jornalista1

‘Direitos Negados’ retrata luta pela democratização da mídia

Compilação de 17 reportagens sobre o tema foi desenvolvida pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé

São Paulo – A jornalista e secretária-geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação e do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Renata Mieli, em entrevista hoje (30) para a Rádio Brasil Atual, comenta o lançamento do livro “Direitos Negados: um retrato da luta pela democratização da comunicação”.

Desenvolvido pelo Barão de Itararé, a obra compila 17 reportagens acerca de temas relacionados com a democratização da comunicação. “Trazemos artigos sobre direito de resposta, necessidade de conteúdos regionais, debate em torno da publicidade, entre outros”, explica.

A proposta é aproximar a sociedade civil de um tema pouco falado no país. “Os monopólios da comunicação exercem forte influencia sobre a opinião pública e mantêm a informação centralizada no país”, diz a jornalista. “Em todas as democracias consolidadas, de referência no mundo existe a regulação para garantir a diversidade. Estados Unidos, Canadá e países da União Européia são exemplos.”

Ela ressalta que a Constituição Federal contém diretrizes que visam a coibir o monopólio da comunicação, porém com pouca eficácia. ” O Brasil permanece em situação de atraso absurdo, o que compromete o fortalecimento de nosso processo democrático.”

O livro contém em anexo um projeto de lei, de iniciativa popular, a favor de uma mídia democrática. “Ao transformar o tema em projeto de lei mostramos à população, influenciada pelos monopólios midiáticos, que na democratização da mídia não existe nenhum tipo de censura, ao contrário, existe a ampliação das vozes.”

Para adquirir o livro e obter mais informações, acesse o site do Barão de Itararé:www.baraodeitarare.org.br 

Quinze sinais indicam que seu filho pode estar usando drogas; fique atenta e descubra

Saiba que atitudes tomar diante de comportamentos suspeitos e como ajudar seu filho a sair dessa o quanto antes

filho drogasPais que têm um relacionamento mais aberto com seus filhos têm mais facilidade para perceber problemas e mudanças de comportamento. Por isso, é muito importante ficar o mais próximo possível dos filhos, sem controlá-los excessivamente, mas demonstrando amor, preocupação e rigor em relação às regras estabelecidas em casa.

Não adianta forçar o jovem a falar ou inspecionar o quarto dele, pois esta atitude não é ética, e ética é tudo que um adolescente precisa quando está em crise. Antes de 'xeretar' na vida do filho ou acusá-lo sem provas, o correto é aproximar-se com jeito e mostrar que a reação a seus problemas não será catastrófica nem agressiva, e sim, compreensiva e acolhedora - mas com a firmeza necessária em um momento como esse.

Segundo a médica hebeatra Mônica Mulatinho, quando descobrem que o filho está usando drogas os pais devem construir um cerco firme ao jovem, onde amor e limites coexistam em abundância. "Os pais precisam saber que ao 'aprontar', o filho está pedindo colo, está dizendo 'cuide de mim porque sozinho não estou dando conta. Preciso de você mais perto. Tape com seu cuidado esse buraco que me consome'", orienta. 

Especialistas da Clínica Novo Mundo - Centro de Tratamento Especializado em Dependência Química e Alcoolismo, localizado no interior de São Paulo, alertam para alguns comportamentos que podem indicar que um jovem está usando drogas ou abusando do álcool. 

1 - Isolamento;

2 - Aumento ou redução drástica do apetite;

3 - Novas amizades;

4 - Mudança brusca de comportamento;

5 - Falta de motivação para atividades comuns;

6 - Queda do rendimento escolar ou abandono dos estudos;

7 - Inquietação ou irritabilidade, insônia / ou, ao contrário, depressão e sonolência;

8 - Indícios físicos: olhos avermelhados / olheiras; boca seca; fala pastosa;

9 - Alterações súbitas de humor (uma intensa euforia, alternada com choro ou depressão);

10 - Troca do dia pela noite;

11 - Descuido com a higiene pessoal;

12 - Uso constante de óculos escuros (dentro de casa, no período da noite);

13 - Gasto incomum de dinheiro e desaparecimento de objetos de valor;

14 - Uso de camisetas de manga comprida, mesmo em dias quentes;

15 - Alucinações, fala sem nexo, crises de pânico, perda de sentidos ou desmaios podem, em alguns casos, ser sintomas mais severos do consumo de alguma substância e merecem especial atenção.

Como ajudar

Procure auxílio e orientação de especialistas assim que detectado qualquer dos sinais descritos acima ou comportamento suspeito: as pessoas diretamente envolvidas na vida do dependente não podem "tratar" da doença, pois à medida que o abuso de drogas progride, aqueles mais próximos do dependente ficam emocionalmente envolvidos.

Não ceda a manipulações emocionais do tipo ‘'Eu já estou bom'' ou ‘'Nunca mais usarei''. É preciso ter em mente que há muito tempo o dependente vem sendo enganado pela droga e vem enganando a todos.

