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‘Tarado’ coleciona crimes por atos obscenos em ônibus de Curitiba

Jefferson Pedroso Ribeiro, 33 anos, foi flagrado dentro de um ônibus agindo novamente

inter2Exatos dez dias depois que uma estudante passou por momentos de vergonha e nojo dentro de um Inter 2 ao ver um homem se masturbando, ele foi preso. Jefferson Pedroso Ribeiro, 33 anos, foi flagrado pela mesma jovem, dentro de um ônibus agindo novamente. Ele foi preso pela Guarda Municipal (GM) que descobriu que o homem já coleciona boletins de ocorrência.

O episódio que marcou a jovem, de 19 anos, aconteceu no dia 21 de fevereiro e foi contado pela Tribuna do Paraná. A estudante de fotografia contou que foi a quarta vez em que viu o tarado se tocando no ônibus. Ela discutiu com ele, mas foi xingada e ameaçada. Jefferson teria dito que bateria nela ao descerem do ônibus.

Depois do episódio e da reportagem, uma equipe da inteligência da GM começou a monitorar o Inter 2 na intenção de flagrar o homem agindo novamente. “Dessa vez eu estava com meu namorado. Nós não reagimos porque a guarda estava junto com a gente. Ele foi flagrado e preso”, disse Clara*.

Jefferson foi detido na Avenida Presidente Kennedy e, no terminal do Portão, foi retirado do ônibus. “A denúncia dela foi importante, porque aí conseguimos fazer um levantamento das ocorrências anteriores. Passamos verdadeiramente a monitorá-lo até conseguirmos encontrar”, contou o guarda da inteligência que não pode se identificar.

Foto: Colaboração/GM.

Não fica preso

O tarado levado para a Delegacia da Mulher, onde os guardas descobriram que ele é uma pessoa reincidente no crime. Em 2012, a Tribuna do Paraná chegou a reportar quando o tarado foi preso por mostrar o órgão genital a mulheres, se esfregar e até se masturbar dentro de biarticulados.

Na época, o homem já tinha contra ele nove boletins de ocorrência por ato obsceno, mas hoje já são 20. Em um dos registros, Jefferson teria se masturbado na frente de todos os passageiros e, em outro, ele teria gritado palavras como gostosa, delícia, vagabunda e puta.

Dessa vez, Jefferson vai ter mais um termo circunstanciado por importunação ofensiva ao pudor, ameaça e injúria em sua ficha, mas não vai ficar preso. “Estou assustadíssima, morrendo de medo. É o ônibus que eu pego todos os dias e o momento, pra mim, é de terror. Ele vai sair da delegacia atrás de mim”, desabafou Clara.

Segundo a jovem, uma audiência foi marcada para o dia 19 de maio e, caso ele não apareça, a Justiça pode ser acionada. “Mesmo assim, é frustrante saber que ele vai assinar termo circunstanciado e ser liberado. Este homem já abusou até de criança, tem estupro na ficha criminal, é uma pessoa perigosa”.

Bem comum

O guarda municipal que prendeu Jefferson comentou que histórias de abusos sexuais dentro dos ônibus do transporte público têm sido cada vez mais comuns. “Já vimos e atuamos em várias outras ocorrências do mesmo tipo. Inclusive, há um mês, prendemos outro homem que agia da mesma forma, no terminal do Centenário”, relatou o guarda que tem 22 anos na GM.

*O nome é fictício, a pedido da entrevistada. 

Foto: Felipe Rosa.

Foto: Felipe Rosa.

Usuários são banidos de página da Secretaria da Segurança de SP no Facebook

Pasta do governo paulista bloqueou pessoas que criticavam falta de agentes na Polícia Civil pela rede social. Em nota, secretaria negou a prática.

sespA Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo baniu, de sua página no Facebook, usuários que questionam o governo estadual acerca da falta de agentes na Polícia Civil paulista. Segundo levantamento realizado pelo G1 com informações do Portal da Transparência, a instituição atua, hoje, com apenas 75% do efetivo determinado por lei.

