A Polícia Federal deflagrou a Operação Exchange para investigar uma organização criminosa especializada na lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas. O principal alvo é o empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado pelos investigadores como um“doleiro moderno” e atualmente foragido da Justiça.
Segundo a PF, Shimada teria utilizado mais de 70 empresas para movimentar e ocultar recursos ilícitos provenientes do tráfico internacional. As empresas seriam usadas para lavar dinheiro ou teriam participado de operações financeiras ligadas ao esquema.
A investigação resultou em 11 mandados de prisão temporária, dos quais sete haviam sido cumpridos quando a reportagem foi publicada. Entre os presos está Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, colaboradora de Shimada e também alvo de sanções dos Estados Unidos.
Os EUA anunciaram sanções contra Shimada sob a acusação de participação em uma rede internacional de lavagem de dinheiro ligada ao PCC (Primeiro Comando da Capital). Segundo autoridades americanas, ele atuaria como elo entre membros da facção e traficantes internacionais. A investigação brasileira, porém, não afirma que ele seja integrante do PCC, mas apura sua atuação na movimentação financeira relacionada ao crime organizado.
A Justiça também autorizou buscas e o bloqueio de bens, valores e criptoativos dos investigados. Em outra frente da investigação, a PF identificou indícios de operações financeiras em vários países, com movimentações que podem ter alcançado bilhões de reais.
Em uma frase: a PF acusa Victor Shimada de comandar uma sofisticada estrutura de lavagem de dinheiro do tráfico internacional usando dezenas de empresas, enquanto ele segue foragido
