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PM transforma jovem em assassino sem remorso, diz tenente-coronel reformado

2.abr.2014 - O tenente-coronel reformado da PM-SP Adilson Paes de Souza critica a violência policial - Junior Lago/UOL Passados 35 anos de seu ingresso na PM (Polícia Militar) paulista, o tenente-coronel aposentado Adilson Paes de Souza, 56, não esqueceu o seu primeiro dia na corporação, em 15 de dezembro de 1984. Foi quando ele afirma que 300 oficiais calouros acabaram recepcionados com um trote violento e humilhante.

"Não fomos tratados como seres humanos. As pessoas não falavam conosco, elas gritavam e nos ofendiam e se referiam a nós com expressões do tipo bicho, animal, verme, etc. Hoje vejo que estava em curso um processo de despersonalização do sujeito".

Essas e outras lembranças são narradas na tese de doutorado "O policial que mata: um estudo sobre a letalidade praticada por policiais militares no estado de São Paulo", defendida pelo tenente-coronel Souza no Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, no último dia 7.

Procurada pela coluna, a Polícia Militar afirma que a prática de trotes violentos é proibida pela corporação. "A suposta experiência pessoal do oficial há 38 anos não poderia ser usada como argumento válido para os dias de hoje."

Em sua tese, Souza conta que a "recepção" no quartel foi com tiros de balas de festim; disparos de munição química; corrida na mata onde havia caixas com abelhas; ordens para deitar em um lamaçal e dominar com as próprias mãos um porco solto no terreno imundo e encharcado.

Depois de formado, o jovem oficial trabalhou em várias unidades. Mas o primeiro local para onde acabou transferido foi o Batalhão de Choque. E as lembranças também não são nada animadoras, conforme trechos relatados na tese de doutorado.

Choques na madrugada

Souza lembra que dessa vez o "ritual de passagem foi fundado na violência e na negação da dor". Segundo o trabalho de doutorado, houve sessões de violência física, como aplicação de choques elétricos, golpes de cassetete e até confinamento em sala fechada com gás lacrimogêneo.

Era época da ditadura militar. Os choques, segundo Souza, eram aplicados por meio de uma bobina de aparelho telefônico de modelo antigo acionada por uma manivela e conectada a fios. Era comum também ser acordado à noite e torturado no batalhão com mais choques.

O Batalhão de Choque já era considerado uma tropa de elite, onde imperava a lei do silêncio. Nada do que acontecia lá podia ser compartilhado com outras pessoas, incluindo integrantes da família e até policiais de outras unidades.

O tenente-coronel narra na tese que no Batalhão de Choque, em conversas não oficiais, "era sedimentada a ideia do extermínio de marginais como única medida plausível de combate à criminalidade". Segundo ele, essas frases eram ditas não apenas por oficiais, mas também por subordinados.

"Jovens idealistas viram assassinos sem remorso"

Ao UOL, Souza afirmou nesta terça-feira (25) que as violências físicas e psicológicas impostas aos novatos e a disseminação de ideias de extermínio de marginais são alguns dos atos que fazem da Polícia Militar do Estado de São Paulo uma das mais letais do Brasil e do mundo e com alto índice de suicídio.

Segundo a PM, "essa afirmação não tem amparo em estudos científicos, mas em senso comum. Na relação por 100 mil habitantes, a taxa de mortes em confronto com a PM é uma das mais baixas do Brasil (2019: 1,63 por 100 mil/hab), muito embora a quantidade de confrontos seja consideravelmente alta mostrando que os infratores estão dispostos a enfrentar as forças policiais."

"Esses atos não são isolados e podem produzir nos policiais militares uma atitude mais hostil, mais viril. Essa forma de tratamento sem dúvida vai atingir outras pessoas durante o patrulhamento e nas abordagens", ressaltou Souza.

Como fontes de pesquisa, o tenente-coronel entrevistou policiais militares. Os relatos são sobre os constantes maus-tratos e as humilhações na formação e no cotidiano do policial militar. Os entrevistados disseram que os alunos são expostos ao cansaço extremo e violências física e verbal.

Na tese de doutorado de Souza, a escola de formação de policiais militares é definida como "uma fábrica de atrocidades que transforma o jovem idealista em assassino frio e sem remorso".

Na Noruega, terrorista foi preso sem um arranhão

Na opinião do tenente-coronel, os alunos PMs são submetidos " a métodos pedagógicos violentos e macabros" e o estresse sofrido tem como objetivo "direcionar a raiva contra o inimigo para que o policial esteja apto a atuar em situações em condições reais, estando assim pronto para matar".

Souza também viajou para a Noruega como parte dos estudos de doutorado. O motivo que o levou a escolher aquele país foi a prisão, sem nenhum arranhão, do autor de dois atentados terroristas de grandes proporções ocorridos em 22 de julho de 2011.