Para evitar críticas na rede social, a SSP já bloqueou diversos perfis. Agora, os banidos não podem comentar nos posts da pasta e nem “reagir” a eles, como mostrar-se “triste” ou “irritado” em relação às publicações. Usuários enviaram prints ao G1 mostrando que não podem nem mais "curtir" a página. O perfil é usado constantemente para divulgar ações do governo Alckmin e é seguido por mais de 400 mil pessoas.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo negou que tenha apagado comentários com críticas ao governo ou à própria pasta e disse que tampouco bloqueou usuários por este motivo. No entanto, explicou que usuários que fazem comentários que fogem às políticas de uso da página podem ser excluídos.

"Uma simples consulta na Fan Page da SSP mostra diversos desses comentários críticos. Porém, comentários que contenham, por exemplo, material discriminatório, ofensivo, racista, ameaças, textos, fotos e vídeos de teor pornográfico, violento, estes são excluídos e, se o usuário insistir, poderá ser bloqueado", explicou, em nota.

Boa parte dos banidos são pessoas que já passaram em concursos públicos para atuar na Polícia Civil, mas ainda não foram nomeados pelo governo, mesmo com o déficit de funcionários na instituição. Alckmin promoveu certames entre 2013 e 2014. Anunciou mais de 3 mil vagas, mas até agora não as preencheu com a justificativa da crise econômica.

Felipe Pereira, de 31 anos, é um dos muitos aprovados que aguardam há anos a convocação para reforçar o quadro da Polícia Civil. Ele passou no concurso para desenhista técnico-pericial, cargo que compõe o braço científico da instituição, e foi impedido de comentar nas postagens da SSP no Facebook depois de questionar a pasta a respeito das contratações.

“Eu comentava sempre as publicações. Cobrava de forma respeitosa para não sofrer algum tipo de retaliação futuramente, mas fui bloqueado. Acredito que por questionar e acabar queimando o filme do governo. Eu achei uma forma de censura esse bloqueio”, disse ele.

O receio de uma possível retaliação do futuro empregador fez com que outro aspirante a policial civil preferisse não se identificar. Aprovado para o cargo de investigador, ele foi outro a ser bloqueado pela secretaria na rede social. “Se existe a censura com uma simples pergunta, imagina o que pode acontecer depois”, explica.

De acordo com ele, o banimento ocorreu após um comentário na página sugerindo que havia uma priorização da Polícia Militar em detrimento da coirmã, Civil, por parte do governo: “Perguntei por que alegam que não têm dinheiro para contratar policiais civis, mas já abriram um novo concurso para a PM, de 3 mil vagas, agora em 2017”.

“Como cidadão que honro meus impostos, me senti ofendido. De fato a democracia hoje em dia está abalada. Eles não enfrentaram o questionamento de um cidadão. Simplesmente me bloquearam. Não fui ofensivo. Eu merecia era uma resposta”, completou. O post em questão ainda foi apagado pelo governo depois, afirma.

A advogada Tatiane Brito de Santana, de 30 anos, foi outra banida por expressar opiniões que, segundo ela, contrariavam os interesses do governo. “Sempre rebatia o que eles divulgavam. Na semana passada, descobri que fui bloqueada. Eu sei o que é legal e ilegal. A gente tem direito de se manifestar e em nenhum momento ofendi a honra de ninguém. Só contestei as informações”, disse.

Para ela, o governo usa a rede social “para fazer uma propaganda enganosa para a população”. “Querem censurar o pessoal que tenta mostrar o que está acontecendo de verdade. Falam que estão colocando policiais na delegacia, mas dados do próprio governo mostram que não. Tudo que coloquei lá era baseado em dados”, acrescentou.

Questão ética

O especialista e professor do Instituto de Direito Público de São Paulo, Luiz Fernando Prudente do Amaral, diz que a exclusão de comentários e o bloqueio dos usuários não é condenável do ponto de vista legal, mas, da perspectiva ética, “não parece muito ajustado”. “Quer diz que só pode se manifestar com comentários elogiosos? Não faz muito sentido”.

“Quando o órgão opta por ter uma página na rede social é bastante claro que ele quer se aproximar do cidadão em relação à transparência e também ouvir o que o cidadão tem a dizer. Esse tipo de conduta está simplesmente acabando com a finalidade de se participar de uma rede social. Não me parece correto”, concluiu ele.

