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Chefes do crime organizado presos no Paraguai viviam em mansão com segurança de policial

Resultado de imagem para Chefes do crime organizado presos no Paraguai viviam em mansão com segurança de policial  Eduardo de Almeida, conhecido como Pisca, é apontado como um dos três principais chefes da facção paulista que age nos presídios brasileiros. Segundo as investigações, ele era responsável pelas ações criminosas no Paraguai.

Assista o video AQUI: R7

“Banco” nacional de facções criminosas funcionava na penitenciária de Piraquara

Resultado de imagem para dionheiro A Polícia Federal, com apoio do Ministério Público Estadual, incluiu o Paraná como um dos alvos da Operação Cravada, deflagrada na manhã desta terça-feira (6) e destinada a desarticular o núcleo financeiro de facção criminosa responsável pelo recolhimento, gerenciamento e emprego de valores para financiamento de crimes em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Acre, Roraima, Pernambuco e Minas Gerais, além do Paraná.

A investigação teve início em fevereiro deste ano, com base em informações obtidas acerca da existência de uma espécie de núcleo financeiro da facção criminosa estabelecido na Penitenciária Estadual de Piraquara. A atuação da Polícia Federal dá-se em razão do caráter interestadual da facção, o que foi identificado no decorrer da investigação ligada à competência da Justiça Estadual de Piraquara no Paraná.

Cerca de 180 policiais federais cumprem 55 mandados de busca e apreensão, 30 mandados de prisão, expedidos pela Vara Criminal de Piraquara, nos municípios de Curitiba, São José dos Pinhais, Paranaguá, Centenário do Sul, Arapongas, Londrina, Umuarama, Pérola, Tapejara, Cascavel e Guarapuava.

A ação se dá também em Praia Grande, Itapeva, Osasco e Itaquaquecetuba, Hortolândia e São Paulo, no Estado de São Paulo, incluindo o presídio de Valparaíso/SP, além de outras localidades nos estados do Mato Grosso do Sul, Acre, Roraima, Pernambuco e Minas Gerais. Dos 30 mandados de prisão, 8 serão cumpridos em presídios, sendo 3 em São Paulo, 1 no Mato Grosso do Sul e 4 no Paraná.

Verificou-se que o núcleo que atua em Piraquara é responsável por recolher e gerenciar as contribuições para a facção criminosa em âmbito nacional. Os pagamentos – também chamados de “rifas”-  eram repassados à Organização Criminosa por intermédio de diversas contas bancárias e de maneira intercalada, com uso de medidas para dificultar o rastreamento. A investigação indica a circulação de aproximadamente 1 milhão de reais/mês nas diversas contas utilizadas em benefício do crime.

Foram identificadas e bloqueadas mais de 400 contas bancárias suspeitas em todo o país. Os valores que transitavam entre as contas bloqueadas eram utilizados para pagar a aquisição de armas de fogo e de entorpecentes para a facção (financiado diretamente a criminalidade violenta), além de providenciar transporte e manutenção da estadia de integrantes e familiares de membros da Facção em locais próximos a presídios.

Os investigados devem responder, na medida de suas participações, pelos crimes de Tráfico de Entorpecentes, Associação para o Tráfico, Organização Criminosa, entre outros.

Fonte: contraponto.jor.br

CCA, CV, PCC e FDN: massacre revela nó de facções locais e nacionais no PA

29.jul.2019 - Rebelião em presídio de Altamira deixa 58 mortos no Pará - Reprodução A morte de 58 presos anteontem, 16 deles decapitados no Centro de Recuperação Regional de Altamira (PA), levou os holofotes nacionais para o emaranhado de facções locais e nacionais que se forma no Pará e na Amazônia, de maneira geral.

O massacre é interpretado pelas autoridades e especialistas como mais uma tentativa do Comando Classe A (CCA), facção local, de frear o avanço do Comando Vermelho (CV), de origem carioca e atuação nacional, sobre o narcotráfico da região.

Além desses grupos, PCC (Primeiro Comando da Capital), surgido em São Paulo e já enraizado em boa parte do país, e FDN (Família do Norte) se sobrepõem nas atividades criminosas da região.

