Membro da bancada governista na CPMI do INSS, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) apresentou requerimento pedindo a quebra dos sigilos bancário e fiscal de uma corretora de seguros que pertence ao senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência e potencial rival de Lula nas eleições deste ano.
Trata-se da All In One, empresa fundada em abril de 2022 e da qual Flávio é sócio desde março de 2023. O senador divide o controle da firma como Marcello Freire Palha, ex-diretor da empreiteira Andrade Gutierrez que atuou também no ramo de aeroportos.
Para justificar seu pedido, Correia argumentou que Flávio entrou na mira da CPMI que investiga as fraudes nas aposentadorias depois que se soube que a administradora do escritório da empresa do senador tem um irmão que é sócio de Antonio Carlos Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como principal operador do esquema de fraudes.
O petista citou outros motivos para justificar a necessidade de abrir os sigilos. Argumentou que os desvios das aposentadorias também eram feitos a partir de entidades associativas que utilizavam justamente corretoras de seguros para intermediar pagamentos suspeitos a empresas e pessoas.
“A investigação desse fluxo financeiro é fundamental para a apuração sobre possíveis conflitos de interesse, favorecimento indevido, tráfico de influência, recebimento de vantagens econômicas, ou seja, a eventual vinculação entre decisões administrativas, interesses eleitorais e as atividades do escritório”, justificou o deputado no documento.
O texto ainda menciona o fato de a corretora de seguros de Flávio Bolsonaro ter sido fundada no momento em que as fraudes no INSS se estruturavam.
Correia destaca que a All In One oferece produtos que podem figurar em contratos fraudulentos entre as associações e empresas de fachada voltadas a atuar na gestão e no repasse de valores desviados dos aposentados, ou ainda na ocultação de recursos vinculados a agentes públicos envolvidos no esquema.
O requerimento do deputado petista foi apresentado no mesmo dia em que a oposição protocolou o pedido de quebra dos sigilos de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República.
