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UFRJ sofre o maior furto de livros raros do Brasil

Retirada de 303 obras é a maior registrada. Suspeito é ladrão famoso, que terá vida retratada em filme financiado com verba pública – o que revoltou vítima

d2710A antiga Biblioteca Central da Universidade do Brasil – atual Biblioteca Pedro Calmon, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que abriga raridades do tempo do Império – foi furtada no ano passado, e agora, terminado o levantamento do que sumiu das prateleiras, o que se descobriu é um espanto: o maior furto de livros raros já registrado no País.

Desapareceram 303 obras raras, entre elas os 16 volumes da primeira edição dosSermõesde padre Antônio Vieira (1679) e quase toda a coleção Brasiliana do acervo, composta por livros de viajantes europeus que registraram flora, fauna e costumes do País dos séculos 17 ao 19. Sumiram preciosidades comoExpédition dans les parties centrales de l’Amérique du Sud(1850-1859), do naturalista inglês Francis de Castelnau, com centenas de litografias pintadas a mão; os quatro volumes de um livro do etnógrafo alemão Thomas Koch-Grümberg, pioneiro da fotografia antropológica, com 141 fotos de indígenas da região dos rios Japurá e Negro, na Amazônia, retratados entre 1903 e 1905. O principal alvo foram obras com gravuras, que costumam ser cortadas a navalha e vendidas separadas.

A suspeita é de que o furto tenha se desenrolado ao longo de meses, durante uma reforma no prédio, em 2016. As estantes foram fechadas com bolsas de plástico preto – e foi dentro delas que os ladrões trabalharam.

A princípio, o crime parecia pequeno. Dois criminosos – Laéssio Rodrigues de Oliveira, 44 anos, ex-estudante de biblioteconomia envolvido em furtos de livros desde 2004, e Valnique Bueno, seu comparsa – foram presos pela polícia paulista em novembro, por furtar obras das faculdades de Arquitetura e Direito da USP. Como havia com eles cinco raridades da UFRJ, deu-se o alarme na Praia Vermelha. Hoje, seis meses depois, com o inventário feito, entende-se a dimensão do rombo, bem maior do que uma dezena de exemplares – além dos 303 raros, sumiram ainda outros 120 livros antigos. Não há estimativa oficial de valores, mas, no mercado, é possível ter uma ideia: apenas os 27 livros apontados como “mais raros” entre os furtados valem entre R$ 380 mil e R$ 500 mil, segundo um avaliador consultado peloEstado.

“O ladrão sabia o que roubar, não pegou a esmo”, diz o delegado Marcelo Gondim Monteiro, titular da Delegacia de Atendimento ao Turista de São Paulo, que prendeu Laéssio e seu comparsa em novembro. “Câmeras de segurança mostram claramente a dupla furtando as bibliotecas da USP. Já na UFRJ não há imagens, mas o prendemos por receptação. A ligação ao furto no Rio são os próprios livros encontrados com ele, além de vários ex-libris retirados de livros da UFRJ jogados em uma lixeira na casa dele”, diz o delegado. Em março, outros três livros da Pedro Calmon foram recuperados pela Receita – seguiam à Europa e tinham como remetente o CPF de Laéssio. Como ocorreu em uma instituição do governo, a investigação passou para Polícia Federal, no Rio.

Figura conhecida. Ainda sem saber do estrago do furto na instituição carioca, quem trabalha na área comemorou a prisão de Laéssio. Ele é velho conhecido da classe, envolvido em crimes do tipo desde 2004 – foi condenado pelo menos três vezes por furto e receptação de livros raros e indiciado pela mesma razão “inúmeras vezes” no Brasil todo, como indica uma das decisões judiciais. Os maiores acervos de livros do País já foram suas vítimas, como Biblioteca Mário de Andrade, Museu Nacional, Biblioteca Nacional, Museu Histórico Nacional, Fundação Oswaldo Cruz, Biblioteca Pública do Paraná e Palácio do Itamaraty, entre outros.

A maior parte dos livros subtraídos nunca foi recuperada – o índice de recuperação é de 40%, segundo Raphael Greenhalgh, da Universidade de Brasília (UnB), autor de tese de doutorado sobre a “economia do crime” em roubos de livros, em que analisa os maiores furtos de livros raros do País – nenhum tão numeroso quanto o da UFRJ . Quando retornam, é comum que venham adulterados. Em um dos crimes pelos quais Laéssio foi condenado, por furtar o Museu Nacional, 14 livros raros tiveram as ilustrações navalhadas.

