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Policial do Denarc é preso acusado de desviar drogas para traficantes

Ele avisava facção sobre operações policiais, segundo investigação.
Investigação do Ministério Público culminou em prisões na capital e interior.

policial do denarcUm investigador do departamento que combate o tráfico de drogas em São Paulo, o Denarc, foi preso sob a acusação de chefiar um bando que repassava drogas apreendidas a uma facção criminosa. Ele também é suspeito de avisar os traficantes sobre as operações que seriam realizadas pela polícia, inclusive na Cracolândia, na região central de São Paulo.

Bruno Luiz Soares Figueiredo foi detido no Campo Belo, na Zona Sul de São Paulo, e estava junto com a mulher, Vanilda Cândido, também acusada de participar do esquema. Os policiais dizem acreditar que Figueiredo se preparava para fugir, já que tinha um passaporte em seu poder.

A prisão ocorreu dentro da Operação Tormenta, deflagrada pela Polícia Civil em parceria com o Ministério Público de Campinas contra o tráfico de drogas. A investigação realizada pelos promotores durou cerca de seis meses.

A operação teve 35 mandados de busca e apreensão e 15 de prisão, sendo 11 já cumpridos – a maioria no interior do estado. Em Paulínia, dois suspeitos reagiram e acabaram mortos.

Nesta quarta (19), os promotores de justiça e os corregedores da Polícia Civil vasculharam o armário e a mesa de Figueiredo.

Segundo o promotor Jandir Neto, "houve dois vazamentos de operações relevantes", o que também comprometia a segurança dos agentes.

A investigação constatou que um dos carregamentos da quadrilha foi apreendido em agosto. No episódio, três cabos do exército foram presos em Campinas, no interior do estado, com 3 toneladas de maconha em um caminhão das Forças Armadas.

O Ministério Público e a Corregedoria dizem acreditar ainda que o casal tenha ligação com a droga e as armas apreendidas no Cine Marrocos, no centro da capital, também em agosto. Nessa operação, 32 pessoas foram presas.

A Secretaria da Segurança Pública disse que um procedimento disciplinar administrativo foi aberto para apurar a conduta do investigador. Esse procedimento pode culminar na expulsão do policial.

Fonte: G1

Detento denuncia que foi estuprado dentro de presídio mineiro

Vítima disse à PM que abuso mais recente ocorreu no último sábado (20) e relatou o caso ao médico da unidade. G1 aguarda retorno da Seap.

presidio mineiroUm detento de 22 anos denunciou que foi estuprado várias vezes dentro de uma cela no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) em Juiz de Fora. O caso foi registrado no início da noite desta segunda-feira (22) pela Polícia Miltar (PM).

O G1 entrou em contato com a Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap) e aguarda retorno.
O jovem contou ao médico de plantão que o último dos vários estupros que sofreu ocorreu na noite do último sábado (20) e apontou seis detentos com idades entre 19 e 40 anos como os autores e um de 23 anos que o agrediu fisicamente. O médico comunicou o caso ao agente penitenciário, que acionou a PM.
O rapaz confirmou aos policiais que foi forçado a manter relações sexuais com diversos presos. Ele disse que os agressores usaram força física e que foi ameaçado de morte se contasse aos agentes penitenciários. Ao ser questionado se tinha ferimentos causados pelas agressões físicas, ele disse que não estava machucado. Além disso, explicou que os outros desenharam imagens do órgão sexual masculino no corpo dele.
Os agentes encaminharam o detento para atendimento especializado no Hospital de Pronto Socorro (HPS). Segundo a ocorrência, foi confirmado o ato libidinoso e que o rapaz apresentava laceração anal. Após ser medicado, ele foi liberado e reconduzido até o sistema prisional.
De acordo o Registro de Evento de Defesa Social (Reds), os detentos aprontados como os agressores não foram ouvidos pelos policiais, porque os agentes realizavam um procedimento no sistema prisional. Eles também não foram encaminhados ao Plantão da Polícia Civil porque os militares foram orientados a registrar o caso e encaminhar para a Delegacia Distrital responsável pelo Bairro Linhares, onde fica o Complexo Penitenciário.
A assessoria da Polícia Civil informou que o caso será encaminhado para investigação na 5ª Delegacia.
Polícia investiga agressão a outro detento
Nesta segunda-feira (22), a Polícia Civil abriu investigação sobre a suposta agressão a um outro detento do Ceresp. O rapaz de 24 anos está internado no Hospital de Pronto Socorro (HPS) em estado grave.
A Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap) também instaurou uma investigação interna para apurar administrativamente o procedimento da unidade durante o atendimento ao preso.
De acordo com a PM, o detento foi internado com insuficiência respiratória e a direção foi informada pelo médico do diagnostico dele, de forte edema na traqueia, provavelmente provocado por enforcamento.
Conforme a ocorrência, ele não quis falar o que causou a lesão. O inspetor que conversou com a equipe informou que o rapaz estava na cela de internação da enfermaria com outros 11 detentos. O autor não foi identificado, mas a ocorrência lista nove suspeitos, com idades entre 22 e 41 anos.

Procurador da República é preso por repassar informações a investigados

procurador angeloO procurador de República Ângelo Goulart Villela, alvo de um mandado de prisão nesta quinta-feira, 18, é suspeito de negociar propina para vazar informações de investigações sobre a JBS. Conforme a delação de Joesley Batista, acionista do grupo, e outros elementos de prova colhidos pela Procuradoria-Geral da República (PGR), o esquema teria envolvido a negociação de pagamentos de R$ 50 mil mensais ao ele.

