Uma investigação da Polícia Federal, a lobista Roberta Luchsinger, apontada como amiga de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), teria determinado pagamentos em dinheiro a integrantes do Ministério do Desenvolvimento Social e mantido grandes quantias em espécie guardadas em malas em sua residência.
As mensagens analisadas pela PF indicam que seu motorista e auxiliar teria realizado depósitos para contas de servidores da pasta, incluindo um secretário-executivo adjunto e um coordenador de cerimonial. A investigação observa que, cerca de seis meses depois desses pagamentos, o ministério firmou um contrato de aproximadamente R$ 30 milhões com um empresário de tecnologia representado por Roberta.
O Ministério do Desenvolvimento Social negou qualquer favorecimento, afirmando que a contratação ocorreu por meio de pregão eletrônico e que os servidores citados não tinham participação no processo licitatório.
A reportagem também relata que a PF encontrou indícios de outros pagamentos efetuados com dinheiro em espécie, inclusive a pessoas ligadas a investigações anteriores. Além disso, os investigadores apontam que empresas de Roberta transferiram cerca de R$ 2,3 milhões ao motorista entre 2022 e 2025.
As defesas de Roberta e de Lulinha contestam as conclusões e destacam que não há comprovação das acusações. O advogado de Lulinha afirmou que seu cliente não tem relação com os pagamentos nem com irregularidades envolvendo dinheiro público.
