Prefeituras do Paraná gastaram R$ 10 milhões com a contratação de cantores, cantoras, duplas e bandas gospel desde 2024. Todas as contratações foram feitas com dispensa de licitação, muitas delas para eventos particulares promovidos por igrejas. Os campeões de arrecadação são a cantora Isadora Pompeo, com contratos que passam de R$ 1,5 milhão, e o cantor Fernandinho, com cachês que somam R$ 1,1 milhão (incluindo uma contratação pelo governo do estado).
A contratação por prefeituras passou a ser alvo de debates em todo o país após a revelação de cachês milionários pagos para artistas sertanejos como Gusttavo Lima, Ana Castela e Bruno & Marrone, que podem receber até R$ 1 milhão por apresentação. Os shows são promovidos como “gratuitos” para a população de municípios que muitas vezes sequer têm vagas nas escolas para todos os estudantes em idade do Ensino Fundamental.
Estado laico, dinheiro público garantido
A nova Lei de Licitações (Lei 14.133/2021) não veda a contratação de artistas sem licitação, pois não há como estabelecer uma concorrência com bases objetivas entre cantores, por exemplo. A lei estabelece que o artista precisa ser “consagrado” e apresentar um preço preço compatível com o mercado.
