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Testemunhas depõem sobre caso de 49 agentes penitenciários suspeitos de fraudes em diárias da Susepe

Acusação identificou desvios em pelo menos 769 notas fiscais falsas de hotéis

d0806A 11ª Vara Criminal do Foro Central de Porto Alegre realiza nesta terça-feira (31) uma série de audiências para ouvir dezenas de testemunhas no caso de 49 agentes penitenciários denunciados em 2015 por fraude em diárias da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe). Os desvios superaram R$ 1,5 milhão em apenas um ano, mas o Ministério Público acredita que podem chegar a R$ 11 milhões.


Estão sendo ouvidas as testemunhas que residem em Porto Alegre e que envolvem dez réus investigados por crimes contra a administração geral. Na quarta e na quinta-feira serão ouvidas, por videoconferência, testemunhas de outros municípios. 


Devido à complexidade dos fatos, o caso foi dividido em três processos. Além deste, há outro sobre crimes contra a administração em geral e um terceiro envolvendo ação de improbidade administrativa. Todos elestêm audiências marcadas para agosto e setembro deste ano. Além da Capital, há testemunhas dos três processos em Pelotas, Ijuí, Charqueadas, Santa Rosa, Taquara, Montenegro, Santo Ângelo, Santa Maria, Cerro Largo, São Luiz Gonzaga, Tucunduva, Bento Gonçalves, além de Florianópolis, Curitiba e Sinop, no Mato

Fonte: gauchazh

Policial militar de Curitiba é preso suspeito de estuprar mulheres que conhecia em aplicativos

Pelo menos três mulheres vítimas foram identificadas pela Delegacia da Mulher.

d3007Um policial militar de 30 anos, pertencente ao 20° Batalhão da Polícia Militar de Curitiba, está preso suspeito de estuprar  mulheres que conheceu em aplicativos de relacionamento. A prisão temporária foi decretada na última sexta-feira (20), depois que pelo menos três vítimas foram identificadas pela Delegacia da Mulher.

O policial marcava encontros em aplicativos, saía com as vítimas, praticava os estupros e apagava as mensagens do celular, para não deixar provas. Uma das vítimas é uma mulher de 27 anos, que foi abusada na noite de nove de maio. Segundo o Boletim de Ocorrência, o policial praticava o abuso e pedia para ela dizer, a todo o momento, que ‘estava sendo estuprada’. Para amedrontar ainda mais a vítima, a ameaçava de morte, bem como seus familiares.

Apesar de apagar as mensagens no celular, o policial deixou registro das ligações, o que ajudou a polícia nas investigações do caso. Todo o crime era cometido com uma arma apontada para a cabeça das vítimas.

Por meio de nota, a PM informou que “continua contribuindo com a justiça no esclarecimento dos fatos, prezando pela ampla defesa e o contraditório”. O policial está preso em um quartel da corporação em Curitiba.

Fonte: bandaB

Servidores estaduais trabalhavam mesmo com mandado de prisão em aberto

Acordo entre a Divisão de Combate à Corrupção e a Controladoria-Geral do Estado permitiu que os funcionários fossem identificados e presos

d2507A Divisão de Combate à Corrupção (DCCO) prendeu, nesta terça-feira (24), seis funcionários públicos do Paraná que seguiam trabalhando mesmo com mandados de prisão expedidos pela Justiça. Entre os servidores, que não tiveram os nomes divulgados, estão dois professores, uma agente educacional, um agente penitenciário, um técnico de enfermagem e um policial militar. Um sétimo funcionário, que trabalha no SAMU em Maringá, não foi localizado pelos policiais.

As prisões ocorreram nos municípios de Curitiba, Colombo, Matinhos, Maringá e Assis Chateaubriand. De acordo com o delegado Renato Figueroa, que comanda a DCCO, os mandados são frutos de ações referentes a corrupção passiva, tráfico de influência, atentado violento ao pudor, porte ilegal de armas e outros ilícitos.

“O não cumprimento desses mandados é fruto de uma deficiência de comunicação entre o Poder Judiciário e a polícia. A DCCO é responsável por esses casos porque os ilícitos foram praticados por servidores públicos”, explicou Figueroa. Ainda segundo o delegado, nenhum dos casos foi fruto de investigações do DCCO nem resultou em dano ao erário.

