A Justiça: de Goiás condenou um homem pelo crime de racismo após ele defender, em mensagens de WhatsApp, a divisão do Brasil entre Sul e Norte, pedir que nordestinos retornassem aos seus estados de origem e incentivar a demissão de trabalhadores nordestinos que apoiassem o presidente Lula.
Os fatos ocorreram no contexto das eleições de 2022. Segundo a decisão da juíza Wilsianne Ferreira Novato, as mensagens ultrapassaram o campo da opinião política e configuraram discriminação contra pessoas em razão de sua origem regional e de sua escolha eleitoral.
Durante o processo, o acusado alegou que suas falas foram tiradas de contexto e negou ter intenção discriminatória. No entanto, a magistrada entendeu que os áudios e mensagens demonstravam ataques generalizados aos nordestinos, e não críticas direcionadas a casos específicos.
Além da acusação de racismo, o caso também envolveu ofensas dirigidas a um servidor municipal que havia manifestado apoio a Lula. O Ministério Público de Goiás sustentou que as mensagens continham conteúdo discriminatório e difamatório.