O norueguês Anders Breivik colocou explosivos no prédio do escritório do primeiro-ministro do país, em Oslo, matando seis pessoas. Depois foi a um acampamento na Ilha de Utoya, onde havia um evento anual da juventude do partido do premiê norueguês, e assassinou outras 68 pessoas. O tenente-coronel Souza ficou intrigado com o fato de Breivik, mesmo armado, ter sido preso ileso. Nenhum policial atirou no terrorista.

Posteriormente, Breivik processou e venceu o Estado ao reclamar de tratamento desumano na prisão. Na ação, o assassino questionou o prolongado confinamento em solitária — quase cinco anos —, o uso excessivo de algemas, revistas repetitivas e o fato de ser despertado durante a noite.

Fonte: noticias.uol.com.br

Funcionário do Carrefour morre e loja esconde corpo com guarda-sóis

 Um funcionário da rede de hipermercados Carrefour morreu, na última sexta-feira (14/8), enquanto trabalhava em uma unidade de Recife (PE). O corpo dele ficou no meio do estabelecimento e foi coberto com guarda-sóis. O caso gerou revolta.

Moisés Santos promovia produtos alimentícios no local quando sofreu um mal súbito e não resistiu. Para manter o supermercado em funcionamento, empregados da loja bloquearam o acesso visual ao corpo de Moisés com tapumes e guarda-sóis.

O corpo de Moisés ficou no local entre 8h e 12h, até ser retirado pelo Instituto Médico Legal (IML). A operação da rede, no entanto, foi muito criticada no Twitter e no Facebook.

Todo mundo no grupo dizendo que um promotor faleceu de manhã cedo no Carrefour da torre e o Carrefour NAO PAROU AS ATIVIDADES, com o corpo ainda lá!!!!
Vocês são desumanos, seus vermes

— dragão de incômodo (@euleerg) August 14, 2020

 
Em nota, o Carrefour lamentou a morte de Moisés e informou que os protocolos serão alterados.

“O inesperado falecimento do Sr. Moisés Santos, vítima de um infarto, foi um triste acontecimento para todos colaboradores. O Carrefour sente muito e informa que, por conta do ocorrido, revisitou seus protocolos, implementando a obrigatoriedade de fechamento das lojas para fatalidades como essa”, diz trecho.

O hipermercado ainda disse que todos os procedimentos de primeiros-socorros foram tomados quando o funcionário começou a passar mal. “Permanecemos à disposição para apoiar a família do Sr. Moisés neste momento tão difícil”, finaliza o texto.

 

Conselho pede apuração de denuncias de maus tratos a presos após morte de agente

 O Conselho da Comunidade da Comarca da Região Metropolitana de Curitiba – Órgão da Execução Penal encaminhou, no dia 13 de agosto, documento a diversas autoridades do estado, cobrando medidas contra denúncias de supostos maus tratos aos custodiados detidos nas unidades do Complexo Prisional de Piraquara após a morte do agente penitenciário Lourival de Souza, no dia 12 de agosto, lotado na Penitenciária Estadual de Piraquara I.

No dia do crime contra o servidor, inúmeras mensagens chegaram ao Conselho relatando supostas práticas de tortura e abusos praticados por agentes penitenciários a presos da PEPI. “Esses relatos demonstrariam uma escancarada represália à morte violenta do agente, abusos que teriam iniciado às 15 horas e se estendido noite adentro, sob o estúpido argumento de ‘investigar’ a autoria do atentado à vida da vítima, numa demonstração absurda de apropriação indevida da função da polícia judiciária”, afirma Isabel Kugler Mendes, presidente do Conselho da Comunidade da RMC.

O Estado e suas instituições não podem admitir que agentes da administração usem e abusem do exercício arbitrário das próprias razões, sob qual for a justificativa.

“O Conselho da Comunidade da RMC, como órgão regulamentado de execução penal, não se omitirá quanto a falta de controle do Estado sobre alguns de seus servidores, que, violando dever de ofício, ‘exigem’ da Secretaria da Segurança e das direções das unidades prisionais o ‘total fechamento de todas as movimentações de pessoas dentro dos presídios’, assim como a suspensão das visitas virtuais, seja pela absoluta falta de previsão legal, seja pelo fato de não se admitir punição coletiva contra presos, mormente quando fato de que o ataque ao agente penitenciário não ocorreu dentro de um estabelecimento penal”, diz a presidente do Conselho. 

Vale lembrar que ao Estado cabe a tutela para a solução dos conflitos, pois é ele que possui o monopólio da jurisdição, vedando dessa maneira, a justiça pelas próprias mãos.

“Não se admite mais a omissão, ou relativização, dos casos de torturas e maus-tratos praticados contra pessoas aprisionadas pelo Estado, sem que nenhuma medida mais eficaz contra esses abusos seja tomada.”

O documento foi encaminhado à Ouvidoria do Depen Nacional, Casa Civil do governo do Paraná, Ordem dos Advogados do Brasil – seção Paraná, Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná, Depen do Paraná, Câmara Deputados, Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e das Medidas Socioeducativas (GMF-PR) e a deputados estaduais paranaenses.

