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Coronel da PM é preso em operação contra jogos de azar em SP

Ele foi levado a audiência de custódia e liberado. Outros três oficiais tiveram prisão decretada. Ação de combate a cassinos clandestinos envolveu 20 promotores e 208 policiais.

oc1901Um coronel da Polícia Militar foi preso em operação realizada nesta segunda-feira (15) pelo Ministério Público (MP) de São Paulo e pela Corregedoria da corporação contra cassinos clandestinos. Outras duas pessoas e mais três oficiais também foram detidos na operação, intitulada Cabaré. 

O coronel é Luiz Flaviano Furtado, que está na reserva. Contra ele havia um mandado de busca e apreensão. Na casa dele foi encontrada uma arma irregular e, por isso, o oficial foi preso em flagrante. Na audiência de custódia o juiz decidiu liberá-lo. Ele irá responder ao processo em liberade. 

Os advogados do coronel Luiz Flaviano Furtado, Evandro Fabiani Capano e Fernando Fabiani Capano, informaram que ele foi "conduzido ao fórum para dirimir, de maneira preliminar, apenas a questão de suposto porte irregular de arma". "Tal fato não está relacionado à operação deflagrada pelo Ministério Público (MP) de São Paulo para investigação contra cassinos clandestinos. Em face deste problema, inexiste qualquer ordem de prisão ou resvalo criminal envolvendo o Coronel", diz a nota da defesa de Furtado.

Os demais detidos tiveram prisão temporária (de cinco dias) decretada. 

A Polícia Militar afirmou, em nota, que "está atuando em apoio ao Ministério Público e 5 Policiais Militares foram presos na ação de ontem (15)". 

O comunicado também diz que a Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-SP) "esclarece que não compactua com desvios de conduta" e que "todas as denúncias estão sendo devidamente apuradas pela Corregedoria da Polícia Militar, que instaurou IPM (Inquérito Policial Militar) em 2013, solicitando o concurso do Ministério Público após constatar a participação de civis". 

Quatro pessoas são procuradas pela Justiça, dentre elas dois donos de bingos. Os nomes destes envolvidos não foram divulgados. 

Vinte promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e 208 policiais militares foram destacados para cumprir 35 mandados de busca e apreensão e nove de prisão expedidos tanto pela Justiça Comum como pela Justiça Militar. A Polícia Técnica e servidores da Prefeitura deram apoio à operação. 

Também foram apreendidas cinco armas de fogo, munições e mais de mil máquinas caça-níqueis. 

 

Zona Sul

A investigação foi feita pela 4ª auditoria da Justiça Militar, que descobriu que os PMs agiam na Zona Sul de São Paulo. A operação ocorreu em vários endereços, incluindo imóveis na região de Moema, bairro nobre da região. 

A Cabaré está sendo apontada como "uma das maiores operações de caça níqueis da história", segundo fontes ouvidas pela reportagem. Foram destruídas numa única ação 1.054 máquinas. Quinze foram apreendidas. Cada máquina tinha valor médio de R$ 25 mil. "Só em equipamento são mais de R$ 20 milhões", disse a fonte. 

Um dos endereços fica na Avenida Interlagos, também na Zona Sul. "Nesta casa tinha sistema de segurança com reconhecimento facial. A pessoa só entrava se passasse pelo reconhecimento do rosto", acrescentou. 

 

Fonte: G1

 

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