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Policial arma confusão em bar e dispara contra cliente

A briga aconteceu por volta das 22 horas quando os dois policiais militares se levantaram para pagar a conta e ir embora - uma pessoa que entrava no bar foi atingida nas nádegas

confusaoUma confusão generalizada no Bar Brahma, que fica na avenida Getúlio Vargas, no bairro Rebouças, em Curitiba, na noite desta quarta-feira (20) foi protagonizada por dois policiais militares que estavam de folga. Uma cliente de 27 anos que chegava no bar foi baleada nas nádegas e outros dois funcionários foram agredidos pelos pm’s ao defender uma mulher que acionava a Polícia Militar (PM). Os feridos não correm risco de morte.

A briga aconteceu por volta das 22 horas quando os dois policiais militares se levantaram para pagar a conta e ir embora. No caixa, aconteceu o desentendimento por causa de um cupom adquirido em um site de compras compartilhadas (Grupon). A pedido de um dos gerentes, a funcionária do Vallet acionou a Polícia Militar (PM) por meio do telefone celular. Foi a partir desse momento que um dos policiais militares partiu para a cima da mulher. Testemunhas viram a cena e afirmaram que a funcionária foi agredida com socos e coronhadas.
O marido da mulher que estava sendo agredida tentou defendê-la e também teve luta corporal. O soldado Farias, lotado no Batalhão da Polícia Militar Ambiental, teria sacado uma arma e atirado contra o marido da funcionária, que conseguiu desviar. O disparo de arma de fogo atingiu uma cliente que entrava no bar, no momento da confusão. Além da PM, o Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate), do Corpo de Bombeiros, também foi acionado.
“A jovem que foi atingida por um tiro está em estado leve, mas com uma perfuração no glúteo. Já a outra vítima é de agressão, levou coronhada no rosto, que atingiu o nariz, o crânio. Provável que tenha fratura no nariz, mas também não corre risco. Parece que são dois policiais, mas serão averiguadas essas informações”, diz tenente Thiago do Siate. As duas feridas foram levadas ao Hospital Cajuru. Outro funcionário que também foi agredido foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Médico Móvel (Samu).
O policial militar que sacou e atirou dentro do bar foi detido por uma equipe do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), a algumas quadras do bar. O outro envolvido, identificado como soldado Luiz Fernando, lotado no Batalhão de Polícia Militar Rodoviária, permaneceu no bar para prestar os esclarecimentos. O Bar Brahma preferiu não se pronunciar sobre o caso, até que todas as imagens das câmeras de segurança sejam analisadas.

Especialistas questionam uso desmedido de balas de borracha

balasdeborrachaPM usou balas para conter alguns black blocs, segundo Richa, mas o resultado de 200 feridos mostra o excessivo emprego das munições, segundo entrevistados

O modo como a Polícia Militar usou balas de borracha para dispersar manifestantes que estavam em frente à Assembleia Legislativa é questionado por especialistas em segurança ouvidos pela Gazeta do Povo. Para eles, apesar de a munição ser adequada, a forma como a PM utilizou a arma não letal pode ter sido um condicionante para a quantidade de pessoas feridas. Entre os mais de 200 feridos estavam professores, funcionários públicos e jornalistas.

A PM utilizou, entre as balas de borracha, uma denominada AM 403/P., destinada a atingir pessoas que estejam provocando tumulto. Fontes da Polícia Civil ouvidas pela reportagem explicaram que esse tipo de bala é comumente usado para conter multidões e serve para parar um manifestante em específico e preservar a integridade dos demais. No episódio do dia 29, a PM usou também balas que ficam dentro de uma cápsula. Quando disparada, as balas são dispersadas na multidão e não atingem apenas um indivíduo específico, já que o policial não poder escolher a mira.

Controle de multidão

O problema reside no provável despreparo da corporação, segundo o coronel da reserva e professor do Centro de Altos Estudos de Segurança da PM de São Paulo, José Vicente da Silva Filho. Para ele, faltou planejamento por parte do governo e do comando da tropa na ocasião. “Precisa utilizar esse tipo de bala. Mas qual o critério? Os policiais estavam treinados? Ninguém pode atirar a esmo”, explica.