O filme.Com o novo crime, o pessoal das bibliotecas voltou a atentar para Laéssio – e o que descobriram causou revolta. A vida do criminoso vai virar filme, financiado com dinheiro público. “Confissões de um Ladrão de Livros” é o título do projeto, apresentado à Agência Nacional do Cinema (Ancine) pela Boutique Filmes. A agência autorizou captação de patrocínio de R$ 771 mil por meio da Lei do Audiovisual, que prevê isenção fiscal. Até aqui a produtora recebeu R$ 600 mil para o projeto, da Globo Filmes e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O fato de um notório ladrão de acervos públicos receber apoio do governo para ter sua vida retratada em filme levou vítimas a se unirem para protestar. A Câmara Técnica de Segurança de Acervos do Arquivo Nacional, ligada ao Ministério da Justiça, prepara um documento de repúdio à produção. “Vamos nos mobilizar contra o que nos parece um escárnio. Procuraremos o Ministério da Cultura, os patrocinadores e vamos preparar cartas das instituições já prejudicadas por ele”, afirma Marcelo Lima, integrante da Câmara Técnica e coordenador de acervo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). “Nada contra fazer filme sobre criminosos. Mas, ao autorizar um patrocínio como esse, a Ancine chancela os danos ao patrimônio público.”

A sinopse do filme também causa descontentamento. Alguns trechos: “O melhor de tudo é que Laéssio é real, de carne e osso, e sua escalada no crime pode ser atestada por matérias jornalísticas, inquéritos policiais e processos judiciais (...)” e “ao longo de sua caminhada, Laéssio compôs um portfólio incalculável (...)”. Para as vítimas, são sinais de que o filme pode glamourizar a vida do ladrão. “Falta só colocar um nariz de palhaço nos servidores. É o fim da picada”, diz a bibliotecária Maria José da Silva Fernandes, diretora de acervo da Biblioteca Nacional. “Não é uma espécie de Robin Hood dos livros. O que ele faz é dilapidar as obras, retirá-las de uma instituição pública para vender a um colecionador particular”, afirma Luiz Armando Bagolin, ex-diretor da Biblioteca Mário de Andrade. “Tentei durante anos usar leis de incentivo fiscal para digitalizar o acervo, e não consegui. E agora o responsável por desgraças à cultura nacional consegue?”, diz José Tavares Filho, bibliotecário responsável pelo acervo da Pedro Calmon, na UFRJ.

A Boutique Filmes afirma que a sinopse foi feita antes de a produção começar de fato, e o resultado não será a glamourização da vida de Laéssio (leia maisaqui).

Após o furto do ano passado, a UFRJ reforçou as trancas em portas e janelas da Pedro Calmon, e está instalando novas câmeras. Um último pente fino será feito em algumas coleções, para verificar se mais volumes sumiram. Quanto a Laéssio, apareceu outra novidade no início do mês: ele já respondia em liberdade aos casos da USP e UFRJ, mas foi preso de novo, no Rio, condenado pela Justiça Federal pelo furto ao Museu Nacional, em 2004. A pena é de 10 anos de cadeia, por furto qualificado com agravantes como “sério menosprezo à memória nacional”.

Os que cuidam dessa memória celebraram um pouco, mas continuam céticos: a sensação geral entre os bibliotecários é de que, como um deles escreveu, “roubar livros não dá cana no Brasil”.

Fonte: estadao

Recalcatti alerta para acúmulo de cadáveres no IML de Curitiba

d2310Em pronunciamento na Assembleia Legislativa nesta semana, o deputado Delegado Rubens Recalcatti (PSD) manifestou preocupação com a situação do acúmulo de cadáveres no Instituto Médico Legal (IML), de Curitiba. “O grande problema que temos hoje é que está lá um amontoado de cadáveres – cerca de 100 corpos – sem poder ser enterrados”, afirmou.

