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Odebrecht usou policiais militares para pagar propinas a políticos

Sistema distribuiu ao menos R$ 37,9 milhões em São Paulo e R$ 81,8 milhões no Rio de Janeiro

d1701Uma tropa de policiais militares contratada pela empresa Transnacional e sua matriz no Rio de Janeiro, a Transexpert, foi usada para efetuar pagamentos ilícitos da Odebrecht que teriam como destinatários finais políticos e agentes públicos de diferentes estados. Operado pelo doleiro Álvaro Novis, o sistema distribuiu ao menos R$ 37,9 milhões em São Paulo e R$ 81,8 milhões no Rio de Janeiro entre 2011 e 2014. O esquema foi denunciado pelos próprios PMs em depoimentos nos inquéritos da Lava Jato.

Dia sim, dia não, os oficiais se apresentavam à paisana às 8h na garagem da sede da Transnacional, na Vila Jaguara, bairro que fica entre o 14.º o 49.º batalhões da PM. Ali, recebiam uma relação de endereços, recibos e senhas e saíam em duplas em carros blindados lotados de dinheiro. Os veículos Volkswagen Polo tinham sido comprados do Grupo Petrópolis, também usado pela Odebrecht para distribuir caixa 2 de campanha.

Só em São Paulo, ao menos oito PMs da ativa ou aposentados atuaram na distribuição de dinheiro, ganhando R$ 180 por dia de trabalho – mais do que o ganho diário de um cabo. Grandes quantias, como R$ 500 mil, eram entregues pelos policiais diretamente aos intermediários indicados pelos políticos em suas residências e escritórios.

A exceção era quando a Odebrecht pedia ao doleiro um entregador com “boa apresentação”. Nestes casos, era um funcionário de Novis chamado Rogério Martins que fazia os pagamentos. Já quando havia muitos pagamentos menores, como R$ 50 mil, agendados para o mesmo dia, os PMs levavam o dinheiro até um quarto de hotel onde Martins se hospedava e aguardava os portadores dos políticos buscarem os valores. Um carro-forte da Transnacional ficava estacionado em local estratégico servindo de ponto de distribuição.

Depoimentos

Todos esses detalhes foram revelados à Polícia Federal e a procuradores e promotores de São Paulo e do Rio pelos próprios PMs e por funcionários das empresas envolvidas em uma série de depoimentos concedidos no ano passado nos inquéritos da Lava Jato. Isso só foi possível depois que Álvaro Novis decidiu colaborar com os investigadores após sua segunda prisão, em 2017, e revelou como operava os pagamentos por meio das transportadoras.

Em dezembro daquele ano, o gerente da Transnacional, Edgard Augusto Venâncio, entregou à PF um arquivo com centenas de conversas mantidas por Skype com os policiais que faziam as entregas nas ruas. Nas mensagens aparecerem nomes, endereços e até telefones dos intermediários que teriam recebido a propina. Com base nessas conversas foi possível identificar quem fez cada entrega.

Considerados “testemunhas colaboradoras”, os policiais viraram peça-chave da última etapa da investigação: a comprovação dos pagamentos listados nas planilhas da Odebrecht. Todos eles afirmaram aos investigadores que não sabiam a origem do dinheiro e nem quem eram os destinatários.

O PM cabo Silva, por exemplo, admitiu ter ido ao menos uma vez em 2014 entregar dinheiro no prédio onde um assessor do senador Ciro Nogueira (PP) tinha um apartamento alugado em São Paulo. O parlamentar é acusado de ter recebido R$ 1,3 milhão da empreiteira naquele ano. Ciro Nogueira e o assessor negam que tenham cometido irregularidades e recebido repasses ilegais da construtora.

Contribuição maior aos investigadores foi dada pelos policiais Abel de Queiroz, que ainda está na ativa no 14.º Batalhão, e Wilson Francisco Alves, que se aposentou em 2016. À PF, os dois reconheceram o escritório de advocacia de José Yunes, amigo e ex-assessor especial do ex-presidente Michel Temer, como um dos locais onde levaram malotes de dinheiro a serviço da Transnacional.

Temer é acusado de ter recebido R$ 1,4 milhão da Odebrecht. Em setembro do ano passado, a assessoria do Palácio do Planalto apontou “perseguição” ao então presidente ao rebater o inquérito da Polícia Federal. A assessoria disse que o pedido de apoio formal para campanhas eleitorais à Odebrecht ocorreu “dentro de todos ditames legais” e “todos os registros foram feitos em contas do PMDB e declarados ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ”

A defesa de Yunes sustenta que ele não era intermediário de ninguém e que nunca teve contato com os policiais.