Não sinta culpa: a pessoa mais próxima ou que se sente mais responsável pelo dependente químico pode se achar culpado pelo que está acontecendo. Mas como a dependência química é uma doença, não existem responsáveis.

Procure a raiz do problema: todo dependente químico possui uma família disfuncional. É preciso remover o preconceito e aceitar que algo está errado no núcleo familiar.

Seja firme: se o dependente continua agindo da forma como ele quer, é porque a família ajuda a manter a ilusão da onipotência.

Procure ajuda também para a família.

Serviço:
Instituto Novo Mundo - Centro de Tratamento Especializado em Dependência Química e Alcoolismo (www.clinicanovomundo.com.br)

Fonte: http://www.bonde.com.br

Homicídios dolosos crescem quase 100% no Norte Pioneiro

relatorioRelatório da Sesp compara o primeiro trimestre de 2014 com o de 2015; Cornélio Procópio e Bandeirantes lideram ranking

O Paraná teve queda de 7,49% no índice de homicídios dolosos (com intenção de matar) de janeiro a março deste ano, na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo levantamento recente da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná (Sesp), mas, no Norte Pioneiro, o crescimento de casos chega a quase 100%. De modo geral, no Paraná, foram 667 homicídios no trimestre, 54 a menos que em 2014; no Norte Pioneiro, a quantidade de homicídios passou de 13 para 25 casos de homicídios dolosos. 

Em Cornélio Procópio, o aumento foi ainda mais devastador: no período comparativo, o índice de casos chegou a aumentar 500% - de apenas um caso de homicídio doloso, no ano passado, passou para seis casos no primeiro trimestre deste ano. Outro dado preocupante é da cidade de Bandeirantes, que de dois casos, passou para cinco, totalizando um aumento de 150%. Já Santo Antônio da Platina, de um caso passou para três (aumento de 200%); Ibaiti – que apresentou índice zero no primeiro trimestre do ano passado – no mesmo período deste ano registrou dois casos, também obtendo um aumento comparativo de 200%. Considerado na área policial um "fenômeno complexo", pela multiplicidade de fatores que podem ocasionar um homicídio doloso, esse tipo de crime é também caracterizado pelo meio policial como de difícil prevenção.

Responsável pela 12ª Subdivisão Policial, que abrange 21 municípios, entre eles Cornélio Procópio e Bandeirantes, o delegado João Manoel Garcia Alonso Filho, atribui o aumento dos casos de homicídios dolosos nas duas cidades a "fatores sazonais". "Todos os casos foram selecionados e encaminhados para apreciação judicial, inclusive um caso de homicídio doloso de 2013, em que foi necessário fazer até exumação de cadáver. Temos feito operações policiais contantes no combate ao tráfico de drogas e, principalmente em Cornélio Procópio, a nuance dos crimes envolve menores infratores. Só esse ano já encaminhamos oito para internação", afirma o delegado, que é defensor da redução da maioridade penal. "Os jovens infratores têm pleno conhecimento da realidade e cada vez cometem atos infracionais mais violentos, tendo a falsa impressão que não serão responsabilizados. É preciso mudar isso", alega. "O nosso papel é investigar e solucionar os casos; o trabalho preventivo fica mais a cargo da Polícia Militar, e as causas sociológicas são várias para esse tipo de situação acontecer", acrescenta.

Em Ibaiti, o delegado Pedro Dini Neto, informou que ainda não conseguiu analisar se há uma origem comum entre os dois casos de homicídios dolosos constatados na cidade até agora. "Aqui foi algo mais atípico, porque nenhum dos casos teve relação com tráfico de drogas ou uso de armas de fogo", observa. Um dos casos envolveu o assassinato de uma jovem de 18 anos que foi estuprada e morta a facadas por três jovens maiores de idade, que eram usuários de drogas; o outro caso foi o assassinato de um idoso, seguido de morte a pauladas. Todos os envolvidos nos crimes estão presos. "Atuo aqui há quatro anos e, de modo geral, Ibaiti é uma cidade pacata e tranquila. O que é mais comum ocorrer aqui são casos de violência doméstica, crimes de trânsito e pequenos furtos. No caso da morte desse jovem houve uma grande comoção na cidade e uma onda de sentimento de justiçamento", destaca.

O delegado Tristão Antônio Borborema de Carvalho, de Santo Antônio da Platina, ressalta que, de modo geral, os casos de homicídios dolosos são de "difícil prevenção", principalmente por envolver questões passionais. Dos três casos ocorridos no primeiro trimestre, dois envolveram assassinatos a facadas em bares da cidade; o terceiro caso teria sido premeditado e motivado por vingança decorrente da delação de um traficante. "Em 2011, chegamos a ter 11 homicídios dolosos na cidade e acredito ser necessário ampliar o leque dessa análise, porque dessa forma é possível perceber que houve uma redução efetiva no decorrer dos anos, apesar desse aumento recente", defende-se. "Temos feito um trabalho intensivo, a cada 15 dias, de busca e apreensão de armas de fogo ilegais, e acho que se não fosse isso os números seriam bem maiores agora", avalia. 