Recalcatti constatou o problema na terça-feira (17) pela manhã em visita ao IML e ao Instituto de Criminalística que, juntos, formam a Polícia Científica do Paraná. Ele foi recepcionado pelo diretor do IML, Carlos Alberto Peixoto. De acordo com o parlamentar, cerca de 70 corpos estão depositados no órgão há mais de um ano. “O mais antigo é de 2014”, informou.

Como o IML possui apenas 50 gavetas refrigeradas onde os corpos ficam transitoriamente, os cadáveres mais antigos estão acumulados em um único compartimento com refrigeração precária. “É uma situação muito complicada porque, para serem retirados e enterrados, são necessárias autorizações judiciais que não estão acontecendo”, explicou.

“Faço este pronunciamento porque a nossa preocupação é levar este problema ao conhecimento do Judiciário”, disse Recalcatti. Ele afirmou que também vai procurar o Ministério Público para negociar uma solução.  “Temos que resolver isso com urgência e o caminho correto é estabelecermos um plano para a destinação desses corpos”, afirmou.

A autorização judicial para serem removidos do IML se faz necessária porque a maioria dos corpos não possui identificação ou se encontra com algum problema legal. Recalcatti também visitou o diretor-geral da Polícia Científica, Hemerson Bertassoni, que confirmou o problema de acúmulo de corpos no IML.

NOVA SEDE – Uma das principais preocupações do deputado Recalcatti e de Bertassoni é que, em breve, será inaugurada a nova sede da Polícia Científica, que se encontra em fase final de acabamento, no bairro do Tarumã. “Não é possível que esses corpos também sejam transferidos para a sede nova, causando ainda mais problemas para o IML”, afirmou Recalcatti.

FOTO: Pedro de Oliveira / Divulgação Alep

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VEREADOR MAIS VOTADO DA HISTÓRIA DE ITU REVELA EM AUTOBIOGRAFIA QUE ‘JÁ SENTOU PORRADA’ EM MUITO ESTUPRADOR E ATÉ JÁ FOI ACUSADO DE JOGAR UM DELES NO RIO TIETÊ

Ex-engraxate  Reginaldo Carlota, que na infância passou fome e foi o menino mais pobre da escola,  também vendeu sorvetes, já foi entrevistado pelo Balanço Geral, CQC, Discovery Channel, AXN, Estadão e Folha de São Paulo, antes de ganhar estourado pra vereador com mais de 3 mil votos

d2010“Eu não espanquei ninguém, o cara provavelmente escorregou numa casca de banana e caiu”, relata o escritor, jornalista e atualmente vereador pela cidade de Itu, Reginaldo Carlota, de 42 anos,  em um trecho de seu livro autobiográfico “Faca na Caveira”, que está lançando agora.

A conversa em questão, é referente ao caso de um estuprador e assassino, capturado com a ajuda do vereador, que nos últimos 7 anos, se envolveu pessoalmente  em diversas caçadas a maníacos sexuais na cidade de Itu.

Em outro trecho do livro, ele revela em detalhes (muitos detalhes por sinal), como foi acusado de ter espancado um estuprador até quase a morte e depois jogado o criminoso ainda vivo, no Rio Tietê. E continua, contando que o maníaco em questão sobreviveu, mas acabou sendo assassinado em outra cidade, pouco tempo depois, por um outro crime. E é claro, explica que é inocente e foi acusado injustamente nesse caso. “Eu realmente já sentei porrada em muito estuprador vagabundo, mas no caso desse tarado que espancaram e jogaram no Tietê, foi coincidência, a pessoa que espancou o infeliz devia se parecer comigo, daí a confusão”, declara.

Extremamente polêmico, briguento e não por acaso com fama de “bad boy”, Carlota trabalhou 10 anos como repórter policial  e confessa que em nome da justiça, chegou sim a cometer “alguns excessos”, como estourar portões de casas, no pé, para resgatar cães que estavam presos, e até mesmo “sentar porrada em estuprador”.

No ano passado, ele decidiu concorrer pela primeira vez em uma eleição política e sem gastar praticamente nada, ganhou estourado, sendo eleito  vereador com 3168 votos, a maior votação que um vereador já fez na história da cidade de Itu.