Cunha

Segundo os depoimentos dos policiais militares nas investigações envolvendo os repasses da Odebrecht, o mesmo esquema de distribuição de dinheiro a políticos foi operado no Rio pela transportadora Transexpert.

O policial militar José Walber Francisco dos Santos disse aos investigadores que fazia entregas diárias de dinheiro no escritório do deputado cassado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha também em carros blindados descaracterizados. Ele atuou na transportadora entre 2010 e 2015 e chegava a fazer até 15 pagamentos por dia.

Tanto a Transnacional quanto a Transexpert faliram depois que a Lava Jato descobriu seus envolvimentos no esquema da Odebrecht. Ex-dirigentes e funcionários das empresas estão colaborando com as investigações. A reportagem não conseguiu contato com os representantes das empresas ou seus advogados.

Investigação

A Polícia Militar de São Paulo instaurou procedimento disciplinar para investigar a conduta de sete policiais que admitiram à Polícia Federal terem trabalhado na transportadora de valores usada pela Odebrecht para entregar dinheiro de propina e caixa 2 a políticos na capital paulista. Seis deles estavam na ativa em 2014, quando foi feita a maior parte dos pagamentos investigados pela Lava Jato.

A Lei Orgânica da polícia, sancionada em 1979, proíbe que os policiais exercem uma atividade paralela, o chamado bico. Embora sejam considerados apenas testemunhas colaboradoras pela PF, os agentes podem sofrer sanções administrativas que vão de advertência à demissão caso a Corregedoria da PM conclua que eles descumpriram o código disciplinar.

Fonte: UOL

Justiça condena 12 funcionários da antiga Febem por tortura

Eles foram condenados por agredir 68 adolescentes, mas Ministério Público diz que houve 111 vítimas. 

d1101 MP pede aumento da pena de 12 agentes da antiga Fundação Casa, em SP

A Justiça condenou doze funcionários da antiga Febem, hoje Fundação Casa, pelo crime de tortura. É a maior condenação por esse tipo de crime cometido por pessoas ligadas à instituição.

Os crimes ocorreram em 2005, na Unidade da Vila Maria, na Zona Norte da capital paulista. Na sentença, o juiz diz que os funcionários agiram com “extrema crueldade”. Imagens feitas pela Promotoria da Infância e Juventude mostram que os internos foram agredidos com paus e ferros.

O Ministério Público sustentou que, como os ferimentos foram feitos por trás, fica claro que os adolescentes não estavam enfrentando os agentes, o que caracteriza prática de tortura.

Os agentes foram condenados por agredir 58 adolescentes, mas o Ministério Público afirma que foram 111 vítimas. A Fundação Casa, antiga Febem, diz que “não tolera qualquer tipo de violência e desrespeito aos direitos humanos”.

Os doze condenados foram demitidos, mas dois acabaram reintegrados à instituição por decisão da Justiça.

Em agosto de 2016, a Organização dos Estados Americanos (OEA) determinou que o Brasil garanta a integridade dos adolescentes internados na unidade Cedro da Fundação Casa, no Complexo Raposo Tavares, na Zona Oeste da capital paulista. O governo tem dez dias para se manifestar contados a partir do dia 1º de agosto.

A decisão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) foi feita a partir de pedido da Defensoria Pública de São Paulo em julho de 2015 após denúncias de tortura antecipadas e divulgadas pelo G1 no mesmo mês. Ao menos 15 adolescentes foram agredidos em junho do ano passado, de acordo com a denúncia.

Justiça condena 12 funcionários da antiga Febem por crime de tortura em 2005

Justiça condena 12 funcionários da antiga Febem por crime de tortura em 2005 

Fonte: G1

Policial é flagrado fazendo sexo no estacionamento de delegacia em Lages

Vídeo que circula nas redes sociais foi feito em dezembro. Polícia Civil informou que abriu um inquérito para apurar o caso.

d0801 Um agente da Polícia Civil foi flagrado fazendo sexo no estacionamento de um prédio onde funciona a 1ª Delegacia de Polícia e a Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (Dpcami) em Lages, na Serra catarinense.

As imagens, que circulam nas redes sociais, teriam sido gravadas no dia 26 de dezembro, segundo apontam as investigações da Polícia Civil. Ainda de acordo com a corporação, o agente, que trabalha no local, não estava em horário de serviço.

A polícia informou que abriu um inquérito para apurar a conduta do servidor. O caso foi encaminhado à Corregedoria-Geral. Além disso, a polícia disse que o agente foi designado para outra atividade provisoriamente - a função não foi informada.

De acordo com a Polícia Civil, a mulher que aparece nas imagens não atua na corporação. 

