A reportagem da Veja, publicada em 11 de setembro de 2026, revela mensagens analisadas pela Polícia Federal nas quais o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, reage com fúria ao acreditar que um homem havia filmado sua filha, Stella, em um clube de praia em Saint-Tropez, na França. Em uma das mensagens, Vorcaro escreveu: “Preciso matar esse cara”.
As conversas foram trocadas em julho de 2025 com Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, apontado pela investigação como integrante de um grupo que teria atuado para obter informações sigilosas e intimidar desafetos. Vorcaro enviou o telefone de um britânico que poderia saber quem havia feito a gravação e pediu que seus subordinados investigassem o caso.
Segundo a PF, Vorcaro chegou a orientar que alguém telefonasse para o estabelecimento onde ocorreu o episódio se passando por agente da Polícia Federal brasileira para descobrir os nomes das pessoas que estavam na mesa do suspeito. Posteriormente, um policial federal aposentado ligado ao grupo entrou em contato com o britânico. O homem negou ter filmado Vorcaro ou sua filha e afirmou não saber quem teria feito a gravação.
Os documentos não esclarecem se a frase sobre “matar” resultou em alguma ação violenta. O relatório mostra que, depois das respostas do britânico, “Sicário” perguntou a Vorcaro como deveria proceder, mas não há registro no documento divulgado de uma resposta ou de outra medida tomada contra o homem.
Em resumo: mensagens obtidas pela PF mostram Vorcaro usando linguagem ameaçadora e orientando integrantes de seu grupo a localizar e abordar um homem que ele suspeitava ter filmado sua filha. O episódio integra o material da investigação sobre o Banco Master, mas a reportagem não afirma que uma ordem de homicídio tenha sido efetivamente executada ou que tenha ocorrido uma agressão contra o suspeito.
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