A Polícia Federal concluiu que a Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais) usou pagamentos feitos à deputada estadual Chiara Biondini (PL-MG) como forma de pressionar seu pai, o deputado federal Eros Biondini (PL-MG), durante as discussões sobre as fraudes no INSS.
Segundo o relatório, Chiara recebeu R$ 10 mil por mês, totalizando R$ 60 mil, entre 2021 e 2022. A investigação identificou conversas de dirigentes da Conafer nas quais eles discutiam divulgar esses pagamentos para constranger Eros Biondini após ele demonstrar apoio à criação de uma CPI para investigar o esquema.;
A PF também afirma que o deputado Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) teria atuado como intermediário da pressão, levando informações e comprovantes dos repasses para influenciar Eros Biondini.
O relatório menciona ainda uma emenda parlamentar de R$ 5 milhões destinada por Eros ao Instituto Terra e Trabalho (ITT), entidade que a PF considera ligada à Conafer. No entanto, o deputado afirmou que desconhecia qualquer irregularidade ou vínculo da instituição com o esquema investigado.
Apesar das citações no relatório, nem Eros nem Chiara Biondini foram indiciados. Ambos negam irregularidades e afirmam que colaboraram com as investigações desde o início.
