F aponta trechos copiados de advogado em parecer sobre o Banco Santos
A Polícia Federal identificou indícios de que um parecer do Ministério Público Federal (MPF), apresentado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), teria reproduzido trechos de sugestões enviadas pelo advogado Willer Tomaz, que representa os herdeiros de Edemar Cid Ferreira, fundador do Banco Santos.
Segundo a investigação, o documento foi elaborado em 2025 pelo então subprocurador-geral da República Antonio Carlos Martins Soares. Os investigadores encontraram quatro trechos idênticos e outros três praticamente iguais aos textos enviados pelo advogado, inclusive com um erro de acentuação em comum.
Principais pontos do caso
- Suspeita de influência: mensagens analisadas pela PF indicariam que o advogado sugeriu argumentos que depois apareceram no parecer favorável aos interesses de seus clientes.
- Possível vazamento de informações: a investigação também apura se Humberto Fontoura Pradera, ex-secretário de Tecnologia da Informação do STJ, repassava documentos e informações sigilosas ao advogado.
- Investigação ampliada: a PF identificou indícios relacionados a outros processos e encaminhou informações sobre a atuação do ex-subprocurador à Procuradoria-Geral da República (PGR).
- Defesa nega irregularidades: Willer Tomaz afirma que não obteve documentos ilegalmente nem interferiu no conteúdo das manifestações do Ministério Público. A defesa argumenta que apresentar fundamentos jurídicos às autoridades é uma prática
Qual é a relação com o Banco Santos?
O caso está ligado à falência do Banco Santos, decretada em 2005, que deixou dívidas bilionárias e originou uma longa disputa judicial envolvendo o patrimônio do banqueiro e os direitos dos credores.