Na opinião do professor e especialista em segurança pública da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) J osé Henrique Spécie, houve excessivo emprego de armamentos não letais contra os manifestantes. “As balas são não letais. Mas, se empregadas em excesso podem ser prejudiciais.”, afirma.  

Spécie contrapõe o episódio vivido pelos professores com uma briga de torcidas. O segundo caso, conforme o professor, é um exemplo que precisa de contenção mais forte e, com isso, se mostra necessário o emprego de armas não letais. “Trata-se de uma situação que foge do controle”, diz.

Associação de praças defendeu uso de munições

Kelli Kadanus e Rodrigo Batista

A Associação dos Praças do Estado do Paraná  (Apra), que representa os praças da Polícia Militar, disse que a atitude da corporação no episódio que deixou 200 feridos foi adequada aos padrões tanto da polícia quanto de normais internacionais para o uso de munições não letais. Segundo o presidente da Apra,  Orelio Fontana Neto , “o projétil que foi usado é um projétil adequado”.

Ele explicou, durante entrevista coletiva concedida na sede do Ministério Público do Paraná (MP-PR), que o emprego dessas munições está previsto em manuais internacionais. “Os projeteis são utilizados em qualquer distúrbio civil. Ressalte-se, eles foram lançados para cima e depois ganharam o distúrbio para poder acabar com aquele distúrbio civil”, afirma.

Sobre a ação em geral da PM, o presidente da associação considerou o trabalho dos policiais como legítimo. “A polícia agiu com uso progressivo da força pontuando quatro barreiras, elas foram invadidas. A Polícia agiu para defender a ordem democrática e o estado do Paraná”, ressaltou.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br

Aviso de pauta :: Mobilização contra o retrocesso

Ex-ministros, juristas, acadêmicos e movimentos sociais se unem contra a redução da maioridade penal

Parlamentares favoráveis à Proposta de Emenda Constitucional 171/1993, que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos, estão sozinhos em sua sanha punitivista. É o que querem evidenciar ex-ministros, juristas, acadêmicos e amplos setores da sociedade civil em ato público contra a mudança na próxima terça-feira (28/4), em São Paulo. Dezenas de autoridades e mais de 30 organizações, coletivos e movimentos já se somaram à mobilização.

Entre os confirmados estão José Carlos Dias e Miguel Reale Junior, ambos ex-ministros da Justiça de Fernando Henrique Cardoso, o procurador geral de Justiça de São Paulo, Marcio Elias Rosa, o presidente do Tribunal de Justiça paulista, José Renato Nalini, o defensor público geral do estado, Rafael Vernaschi, o ex-senador e secretário de direitos humanos de São Paulo, Eduardo Suplicy, e José Ricardo Cruz e Tucci, diretor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Juristas como Oscar Vilhena Vieira, da FGV, Flavia Piovesan, da PUC-SP e Salomão Shecaira, da USP, também estarão presentes.

A lista de entidades que aderiram ao ato também é longa. Entre elas está a Conectas, o  Conselho Regional de Psicologia, a Associação Juízes para Democracia, a Fundação Rosa Luxemburgo, o Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, as Mães de Maio, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto e a Human Rights Watch. 
Veja a lista completa na página do evento no Facebook.

“Há um descompasso entre o avanço da PEC 171 na Câmara e os anseios de um amplo e representativo setor do Judiciário e da sociedade civil. O objetivo desse ato é evidenciar a falta de diálogo dos legisladores com esses especialistas e lideranças”, afirma Rafael Custódio, coordenador do programa de Justiça da Conectas. “Entre as autoridades no tema, é consenso que a redução da maioridade penal não é a solução para os desafios do Brasil em segurança pública. Os números comprovam: os jovens são vítimas e não autores da violência.”

O ato contra a redução da maioridade penal acontece na terça-feira (28/4), às 19h, no salão nobre da Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco. Um manifesto contra a PEC 171 será apresentado ao final do encontro e encaminhado ao Congresso Nacional. 

Mais informações: http://bit.ly/1Gqjjtz

Contatos para entrevista:

Rafael Custódio | Coordenador de Justiça da Conectas
11 98919-2295 / Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
" target="_blank">Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

André Kehdi | Presidente do IBCCRIM

11 98611-0611

André Augusto | Presidente da AJD – Associação de Juízes para a Democracia

11 98419-3470

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