Fonte: CONSELHODACOMUNIDADECWB;COM

 

Ministro da Justiça demite delegado da PF que furou blitz em Brasília

Delegado fura bitz O ministro da Justiça André Mendonça demitiu o delegado da Polícia Federal que furou uma blitz no DF em março do ano passado. A demissão foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (6/8).

 Segundo consta no documento, David Sérvulo Campos deixa o cargo “por infringir o disposto no art. 43, incisos VIII e XLVIII, da Lei nº 4.878/65, ao praticar ato que importe em escândalo ou que concorra para comprometer a função policial e prevalecer-se, abusivamente, da condição de funcionário policial”.

O policial foi demitido ainda por descumprir “o disposto no art. 11, caput, da Lei n° 8.429, de 2 de junho de 1992, ao praticar ato de improbidade administrativa; observando-se, em consequência, o disposto no art. 137, parágrafo único, da Lei n° 8.112, de 1990”.

O Metrópoles procurou o Ministério da Justiça para confirmar o motivo da demissão do delegado, mas não havia recebido resposta até a última atualização desta matéria.

Preso após furar blitz

À época, o delegado disse, em depoimento na 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires), que desobedeceu os agentes de trânsito para socorrer o pai. Segundo o relato de Campos, o idoso, que teria problemas cardíacos, estava no veículo e precisava de medicamentos de emergência.

A ação foi gravada por uma câmara acoplada ao uniforme de um dos agentes do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF). Nas imagens, o delegado ignora os agentes, atropela uma moto da corporação e corta caminho pelo canteiro central da EPTG.

delegado da PF fura blitz

Material cedido ao Metrópoles

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Delegado da PF que furou blitz em Brasília é demitido por ministro da JustiçaImagem cedida ao Metrópoles

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À época, o delegado ignorou os agentes, atropelou uma moto e cortou caminho pelo canteiro central da EPTGMaterial cedido ao Metrópoles

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Ele foi preso em seguida e e autuado por dano ao patrimônio públicoMaterial cedido ao Metrópoles

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Após pagar fiança de R$ 2 mil e assinar dois termos circunstanciados, David Campos foi liberadoMaterial cedido ao Metrópoles

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Material cedido ao Metrópoles

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Delegado da PF que furou blitz em Brasília é demitido por ministro da JustiçaImagem cedida ao Metrópoles

Campos foi detido e autuado por dano ao patrimônio público. O delegado foi liberado após pagar fiança de R$ 2 mil e assinar dois termos circunstanciados, por desobediência, em virtude de ele ter ignorado a abordagem dos agentes do Detran, e por dano a um bem particular.

Fonte: METROPOLES.COM

Pai é condenado a 42 anos de prisão por estupro e tortura dos filhos

 O juiz Carlos Arthur Ost Alencar, da 2ª Vara Criminal de Planaltina de Goiás, condenou um homem a 42 anos de reclusão por estuprar a filha de 10 anos e torturar e agredir a criança e seus irmãos de 12 e 13 anos com choques, serrote, paus e fogo. O pai chegou a cortar a orelha de um dos filhos com uma faca. Diante da gravidade dos fatos, o magistrado afastou o poder familiar do condenado em relação a dois filhos que ainda não atingiram a maioridade e ainda estipulou indenização por danos morais de R$ 400 mil.

O réu está preso preventivamente desde 2019, quando a denúncia contra ele foi recebida. O processo corre em sigilo, sendo que as informações foram divulgadas pelo Tribunal de Justiça de Goiás.

De acordo com os autos, os abusos físicos e psicológicos contra as crianças foram cometidos entre 2015 e 2017. Com relação à filha, que tinha 10 anos à época, o homem cometeu ‘conjunção carnal e outras práticas sexuais’.

Além disso, ela e seus dois irmãos eram agredidos pelo pai com paus, mangueira e serrote, por pretextos como não terem feito determinada tarefa doméstica. Em uma das ocasiões, um dos meninos sofreu um corte na cabeça e ficou desacordado, enquanto o pai saiu para o trabalho.

Também há no processo indicações de que o homem dava choques elétricos nos filhos, colocando fiação desencapada nos dedos dos menores e depois ligando na rede elétrica. Segundo o TJ-GO, em certa ocasião uma das crianças acabou ficando desacordada após receber os choques. O pai teria então agredido fisicamente a mesma para que acordasse e fosse submetida à nova sessão de tortura.

Em outra oportunidade, o homem colocou a mão das crianças no fogo, provocando queimaduras. Eram frequentes, também, os castigos físicos, como obrigar os três filhos a ajoelharem nos grãos de feijão e permanecerem na posição entre duas a três horas, diz a Corte.

O TJ-GO citou ainda outras condutas do pai: ele cortou a orelha de um dos filhos com uma faca; provocou enforcamento de uma das crianças até promover o desmaio; quebrou a mão de um dos filhos com um cabo de vassoura; amarrou uma garrafa plástica cheia de líquido no órgão genital de um dos meninos; e obrigava as crianças a comerem alimentos estragados e os filhos a ingerirem álcool e drogas.

Fonte: BEMPARANA.COM.BR

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