro PM.

A prisão é resultado de uma operação batizada de Calvário comandada pelo grupo especial de promotores do Ministério Público Estadual junto ao Controle Externo da Atividade Policial. Um terceiro participante do crime ainda não foi identificado.

Na ação foram apreendidos equipamentos eletrônicos, armas e documentos. O crime aconteceu em maio deste ano no bairro Papoco, região central de Rio Branco, e sua apuração se deu através de um procedimento investigatório criminal instaurado pelo MP a partir da colaboração do Núcleo de Atendimento Terapêutico, o Natera, setor do Ministério Público.

As informações sobre a ação foram dadas durante entrevista pelos promotores
Patrícia Paula, Ildon Maximiano, Joana D’arc Martins, Teotônio Soares, Maria de Fátima Ribeiro e Marcela Ozório.

Na sessão de tortura, os policiais espancaram a vítima e em seguida pregaram ela no chão em forma de cruz com pregos nos braços e nos punhos no assoalho de madeira na presença de diversas testemunhas.

“Nós temos laudos de corpo de delito que comprovam que aquela vítima foi lesionada com prego e temos ainda testemunhas oculares que viram. O ato de pregar o indivíduo no assoalho tinha por finalidade passar um recado, uma intimidação”, informou o promotor de Justiça Teotônio Soares.

“Ele veio ao nosso Controle da Atividade Policial através do nosso Núcleo de Apoio de Terapia. Essa vítima foi trazida com sinais de tortura. Porque ele havia furtado alguns objetos, faca, lanterna, colete balístico, uma caixinha de som, e o policial passou a procurar então quem seria o autor. Descobrindo quem seria o autor, ele teria feito coação com algumas pessoas do Papoco para que trouxessem ou identificassem essa pessoa pra ele. O que foi feito. Eles vieram buscar a pessoa aqui na Praça do Relógio, o suposto autor do furto, levou ao Papoco onde ele foi agredido fisicamente, teve o nariz quebrado, outras escoriações pelo corpo e foi pregado ao chão. Foram dois pregos em cada braço no assoalho de uma casa”, detalhou a promotora Maria de Fátima Ribeiro.

O promotor Ildon Maximiano lembra que o objetivo da ação do Ministério Público é contribuir com a ação policial.

“Que realmente a população acreana pode ficar segura de que a maioria de seus policiais são pessoas honestas que jamais vão realizar atos desse tipo. Uma minoria que faz isso, essa minoria obviamente deve ser punida com o rigor da lei.”

A vítima torturada no chão em forma de crucifixo deu origem ao nome da operação.

Fonte: 20ac24horas

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