Trabalho dentro de prisões gera economia milionária e amplia ressocialização no Paraná

Ressocialização

O trabalho de pessoas privadas de liberdade no Paraná tem ajudado tanto na ressocialização dos detentos quanto na redução de custos do sistema prisional. O estado possui a segunda maior população carcerária do Brasil, e manter os presos custa cerca de R$ 140 milhões por mês.

Atualmente, cerca de 18,1 mil presos trabalham no Paraná, sendo 12.767 em atividades internas e 5.353 em atividades externas. Segundo os dados citados pela reportagem, isso representa 16,6% da população carcerária total e quase 40% dos presos em celas físicas.

Os detentos atuam em fábricas de uniformes, marcenarias, serralherias, produção de artefatos de concreto, serviços para prefeituras e empresas parceiras. A produção ajuda a manter o próprio sistema penitenciário, que arrecada cerca de R$ 1,8 milhão por mês para o fundo penitenciário estadual.

Além da remuneração, o trabalho permite a remição da pena: a cada três dias trabalhados, um dia é abatido da condenação. A matéria estima que um preso que trabalhe durante um ano pode gerar uma economia de aproximadamente R$ 4,6 mil ao Estado. Se considerado o total de presos trabalhadores, a economia potencial chega a cerca de R$ 83,8 milhões.

A reportagem conclui que a política de trabalho prisional busca reduzir a ociosidade, gerar qualificação profissional e aumentar as chances de reintegração dos detentos à sociedade após o cumprimento da pena

Fonte: https://www.tribunapr.com.br/noticias/parana/trabalho-prisoes-parana-gera-economia-milionaria-amplia-ressocializacao/

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