O mais surpreendente, é que ele disputou com mais de 300 candidatos, muitos deles veteranos na política, com uma fortuna pra gastar, e venceu em primeiro lugar, com uma campanha de marketing simples e barata (custou exatos 5 mil reais) porém, tão ousada como ele próprio, focada quase que totalmente no Facebook. Ele não adesivou um único carro com seu nome e número, não realizou reuniões em casa alguma, não colocou uma única placa sequer em nenhum lugar, e surpreendentemente, também não jogou santinhos nas ruas. O máximo que fez na rua, e o fez com muita ousadia, foi contratar um grupo de meninas, que uniformizou com shorts e blusinhas pretas, com uma caveira branca no peito (símbolo do implacável vigilante “Justiceiro” da Marvel), para que o ajudassem a distribuir um jornalzinho de campanha, e seu santinho, nas ruas da cidade, nas manhãs de sábado.  Foi mais do que suficiente pra ganhar estourado.

SUPERAÇÃO E SUCESSO

Carlota é o único vereador de oposição em Itu, numa Câmara composta por 13 edis, e continua tão polêmico como era antes da eleição. “Se antes de ser eleito não pagava pau pra político safado e vagabundo, coisa que tem de sobra nesse país, imagine agora”, declara!

Seu livro “Faca na Caveira” (o título, inspirado no filme “Tropa de Elite”, foi seu slogan de campanha e tornou-se uma espécie de marca registrada sua), é repleto de revelações surpreendentes. Carlota perdeu a mãe com apenas 5 anos de idade, viveu na miséria absoluta na infância, chegando inclusive a passar fome e ir de chinelinho de dedo pra escola, em pleno inverno. Aos 10 anos de idade, começou a trabalhar como engraxate e vendedor de sorvetes,  e enquanto seus amigos se deslumbravam com a famosa cola de sapateiro, que era a droga do início dos anos 80, ele se dedicava à leitura de centenas de livros, que emprestava da biblioteca da escola.

Entre 1999 e 2000, viveu praticamente como um andarilho, pegando carona em rodovias e dormindo em albergues noturnos de diversas cidades do interior de São Paulo, enquanto seguia a trilha de um assassino serial, que em 1984, estuprou e matou duas meninas em Itu.  “Esse assassino era um andarilho que perambulava sem rumo por aí, e para identificá-lo, eu tive que viver exatamente como ele vivia, foi assim que entrei na mente dele”, revela em detalhes no livro.

A busca pelo assassino, mais tarde identificado como sendo o serial killer Laerte Patrocínio Orpinelli, vulgo “Monstro de Rio Claro”,  resultou no livro-reportagem “O Matador de Crianças”, escrito por Carlota em 2010. A obra, publicada pelo próprio autor, sem ajuda de nenhuma editora, vendeu mais de 10 mil exemplares e fez com que  Carlota  fosse convidado para participar dos programas policiais  “Instinto Assassino”, do Discovery Channel e do “Investigação Criminal”, do AXN, ambos exibidos no mundo inteiro e já reprisados diversas vezes.

O trabalho realizado como escritor e repórter policial também não passou despercebido entre a grande imprensa nacional, tanto que Carlota já foi destaque em jornais como Estadão, Folha de São Paulo, participou duas vezes do Balanço Geral da Record e uma do CQC da Band.

Considerado uma  espécie de celebridade local em Itu, sendo inclusive a única pessoa na região toda, a ter mais de 70 mil seguidores em suas duas páginas do Facebook, Carlota dificilmente consegue dar uma volta no shopping ou Centro da cidade, sem parar para tirar uma foto com alguns dos milhares de fãs que possui. Mas revela que anda quase todos os dias a pé pelo Centro da cidade e conversa numa boa com todo mundo. Todo mês ele doa uma parte do seu salário de vereador, que é de 10 mil reais, para um casalzinho de gêmeos, que perdeu a mãe algumas horas depois do parto, meses atrás.

Carlota é viciadíssimo em adrenalina, só dorme quatro horas por dia (passa as madrugadas lendo) e conta que pratica esportes radicais para não surtar. Ele costuma saltar de paraquedas, de um avião a 4 mil metros de altura e desce ladeiras de skate, a 60km por hora, sem nenhum equipamento de segurança. Já viajou por diversos países da Europa e da América do Sul, sendo que todo ano passa férias em Paris. E sempre que tem oportunidade, gosta de alugar uma Ferrari pra “dar uma voltinha”.