REDUÇÃO DE CASOS
A maior redução, de 86%, ocorreu na 8ª Área Integrada de Segurança Pública (Aisp), cuja sede é a cidade de Laranjeiras do Sul. Na região, que compreende dez municípios, houve dois homicídios dolosos nos primeiros três meses do ano. No ano passado foram 14. Outra queda expressiva foi registrada na 19ª Aisp, de Rolândia: foram quatro homicídios de janeiro a março e 16 no mesmo período de 2014, queda de 75%. A 6ª Aisp, de União da Vitória, teve queda de 60%, enquanto a 14ª Aisp, de Campo Mourão, e a 20ª Aisp, de Londrina, observaram diminuição de 50%. Houve diminuição de homicídios em 13 das 23 Aisps. Na capital, a queda chegou a 17%; na 4ª Aisp, de Ponta Grossa, a queda foi de 44%; na 10ª Aisp, de Francisco Beltrão, de 15,38%; na 11ª Aisp, de Cascavel, de 35%; na 13ª Aisp, de Toledo, de 30,43%; na 15ª Aisp, de Umuarama, de 4,55%; na 17ª Aisp, de Maringá; de 12,12%; e na 18ª Aisp, de Apucarana, de 20%.

Fonte: http://www.folhaweb.com.br/?id_folha=2-1--994-20150610

A história da polícia que mata no Paraná

tiros

Daniel concordava com Jazadji e com a política agressiva da Rota. E morreu justamente pelas mãos dessa polícia. Estava num bar e a Rota soube que ali havia um suspeito de cometer crimes. Entrou no local atirando: além do suspeito, morreu também Daniel. No outro dia, Afanásio vituperava no seu programa: “Mataram o bandidão de Jaraguá!”

Pena e ressocialização

tornozeleiras1 Sete meses depois da implantação do monitoramento eletrônico para presos provisórios e detentos que cumprem pena no regime semiaberto do Paraná, os resultados podem ser considerados positivos. Reportagem da FOLHA relatou essa semana que dos 498 presos que tiveram acesso às tornozeleiras, 110 descumpriram as regras impostas pela Justiça. O número inclui presos que se desolocaram fora do horário ou do perímetro permitidos, que tentaram violar o equipamento ou que cometeram novos crimes. Dos 22% dos presos que descumpriram as normas estabelecidas, apenas 2,4% (12 presos) cometeram novos crimes.

É consenso entre a opinião pública que o atual modelo prisional praticamente não atua na ressocialização do preso. Cadeias e penitenciárias superlotadas em condições precárias e tempo ocioso contribuem para que os presos se "tornem PhD em criminalidade". O ideal seria a implantação de atividades laborais, o que nem sempre é possível. E, por isso, as tornozeleiras são uma opção viável. Além de poucos presos voltarem a praticar crimes, o equipamento tem custo bem inferior: enquanto cada tornozeleira custa R$ 241 mensais ao governo, o custo médio mensal para a manutenção de cada detento no sistema é de R$ 2 mil. 

O mecanismo ainda contribui para esvaziar as prisões. O Brasil detém uma das maiores populações carcerárias do mundo e o número vem crescendo anualmente. Não há condições de abrigar todas essas pessoas dignamente em presídios até porque o orçamento para novas obras é limitado. E, por isso, é preciso implantar alternativas que desafoguem o sistema. As defensorias públicas, que poderiam fazer o trabalho de acompanhamento do cumprimento das penas, funcionam precariamente em vários Estados. A partir da sua correta implantação e da realização mais frequente de mutirões carcerários, o sistema funcionaria melhor. O País precisa investir em soluções modernas que atuem na ressocialização dos presos.

Fonte: http://www.folhaweb.com.br

Mais artigos...

vetenuo

bannerdisponivel

bannerdisponivel

bannerdisponivel

bannerdisponivel

Impakto nas Redes Sociais

                                  Saiba os benefícios de usar o LinkedIn para a sua vida profissional - IFS -  Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe 

blogimpakto  acervo    csp   jornalismoinvestigativo   fundobrasil   Monitor da Violência – NEV USP   Capa do livro: Prova e o Ônus da Prova - No Direito Processual Constitucional Civil, no Direito do Consumidor, na Responsabilidade Médica, no Direito Empresarial e Direitos Reflexos, com apoio da Análise Econômica do Direito (AED) - 3ª Edição - Revista, Atualizada e Ampliada, João Carlos Adalberto Zolandeck   tpnews   naofoiacidente

procurados

Desenvolvido por: ClauBarros Web