A médica Ana Paula Nunes dos Santos, moradora de Dourados (MS), foi presa por engano no Aeroporto Internacional de Campo Grande após ser confundida com outra mulher que possui o mesmo nome e é investigada em um processo criminal.
A prisão ocorreu em 4 de agosto, quando ela retornava de férias em Salvador acompanhada do marido e da filha de seis meses. Apesar de insistir que havia um erro de identidade, ela foi levada pela Polícia Federal para a delegacia.
Ana Paula passou duas noites presa e, após audiência de custódia, foi liberada, mas teve de usar tornozeleira eletrônica por 19 dias enquanto tentava provar sua inocência.
A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul analisou o caso e constatou que havia duas mulheres com o mesmo nome, mas com CPF, filiação e demais dados pessoais diferentes. Também foi verificado que a médica nunca havia participado do processo nem apresentado defesa, evidenciando o equívoco.
Com um pedido de habeas corpus, a Defensoria conseguiu a revogação da prisão, a retirada da tornozeleira eletrônica e a correção dos registros judiciais para evitar que ela volte a ser confundida com a verdadeira investigada.
Em uma frase: uma médica de Dourados foi presa e monitorada por 19 dias devido a um erro de identidade, até que a Defensoria comprovou que ela não era a pessoa procurada pela Justiça.