Nada mal, para quem ia de chinelinho de dedo pra escola, em pleno inverno, como revela no livro.

Lançado pelo selo editorial independente “Serial Books”, do próprio Carlota, “Faca na Caveira”  tem 112 páginas, capa dura com verniz localizado, e custa R$ 49,90. O livro pode ser adquirido diretamente com o autor, inclusive com autógrafo, através do WhatsApp (11) 97265-6655 ou do e-mail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar..

Reginaldo Carlota
Editor Chefe do Notícia Popular de Itu
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Novo secretário de Segurança Pública será interrogado como suspeito no caso dos grampos

d1610O novo secretário de Segurança Pública (Sesp), delegado Gustavo Garcia, será ouvido como suspeito no caso dos grampos ilegais em Mato Grosso. O delegado Flavio Stringueta, que auxilia a delegada Ana Cristina Feldner nas investigações, explicou que o interrogatório deverá acontecer no fim da próxima semana.

“Constou no depoimento da delegada Alana que o ex-secretário Rogers Jarbas colheu o depoimento, mas ele não estava presente na maior parte disto. Foi o Gustavo o verdadeiro inquisidor. O Rogers voltou apenas no final para corrigir alguma coisa ou acrescentar”, disse o delegado aoOlhar Direto.

Stringueta ainda acrescenta que isso teria sido parcialmente confirmado no depoimento do ex-secretário Rogers Jarbas. O atual comandante da Segurança Pública do Estado já foi notificado e deverá prestar depoimento na quinta-feira (19), na condição de suspeito. Porém, a data pode sofrer modificações.

O ex-secretário Rogers Jarbas foi denunciado pela delegada Alana Cardoso, por supostamente ter agido de maneira irregular ao interroga-la sobre o caso dos grampos praticados em Mato Grosso. No documento, Alana, que à época dos fatos respondia pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil, afirma que há diversas irregularidades além de “grave violação da legalidade” no ofício produzido por Rogers Jarbas, baseado no depoimento da delegada à Sesp.

“Houve violação grave a preceitos fundamentais como o devido processo legal, ampla defesa, presunção da inocência e principalmente à legalidade, já que a delegada foi ouvida sem qualquer procedimento formalmente instaurado perante superior hierárquico”, diz trecho do documento. A delegada disse ainda que não teve acesso ao documento produzido pela Sesp, salvo pelo que foi divulgado pela imprensa.

Em depoimento, tomado no dia 26 de maio, Alana Cardoso revelou que quando respondia pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil, recorria à interceptação telefônica, em parceria com promotores de Justiça do Gaeco, de modo a monitorar membros de organizações criminosas identificados nos presídios e para preservar a integridade do governador Pedro Taques (PSDB), à pedido do ex-secretário Paulo Zamar Taques, da Casa Civil.

Outro lado

A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) informou que não irá se pronunciar a respeito.

Grampos

Reportagem do programa "Fantástico", da Rede Globo, revelou na noite de 14 de maio que a Polícia Militar em Mato Grosso “grampeou” de maneira irregular uma lista de pessoas que não eram investigadas por crime.

A matéria destacou como vítimas a deputada estadual Janaína Riva (PMDB), o advogado José do Patrocínio e o jornalista José Marcondes, conhecido como Muvuca. Eles são apenas alguns dos “monitorados”.

O esquema de “arapongagem” já havia vazado na imprensa local após o início da apuração de Fantástico.

Barriga de aluguel

Os grampos foram conseguidos na modalidade “barriga de aluguel”, quando investigadores solicitam à Justiça acesso aos telefonemas de determinadas pessoas envolvidas em crimes e no meio dos nomes inserem contatos de não investigados.

Neste caso específico, as vítimas foram inseridas em uma apuração sobre tráfico de drogas.

Fonte: Olhardireto

Governo pede bloqueio de bens de Ratinho

d1110O apresentador Ratão, pai de Ratinho Junior (PSD), candidato ao governo do Paraná, foi alvo de pedido de bloqueio de bens.

Segundo a revista Época, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional pede busca de bens para quitar dívida tributária de R$ 74 milhões referente ao Imposto de Renda.

De acordo com a publicação da Globo, o apresentador contesta o método — de penhora — para cobrar as dívidas

Fonte:  esmaelmorais

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