Governador justifica déficit

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou em entrevista concedida na semana passada que mudanças nas regras de aposentadoria provocaram o problema da falta de funcionários na Polícia Civil paulista.

“Nós perdemos policiais primeiro porque o Congresso Nacional aprovou uma lei absurda há dois anos atrás, quando a população está vivendo mais, diminuindo a expulsória de 70 para 65 anos de idade”, afirmou.

De acordo com ele, apesar de ter sido revogada, a lei fez com que o quadro da Polícia Civil perdesse 1700 agentes. “A lei é tão absurda que um ano depois mudou, mas quem saiu não pode voltar mais. Já foi corrigido, mas perdemos”, explicou.

Segundo o governador, a atual reforma da previdência proposta pelo governo federal e em discussão no Congresso Nacional também fez com que muitos policiais dessem entrada no pedido de aposentadoria. Na contagem de Alckmin, 1000 agentes deixaram a Polícia Civil só em 2016.

Fonte: http://g1.globo.com

Secretário uruguaio de combate à lavagem de dinheiro é encontrado morto em piscina

Autópsia concluiu que ele se afogou, mas outras perícias estão em curso.

securuguaioO secretário uruguaio de combate a lavagem de dinheiro, Carlos Díaz, foi encontrado morto por sua mulher na piscina de uma casa no balneário de Punta del Este na noite deste sábado (25). A autópsia indica que ele morreu por afogamento, segundo informou o juiz Marcelo Souto, que cuida do caso, ao jornal "El País".

Uma série de perícias adicionais com resultados que demoram mais para sair estão sendo feitas, para que "não restem dúvidas" sobre a causa da morte do funcionário. A mulher de Díaz o encontrou flutuando de barriga para baixo.

A morte por afogamento não exclui a possibilidade de que ele tenha tido um infarto ou tenha desmaiado anteriormente, como sustentavam algumas fontes judiciais da imprensa uruguaia antes da divulgação da autópsia.

Segundo reportagem publicada por "O Globo", Díaz tinha se transformado no principal elo entre Uruguai e Brasil para investigações conjuntas sobre a Lava Jato. O secretário disse que estava disposto a ceder instalações e informações do órgão que dirigia para investigadores brasileiros que apuram crimes de lavagem que envolvam o Uruguai. A articulação seria uma parceria inédita para investigar redes de lavagem de dinheiro sujo proveniente do Brasil, informa o jornal.

Fonte: G1

Doleiro condenado no Caso Banestado é procurado

doleiroUm operador financeiro condenado no caso Banestado, que descobriu uma fraude de US$ 28 bilhões no final dos anos 1990, é procurado pela polícia após um novo mandado de prisão contra ele. Paulo Krug, de 62 anos, havia sido condenado em 2013, pelo juiz Sérgio Moro, a 4 anos, 9 meses e 18 dias de prisão. Ele chegou a cumprir pena no regime semiaberto na CPA (Colônia Penal Agrícola), em Piraquara, mas progrediu para o regime aberto e cumpria a pena em casa.

Na última terça (21), policiais do Cope (Centro de Operações Policiais Especiais) buscaram o doleiro, mas não o encontraram. Seus últimos endereços registrados são uma casa em São José dos Pinhais e um apartamento no bairro Batel, em Curitiba.

O novo mandado de prisão foi fruto de outros processos contra o doleiro, que unificaram as penas para mais de 10 anos. Ele recorria dessa decisão em liberdade. Porém, com a nova determinação do STF (Supremo Tribunal Federal) para que condenados em segunda instância passem a ser detidos, foi determinada a volta dele ao presídio.

De início, 97 pessoas foram condenadas no caso Banestado. O MPF (Ministério Publico Federal) reclama, porém, que Krug foi ‘um dos poucos réus a ser definitivamente condenado pela Justiça, pois grande parte dos acusados teve a pena cancelada pela demora do processo’ em instâncias superiores. “É inconcebível que após mais de uma década da denúncia ainda existam tantos obstáculos para se efetivar uma prisão”, diz o procurador Diogo Castor de Mattos.

O advogado José Carlos Cal Garcia Filho, que defende Krug, não quis se manifestar.

Fonte: http://paranaportal.uol.com.br/geral/

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