Presídio acumula pedidos contra gravar advogados após precedente de Vorcaro

Cárcere

Penitenciária Federal de Brasília, de segurança máxima, recebeu dez pedidos de presos nas últimas duas semanas para que suas conversas com advogados no parlatório não sejam gravadas, como prevê a regra do Sistema Penitenciário Federal.

As solicitações foram enviadas ao juiz corregedor do presídio e, posteriormente, encaminhadas pelo magistrado à PPF (Polícia Penal Federal), órgão do Ministério da Justiça responsável pela segurança das cinco penitenciárias federais do país.

A PPF já respondeu a todos e negou os pedidos, sob o argumento de risco ao sistema e de possível troca de informações e envio de mensagens para fora da unidade de segurança máxima, posicionamento semelhante ao adotada no caso de Vorcaro.

O ex-banqueiro obteve o benefício por decisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), que atendeu a pedido da defesa — sem ouvir a direção do presídio — em meio às tratativas de uma delação premiada.

A partir da exceção e do precedente, outros detentos iniciaram movimento para terem também o direito de conversar com seus advogados sem gravações. A maioria deles integra o PCC, a maior facção criminosa do país.

Entre os solicitantes está Marco Willians Herbas Camachoo Marcola, apontado como líder máximo do grupo.

Após consultar a PPF, cabe ao juiz corregedor decidir se aceita ou nega os pedidos. Advogado de Marcola, Bruno Ferullo disse à CNN que ingressará com pedido no Supremo caso a solicitação seja rejeitada.

“Nossa posição, obviamente, é contra esses pedidos. O monitoramento por áudio e vídeo no parlatório é o procedimento padrão. A limitação do monitoramento a casos isolados pode gerar distorções no funcionamento do sistema”, explicou à CNN o diretor da PPF, Marcelo Stona, que acredita que o juiz corregedor irá negar as solicitações.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/elijonasmaia/politica/presidio-acumula-pedidos-contra-gravar-advogados-apos-precedente-de-vorcaro/

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