Por trás dessa história, estão também a construção da usina de Belo Monte, o crescimento desordenado e a decadência de Altamira - município de pouco mais de 100 mil habitantes e um dos mais extensos, e hoje em dia, mais violentos do Brasil.

Crescimento desordenado e progresso para poucos

Com o início da construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, em 2011, Altamira viu a expansão da economia e da população.

Mas sem planejamento nem estrutura para tanta gente e para tanto dinheiro, o progresso nunca chegou para a maior parte dos moradores, que hoje convivem com a explosão de assassinatos.

Segundo Atlas da Violência de 2017, Altamira está no top dez das cidades com mais homicídios do Brasil.

O professor de Direito de Humanos do campus Altamira da UFPA (Universidade Federal do Pará), Assis Oliveira, relaciona a criação de assentamentos para relocados para construção de Belo Monte com o fenômeno.

"A partir de 2013, você tem uma desestabilização dos territórios já consolidados do crime organizado, sobretudo ligado ao tráfico. Há uma nova disputa pela nova configuração, já que saem dos locais onde estavam para novos", afirma.

"Junto com isso, e quase que ao mesmo tempo, vai ter novas facções, como a chegada da FDN, como a CCA, que vão se aproveitar de um território novo e se unem em grupos locais e regionais. Com domínios mais fortes, vão gerar mais violência", diz Assis.

Assis também afirma que a violência em Altamira está ligada à atuação de milícias.

"Desde essa época já havia sinalização de que milícias estavam atuando --em parceria ou não com as facções-- fazendo esse processo de execuções sumárias, tanto de inimigos das facções, como daqueles que matavam policiais. Isso também vem ocorrendo de maneira sistemática no município", aponta.

Com a desmobilização do canteiro de obras de Belo Monte, no segundo semestre de 2015, a crise econômica empurrou jovens e pessoas pobres para o mundo do crime. "Inclusive pessoas que estavam trabalhando no empreendimento, que migraram para o tráfico de drogas como única forma de renda", diz.

Surgimento da facção local

Sem dinheiro, com territórios desconfigurados e estado ausente, Altamira pariu prematuramente um problema típico das metrópoles: a formação de uma facção criminosa local para controlar o tráfico de drogas.

"Antes, Altamira era dividida em várias gangues. Agora tem um comando que articula todas as relações dentro do município", afirma Aiala Colares, professor e pesquisador da Uepa (Universidade do Estado do Pará).

Oziel Barbosa, 27, conhecido por Maranhão, era apontado como fundador do grupo. Ele foi morto durante confronto com policiais em Campo Grande em 6 de abril de 2016. Segundo a polícia, ele tinha na ficha cerca de 50 homicídios.

"Altamira se apresenta também como uma rota do tráfico, utilizando rios e a Transamazônica. Isso permitiu que o CCA pudesse organizar o mercado da droga, tanto em Altamira, como transporte para outras regiões e mesmo para o estado do Pará e, claro, cooptando as pequenas facções que existiam", afirma.

Facções nacionais

A atuação já violenta do CCA na região piorou com o crescimento rápido do CV, grupo de origem carioca, em Belém.

"O CCA começou a ficar preocupado com a influência do CV no Pará", afirma.

Além desses grupos, a Amazônia tem ainda a presença da FDN (Família do Norte), que controla o tráfico amazônico de drogas, e do PCC, que tenta transportar por ali a droga advinda do Centro Oeste.

"A FDN nem é aliada, nem é inimiga do CCA. E para o CCA também não é interessante estabelecer uma aliança com PCC, porque ele está muito distante", afirma.

Ainda assim, para barrar o avanço do CV, há indícios de que CCA tenha ensaiado uma aproximação com o PCC - inimigo do FDN.

Essa encruzilhada de siglas e facções é de conhecimento das autoridades. Reportagem da Folha mostrou que a cúpula da segurança paraense monitorava o avanço do CV e sabia que o grupo estava decidido a investir sobre as áreas ao sul do Pará, onde há controle de PCC e CCA.

