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Agente penitenciário é preso pela PF suspeito de levar celulares e drogas para dentro de presídio em RR

Ele, um preso e um ex-detento foram pegos pela Polícia Federal nesta manhã, segundo a Sejuc.

 

oc0411Um agente penitenciário foi preso nesta terça-feira (31) em uma ação da Polícia Federal e Divisão de Inteligência e Captura (Dicap) em Boa Vista. Ele é suspeito de levar celulares e drogas para detentos da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo.

 

Além dele, um presidiário e um ex-detento foram presos em cumprimento a mandados de prisão preventiva, afirmou Ronan Marinho, secretário de Justiça e Cidadania (Sejuc).

 

Segundo o secretário, o agente foi detido pela nesta manhã quando estava indo trabalhar na Penitenciária Agrícola, na zona Rural da cidade. Ele não estava lotado na unidade, mas costumava trocar plantões com os agentes do presídio.

 

De acordo com a Sejuc, o agente recebia celulares de parentes de presos e drogas para entregar dentro da unidade. Ele recebia por cada trabalho feito.

 

O caso foi descoberto após a Polícia Militar ter pego nos últimos meses centenas de celulares no presídio durante revistas, apesar de fazer fiscalizalizões frequentes junto aos visitantes dos presos. Assim, os investigadores concluíram que algum servidor estava participando do esquema.

 

Após alguns meses de investigação foi identificado o agente regularmente introduzia celulares na presídio. Ele recebia os aparelhos nas vésperas dos plantões, normalmente das mãos de parentes de presos e entregava aos destinatários no dia seguinte, dentro da unidade prisional.

 

"A investigação indica que ele trocava os plantões com agentes da penitenciária para que ele pudesse ter acesso à carceragem e entrar com celulares. Quando descobrimos isso, deixamos ele continuar para descobrir quem eram as conexões dele", afirmou Marinho.

 

Durante os trabalhos de investigação, foram apreendidos por duas vezes celulares escondidos dentro da unidade prisional deixados pelo agente. Os telefones seriam recebidos por presos.

 

Os telefones levados para dentro do presídio pelo agente eram eram usados pela cúpula da organização criminosa para comandar o tráfico de drogas, roubos e acertos de contas de dentro do presído. Desde 2016, a mesma facção mandou matar três PMs, um policial civil e um agente penitenciário.

Além de introduzir celulares na Pamc, o servidor público enquanto esteve lotado no Centro de Progressão Penitenciária (CPP) assinou a Folha Individual de Frequência de um preso que deveria pernoitar na unidade. O objetivo disso era criar um álibi para o caso do detento cometer algum delito.

Os outros dois homens presos na ação também tinham envolvimento no caso. Um, que está preso na Penitenciária, se aproveitava do benefício do trabalho interno para receber os celulares do agente. Já o segundo estava cumprindo pena em liberdade.

 

Os três presos na ação devem ser indiciados por tráfico, participação em organização criminosa, falsificação de documento público e por favorecimento. Todos serão levados à sede da Polícia Federal.

 

 

Ação foi legítima, diz Sindicato

 

Em nota, o Sindicato dos Agentes Penitenciários informou que a ação da PF foi legítima e que não se pode admitir profissionais "com prática criminosa e incompatível com o cargo" nos quadros da segurança pública.

Fonte:G1

 

 

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