A reportagem pediu à DCCO as datas em que os mandados foram expedidos, mas a assessoria informou que não poderia fornecer os dados.

Cruzamento de dados

A identificação dos servidores foi possível por conta de um cruzamento de informações da Controladoria-Geral do Estado com as da Polícia Civil. Os dados, que vêm sendo acumulados desde 2016, foram compartilhados por conta de um termo de cooperação assinado entre a DCCO e a Controladoria.

“Agora, após a prisão dos servidores, vamos oficiar as secretarias responsáveis para cobrar providências. Cada caso deve ser apreciado, mas os funcionários podem ser demitidos”, disse o Controlador-Geral do Estado, Carlos Eduardo de Moura.

Em todo o Paraná, de acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), 26.158 mandados de prisão estão em aberto – o número não corresponde ao número exato de foragidos, já que pode haver mais de um mandado por pessoa.

A DCCO foi lançada pela governadora Cida Borghetti (PP) em maio. A estrutura congrega as polícias Civil, Militar, Ambiental e Rodoviária Estadual, além da Receita estadual e da própria Controladoria. O objetivo é permitir que esses órgãos trabalhem em conjunto na investigação de casos de corrupção.

Fonte: tribunapr

"PM bandido e boa-vida": revista destaca caso de policial chefe de quadrilha em MS

d1907O caso do subtenente da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, apontado como chefe de uma quadrilha de narcotraficantes, foi destaque em uma reportagem da Revista Veja. Com a chamada ‘PM bandido e boa-vida’ a revista de circulação nacional narra o caso do militar preso pela Polícia Federal no dia 25 de junho durante a ‘Operação Laços de Família’.

Na publicação, a Veja descreve a maneira como a carga de drogas vendida pelo policial saia do Paraguai, era levada a galpões próximos a fazenda dele, em Mundo Novo e de lá era transportada para diversas regiões do Brasil, onde ficavam sob cautela do PCC.

“Quando as reservas estavam perto de lotar o espaço ele mandava carregar os caminhões. Com a droga camuflada em sacos de ração ou trigo, os veículos partiam para os estados de São Paulo, Rio de janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Ceará”, diz o texto.

A vida de luxo que o PM levava no interior do Estado também é um dos pontos abordados. De acordo com a reportagem, a fazenda do policial teria aproximadamente 10 mil metros quadrados de área construída, cuja garagem abrigava carros de luxo como BMWs e Dodge Rams. “Tinha patrimônio estimado em R$ 10 milhões, uma lancha e jet ski e organizava grandes festas na cidade”, informa.

Conforme a matéria da veja, todo esquema de corrupção acontecia “sob a necessária vista grossa da sua corporação e das autoridades locais”.

Laços de família

A operação ‘Laços de Família’, deflagrada pela Polícia Federal em Mato Grosso do Sul e mais quatro estados no dia 25 de junho prendeu o policial militar apontado como chefe da quadrilha de narcotraficantes, que atuava na região do cone-sul do Estado. O seria dono de uma Ferrari que custa mais de R$ 500 mil. Ele trabalhava como policial há mais de 20 anos e tinha duas condecorações.

Quinze integrantes da quadrilha foram presos no Estado. A base da organização ficava em Mundo Novo, onde foram presas 13 pessoas. As outras duas prisões aconteceram em Naviraí e em Eldorado.

Entre os presos está uma mulher, que estava com tornozeleira eletrônica, que ajudava no financiamento e lavagem de dinheiro sujo do tráfico. Segundo a PF, a organização atuava de forma semelhante à máfia: os chefes da organização eram da mesma família. Para impor medo e respeito aos adversários, o grupo praticava torturas em crimes violentos.

A quadrilha, que tinha estreita ligação com a facção PCC (Primeiro Comando da Capital), era tão organizada que usava ao menos 10 empresas de fachada para lavar o dinheiro do narcotráfico..

Segundo o superintendente da PF no estado, Luciano Flores, essas empresas foram fechadas nos cinco estados alvos da operação. Eram empresas de transporte, garagem de carros e até uma assessoria de aviação.

A rotatividade de veículos entre integrantes da quadrilha era grande. Segundo o delegado, a PF pediu o sequestro de 136 veículos usados pelo bando.

