A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta segunda-feira (24) a segunda fase da Operação Ouro Reverso, que investiga uma organização suspeita de atuar no roubo, furto, receptação e comércio ilegal de alianças e outras joias de ouro.
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 34,6 milhões em contas dos investigados, além do sequestro de sete veículos e um imóvel. A operação cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão em São Paulo e Guarulhos.
Segundo os investigadores, o esquema funcionaria como uma cadeia: criminosos roubavam as joias, intermediários repassavam o material a receptadores e empresas, e o ouro era derretido para eliminar características que permitissem identificar as peças. Depois, o metal seria reinserido no mercado, dificultando o rastreamento de sua origem.
Um dos principais focos da operação é uma região do centro de São Paulo conhecida como “Círculo de Fogo”, onde funcionariam empresas suspeitas de comprar e processar joias roubadas. A polícia também investiga possível lavagem do dinheiro obtido com o esquema.
A investigação começou em 2025, quando a primeira fase da operação apreendeu aproximadamente R$ 2,7 milhões em ouro e joias, além de dinheiro em espécie e diversas alianças.
Em resumo: a operação tenta desmontar não apenas os responsáveis pelos roubos, mas toda a cadeia que transforma alianças roubadas em ouro aparentemente legal, atingindo também os receptadores e o dinheiro movimentado pelo grupo