Fonte: UOL

Fim da visita íntima pode provocar explosão de violência em penitenciárias

Um recente levantamento realizado pelo instituto Paraná Pesquisas para um portal de notícias aponta que 74,5% dos entrevistados são contra presos receberem visitas íntimas nas unidades prisionais. Para a maioria das 2.184 pessoas ouvidas , essa “regalia” deveria ser cortada.

“O que boa parte desses entrevistados não sabe é que o benefício ajuda a distensionar o superlotado sistema penitenciário brasileiro, que mantém atrás das grades cerca de 812 mil homens e mulheres. Acabando com as visitas íntimas, o Estado autoriza, mesmo que não oficialmente, a volta da barbárie. Só falta colocar na lei a autorização de estupros, individuais ou coletivos, nas unidades, pois é isso que vai voltar a ocorrer”, afirma Isabel Kugler Mendes, presidente do Conselho da Comunidade da Comarca da Região metropolitana de Curitiba – Órgão da Execução Penal.

Em um artigo recentemente publicado no jornal Plural, a presidente do Conselho da Comunidade da RMC já alertava para o surgimento de medidas restritivas, como o fim das visitas íntimas, e que tornam o ambiente prisional ainda mais violento para dar uma “resposta” a uma sociedade amedrontada pelo aumento da insegurança no país. “Um sistema penitenciário hostil apenas favorece as práticas criminosas e violentas no lado de fora, onde brasileiros se mantêm aprisionados nas próprias casas, cercados de grades e sistemas de segurança”, observa Isabel Kugler Mendes em seu artigo no Plural.

Projetos de lei tramitam no Congresso e na Assembleia Legislativa do Paraná para proibir as visitas íntimas nas penitenciárias. O presidente Jair Bolsonaro também já se posicionou a favor da restrição. Em tempos de conservadorismo extremo, os legisladores parecem não ter tido a preocupação de ouvir quem lida diariamente com a massa carcerária. Diretores e agentes sabem a diferença que as visitas íntimas proporciona para o convívio de um lugar no qual a violência está sempre presente. “As penitenciárias já são verdadeiros barris de pólvora e o fim das visitas íntimas pode ser o estopim para explodir”, diz Isabel Mendes.

Fonte: conselhodacomunidadecwb

Advogadas que gravaram vídeo ensinando a destruir provas de crimes são indiciadas

Para os investigadores, o ato das advogados contribuiu para a impunidade

 Duas advogadas que divulgaram um vídeo ensinando a destruir provas após cometer crimes, foram indiciadas na última quarta-feira (17) pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais, responsáveis pelas investigações. A dupla responderá por apologia ao crime. 

Identificadas como Isabela Cunha Lima e Paola Marcarini, as advogadas gravaram e divulgaram nas redes sociais, um vídeo em que dão dicas de como as pessoas podem destruir provas após cometerem um crime. Elas ainda afirmam que isso dificulta o trabalho da defesa. 

Para o deputado e presidente da Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa do Estado, Danilo Bahiense, a atitude das duas não condiz com um comportamento ideal da profissão. "Isso é lamentável. A pessoa que age dessa maneira não é um profissional do Direito. O advogado está ali para defender tecnicamente o seu cliente, não para orientar ou concorrer com o crime", explicou. 

Investigações

A corregedoria da Ordem dos Advogados do Brasil, no Espírito Santo, encaminhou o caso para a Polícia Civil. Para os investigadores, o ato das advogados contribuiu para a impunidade. "Ao prestarem informações de como se esquivar das investigações policiais e, consequentemente, da perseguição penal, as indiciadas contribuem para a impunidade que certamente é o principal fator para a criminalidade existente em nosso país. Levando isso em consideração, resta claro que, ao fomentar a impunidade, as indiciadas fazem apologia ao crime."

A conclusão da investigação foi que, nesse caso, não se pode alegar o direito fundamental da liberdade de expressão. O inquérito segue para o Juizado Especial Criminal, de Vitória. 

Em nota, a OAB informou que os procedimentos tramitam sob sigilo. A defesa das advogadas disse que, por enquanto, não irá se pronunciar. 

Fonte: folhavitoria

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