Fonte: G1

PM excluído por deserção desaparece e casa é encontrada com marca de sangue

PM excluído da corporação por deserção está desaparecido após quarto ser encontrado revirado e com manchas de sangue

d3112Rodrigo Lourenço, que atuou no 22º Batalhão da Polícia Militar, em Colombo, está desaparecido. A casa onde ele mora foi encontrada revirada, com manchas de sangue no quarto. Na última vez que falou com ele, a irmã disse que Rodrigo pediu dinheiro. De acordo com a ela, um vídeo enviado do próprio celular do irmão mostra a cena dentro da casa. Veja abaixo!

PM desaparecido em São José dos Pinhais

Rodrigo Lourenço mora em São José dos Pinhais. Na casa do ex-PM, uma cama manchada de sangue num quarto todo revirado. A casa tem dois quartos. No outro, ficava o homem que dividia a moradia com Rodrigo - um colega de farda, que vamos manter no anonimato.

Segundo a família, eles se conheceram quando ambos estavam presos. Rodrigo respondeu por organização criminosa. Já seu parceiro de casa, por duplo homicídio. Os dois foram expulsos em novembro da corporação.

A reportagem da RICTV Curitiba entrou em contato com o ex-PM que mora com Rodrigo, com o número de onde partiu a imagem feita de dentro da casa, segundo a irmã de Rodrigo.

O homem que atende e que não vamos identificar é o ex-PM amigo de Rodrigo. Ele desconversa, diz que está ocupado e pede para ligar mais tarde.

Quem entrou na casa do ex-pm desaparecido e fez as imagens da cama com sangue? Quem era a mulher que atendeu o telefone de onde partiu a gravação? E, ainda, por que ela estava com o outro ex-PM, amigo do desaparecido? Por enquanto, o caso ainda é um mistério investigado pela Polícia Civil.

"Eu não sei o que fazer. Só quero achar meu irmão, com vida. Só isso que eu quero", diz a irmã.

Em nota, a Polícia Militar informa que:

O 22º batalhão de polícia militar informa que existe um boletim de ocorrência registrado no dia 26 de dezembro deste ano que menciona um endereço que supostamente seria do ex-policial militar, porém as informações coletadas junto às pessoas que estavam no local apontam violação de domicílio. por se tratar desse tipo de situação no local, e por a polícia civil e a criminalística também terem comparecido no local, as informações foram repassadas a estes órgãos para medidas cabíveis.

o ex-militar estadual ingressou na corporação em 2012 e foi excluído em 2018 por deserção, no entanto, respondeu a outras questões disciplinares e criminais enquanto ainda estava na pm.

a investigação está a cargo da polícia civil, pois ele não é mais policial militar e por isso não cabe investigação à corporação militar.

Fonte: ricmais

Justiça interdita a Penitenciária Nelson Hungria, na Grande BH

Na decisão, o juiz Wagner Cavalieri proíbe a entrada de novos detentos no local. A penitenciária tem capacidade para 1.640 presos e abriga hoje cerca de dois mil.

d2812 O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) determinou nesta segunda-feira (24) a interdição da Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com o juiz Wagner Cavalieri, da 1ª Vara da Fazenda Municipal da cidade, o local não poderá receber mais presos até que seja regularizada a capacidade do complexo.

Segundo o juiz, a penitenciária só pode abrigar 1.640 detentos. Hoje ela está com cerca de dois mil presos. Ainda de acordo com a Justiça, mais de 30 pessoas fugiram do local só este ano.

“Há uma inércia jamais vista por parte de autoridades responsáveis pela manutenção e funcionamento do Complexo Penitenciário Nelson Hungria, transferindo o peso da responsabilidade para a atual direção e para os agentes que lá trabalham. Também é dos detentos e dos familiares piorou”, disse o juiz em sua decisão.

Na madrugada desta segunda-feira um preso ficou ferido tentando escapar da penitenciária. Segundo a Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap), um grupo foi flagrado pela equipe de plantão tentando escapar pelo telhado do anexo 1.

Um dos presos, que usava uma corda feita com retalhos para escapar, caiu e precisou ser levado para o hospital municipal da cidade. 

 A Justiça determinou também que 600 agentes prisionais trabalhem na Nelson Hungria. Hoje seria 540 os servidores responsáveis pela penitenciária. O juiz também cita na decisão a morte de um preso que não teria sido esclarecida.

Em nota, a Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap) informou que vai cumprir a determinação e que um processo seletivo para agente de segurança penitenciário está em andamento.

A Seap disse ainda que a Nelson Hungria é uma das unidades prisionais que mais receberam investimentos ao longo deste ano.

A penitenciária já havia sido parcialmente interditada em abril. De acordo com o juiz, de nada adiantou a determinação. 

Fonte: G1

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