Sete presos durante a operação no Estado serão levados para o Presídio Federal, um para o Presídio Militar e os outros alvos já cumpriam pena em estabelecimentos penais em Mato Grosso do Sul.

Vida de luxo

A família de Mundo Novo, que teria o PM como chefe da quadrilha no Estado, ostentava uma vida de luxo incompatível com os salários. O militar tinha uma Ferrari avaliada em R$ 500 mil, além de outros carros de luxo, e fazia viagens para o exterior com toda a família.

Apartamentos, casas, sítios e fazendas também faziam parte do patrimônio da família do narcotráfico. Na cidade todos tinham medo da quadrilha e um dos integrantes responde processo por homicídio.

Apreensões e prejuízo

A PF estima que, antes da operação, já tinha provocado um prejuízo de R$ 61 milhões à família com apreensões de drogas, joias, dinheiro e bens móveis e imóveis. Foram apreendidos R$ 310 mil para pagamentos de drogas, R$ 80 mil em joias, cinco embarcações, sendo quatro iates.

Desde 2016, quando as investigações começaram, foram apreendidas 27 toneladas de maconha, duas pistolas e duas camionetes.

A PF ainda não contabilizou as apreensões feitas durante a deflagração da operação.

A operação

Cerca de 210 policiais federais cumpriram 20 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária, 35 de busca e apreensão, 136 de sequestro de veículos terrestres, 7 mandados de sequestros de aeronaves, 5 de embarcações de luxo e 25 de imóveis. Os estados em que são cumpridos os mandados São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Goiás e Rio Grande do Norte.

Fonte: midiamax

Ex-braço-direito de Fernandinho Beira-Mar é solto do presídio de Formosa após 'erro', diz DGAP

Servidores da unidade foram afastados e estão sendo investigados após o ocorrido. Leomar Oliveira Barbosa cumpria pena por tráfico de drogas e é considerado foragido.

d1507A Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) informou nesta quinta-feira (12) que o presidiário Leomar Oliveira Barbosa, de 55 anos, apontado como ex-braço-direito do traficante Fernandinho Beira-Mar e conhecido como “Playboy”, foi solto irregularmente do Presídio Estadual de Formosa, no Entorno do Distrito Federal. Servidores da unidade foram afastados e estão sendo investigados após o ocorrido. A liberação foi no dia 4 de julho.

De acordo com a DGAP, Leomar estava preso em Goiás por tráfico de drogas. Ele conseguiu um habeas corpus, mas não poderia ter deixado a unidade por existirem contra ele outras duas condenações pelo mesmo crime, na 1ª Vara de Execução Penal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás. Ao receberem o alvará de soltura, os servidores do presídio “ignoraram” os outros processos.

Uma sindicância foi aberta para apurar de quem foi a responsabilidade pelo erro. Leomar, que é visto como de alta periculosidade, ainda não foi recapturado e é considerado foragido. Caso fique comprovado que os servidores agiram de má-fé, eles podem ser exonerados.

O G1 e a TV Anhanguera não conseguiram contato com os advogados de Leomar.

Em uma operação de 2011, a Polícia Federal descobriu uma nova rota do tráfico internacional que passa por dentro do Pantanal. Na ocasião, foram apreendidos dois aviões e mais de 6 mil cartuchos de munição de fuzil 762 – metralhadoras automáticas de uso exclusivo das Forças Armadas – que estavam escondidos em uma fazenda. As investigações apontaram que o arsenal pertencia a Leomar.

Reportagem do Jornal Nacional revelou que o fazendeiro que cedeu a propriedade para esconder a munição levou aos policiais até o local. Ele desenterrou os tambores onde estavam os projéteis. A propriedade fica em Barão de Melgaço, a 110 quilômetros de Cuiabá, em uma região alagada do Pantanal.

Leomar começou cumprindo pena na Penitenciária Odenir Guimarães (POG). Porém, neste ano, ele foi transferido para Formosa para uma unidade feita para abrigar presos considerados perigosos ou ligados a facções criminosas. Somadas as penas dele totalizam 22 anos de prisão.

A 5ª Vara da Justiça Federal em Goiás informou que o alvará de soltura foi emitido após decisão do Supremo Tribunal Federal. O STF informou que, com as informações fornecidas pela reportagem, não conseguiu encontrar registros do pedido de habeas corpus. 

Fonte: G1

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