Resumo da reportagem de O Globo: “Narcocultura digital: conteúdos associados a facções alcançam jovens nas redes em 20 minutos”
A matéria mostra como algoritmos de redes sociais podem expor rapidamente adolescentes a conteúdos ligados a facções criminosas, fenômeno que especialistas chamam de**“narcocultura digital”**.
O experimento
- Um teste realizado pelo jornal criou uma conta simulando um usuário de 17 anos no TikTok.
- Após pesquisas simples por termos relacionados a bailes e música, o algoritmo começou a recomendar conteúdos com referências a facções criminosas em cerca de 21 minutos.
- Em aproximadamente 25 minutos, o perfil já recebia diversos vídeos com símbolos e referências associadas ao Comando Vermelho (CV), Primeiro Comando da Capital (PCC) e Terceiro Comando Puro (TCP).
O que é a “narcocultura digital”?
Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, trata-se da disseminação de:
- músicas,
- emojis,
- gírias,
- sinais visuais,
- símbolos de pertencimento,
que ajudam a romantizar, normalizar ou divulgar a cultura ligada ao crime organizado entre jovens.
Por que isso preocupa?
Pesquisadores afirmam que esses conteúdos podem criar uma sensação de identidade, poder e pertencimento para adolescentes, especialmente em contextos de vulnerabilidade social. A repetição constante desses símbolos faz com que eles sejam incorporados ao cotidiano digital dos jovens.
Alcance entre adolescentes
A reportagem destaca que a preocupação cresce porque o uso de redes sociais entre jovens é massivo. Dados da pesquisa TIC Kids Online Brasil 2025 indicam que cerca de 24,6 milhões de brasileiros entre 9 e 17 anos utilizam a internet, e grande parte acessa plataformas como o TikTok diariamente.
Resposta da plataforma
Após ser questionado, o TikTok informou que removeu os conteúdos identificados e afirmou que utiliza moderação baseada em tecnologia e revisão humana para combater material que promova organizações criminosas violentas.
Em uma frase
A reportagem alerta que, em poucos minutos de navegação comum, adolescentes podem ser direcionados por algoritmos a conteúdos que divulgam símbolos e narrativas de facções criminosas, reforçando o fenômeno da chamada narcocultura digital.