Villela é integrante da equipe do vice-procurador geral eleitoral, Nicolau Dino, e recentemente estava cedido à força-tarefa das operações Greenfield, Cui Bono e Sépsis, que apura crimes relacionados à JBS. Joesley e os outros delatores da JBS teriam entregado provas de que o procurador repassou dados das apurações em curso aos investigados.

O procurador teria tido encontros com representantes da JBS sem comunicar aos colegas. Conforme as colaborações, numa ocasião, teria ligado para um dos investigadores da força-tarefa, na presença de integrantes do grupo empresarial, e colocado a conversa em viva-voz. Ele também teria tirado uma cópia de diálogo de procuradores sobre do caso, em grupo privado do Instagram, e repassado à empresa.

O procurador é suspeito ainda de gravar uma reunião na qual a força-tarefa tratava de uma possível colaboração do empresário Mário Celso Lopes, parceiro de negócios da J&F, holding que controla a JBS e outras empresas do grupo.

A reportagem não localizou nesta quinta-feira, 17, representantes do procurador alvo do mandado de prisão. O gabinete em que ele trabalhava, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi alvo de mandado de busca e apreensão.

Leia o comunicado enviado pelo procurador-geral aos membros do Ministério Público Federal:

Prezados colegas,

Foi deflagrada nesta quinta-feira, 18 de maio, mais uma fase do caso Lava Jato, especificamente a partir de investigações que correm perante o Supremo Tribunal Federal. O sucesso desta etapa, contudo, tem um gosto amargo para a nossa Instituição.

Há três anos, revelou-se um esquema criminoso que estarrece os brasileiros. As investigações realizadas pelo Ministério Público Federal e outros órgãos públicos atingiram diversos níveis dos Poderes da República em vários Estados da Federação e, aquilo que, até então, estava restrito aos círculos da política e da economia, acabou chegando à nossa Instituição.

Exercer o cargo de Procurador-Geral da República impõe, não poucas vezes, a tomada de decisões difíceis. Nesses momentos, o único caminho seguro a seguir é o cumprimento irrestrito da Constituição, das leis e dos deveres institucionais. Não há outra forma legítima de ser Ministério Público.

A meu pedido, o ministro Edson Fachin determinou a prisão preventiva do procurador da República Ângelo Goulart Villela e do advogado Willer Tomaz. A medida está embasada em robusta documentação, coletada por meio de ação controlada. As prisões preventivas de ambos foram por mim pedidas com o objetivo de interromper suas atividades ilícitas. No que diz respeito ao procurador da República, o mandado de prisão expedido pelo STF foi executado por dois procuradores regionais da República com o auxílio da Polícia Federal. Também foram realizadas buscas e apreensões em seus endereços residenciais e funcionais. Foi pedido ainda o afastamento do procurador de suas funções no Ministério Público Federal. Determinei também sua exoneração da função de assessor da Procuradoria-Geral Eleitoral junto ao TSE e revoguei sua designação para atuar na força-tarefa do caso Greenfield.

O membro e o citado advogado são investigados por tentativa de interferir nas investigações da referida operação, que envolve o Grupo J&F, e de atrapalhar o processo de negociação de acordo de colaboração premiada de Joesley Batista.

A responsabilidade criminal do procurador e dos demais suspeitos atingidos pela operação de hoje será demonstrada no curso do processo perante os juízos competentes, asseguradas todas as garantias constitucionais e legais.

Como Procurador-Geral da República, cumpri meu dever institucional e adotei as medidas que a Constituição e as leis me impunham.

Sigamos confiando nas instituições republicanas.

Rodrigo Janot

Fonte: http://www.bandab.com.br

Polícia do Paraguai detém e entrega ao Brasil três supostos membros do PCC

pcc5A Polícia Nacional do Paraguai deteve, no norte do país, três cidadãos brasileiros suspeitos de integrar a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e os entregaram à Polícia Federal brasileira, informou nesta sexta-feira (28) o Ministério do Interior paraguaio. As informações são da agência EFE.

Os detidos foram capturados na localidade de Capitán Bado, no departamento de Amambay. Um deles foi identificado como Paulo César Alves Filgueira, também conhecido como Paulo Escopeta, um ex-policial militar procurado no Brasil e suspeito de realizar assaltos a bancos em diversas cidades do Paraguai.

Os três são considerados pela polícia brasileira como "criminosos perigosos" e supostos membros do PCC, assinalou o Ministério do Interior paraguaio em seu site.

Os homens foram presos porque estavam sem documentos e por terem, supostamente, entrado no Paraguai sem autorização do Departamento de Migrações. Posteriormente, a polícia paraguaia trocou informações com a polícia brasileira para confirmar a informação de que os suspeitos tinham ordem de prisão no Brasil. Eles foram entregues às autoridades brasileiras na fronteira entre os dois países.

Apesar de a Polícia Federal vincular os detidos ao PCC, o Ministério do Interior paraguaio não os relacionou ao assalto da última segunda-feira na sede da empresa de valores Prosegur em Ciudad del Este, quando milhões de dólares foram roubados em uma ação atribuída a essa organização criminosa.

Fonte: http://www.bonde.com.br

Gaeco apreende celulares e equipamentos em cela de policiais

A cela fica na Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos

gaeco apreensaoNesta sexta-feira, 5 de maio, o núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, cumpriu mandado de busca e apreensão na carceragem onde são mantidos presos policiais, na capital.

A cela fica na Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos. A ação foi deflagrada em decorrência de notícias de que policiais que estão presos na unidade tinham acesso a aparelhos de comunicação, notadamente telefones celular. Na cela foram apreendidos vários celulares, computadores, modens e roteadores para acesso à internet. O mandado foi expedido pelo Juízo da 4ª Vara Criminal de Curitiba.

Assessoria MP-PR

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