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Cadeia para quem precisa, prêmio para quem merece

estatua justicaBrasília vive outra noção de tempo. O que acontecia em semanas ou meses pode agora se passar em dias ou horas. Fatos de impacto se sucedem numa velocidade inédita, sinalizando a cada minuto que vivemos um processo de mudanças profundas. Um aspecto óbvio das transformações em curso é a exaustão do grupo político que governa o país desde 2003.

Temos registrado aqui outras peculiaridades, nem sempre tão claras, da presente conjuntura. Na edição 14 da Revista Congresso em Foco, que circulou no final de 2014, mostramos que a combinação de crise política e econômica com as turbulências causadas pela Operação Lava Jato levariam o Brasil a passar por “dois anos de purgatório” até criar condições de retomar o crescimento, previsão que àquela altura muitos tomaram como pessimista (hoje não mais).

Chegamos a março de 2015 mostrando o jogo do PMDB para aprofundar a fragilidade de Dilma, por “ver na crise a oportunidade ideal para aumentar seu poder” (edição 16). Dois meses depois, na edição seguinte (17), refletíamos sobre a inédita força que o Parlamento alcançara sob a batuta de Renan e Cunha. Força, apontávamos, usada para produzir “aberrações” legislativas ao mesmo tempo em que os presidentes do Senado e da Câmara se recusavam a fazer o elementar, que naquele momento ninguém lhes cobrava: o afastamento dos cargos “até que ficasse provada sua inocência” nas bilionárias roubalheiras do petrolão, pelas quais ambos são investigados.

Na edição mais recente da nossa revista bimestral, abordamos dois temas que nos sugerem novas formas de pensar a crise, justificando uma vez mais a necessidade de uma publicação que procure ver as coisas além do imediatismo que nos consome a cada dia. Enquanto alguns alardeiam a fortaleza das instituições nacionais, documentamos sua incrível debilidade. Os famosos 7 a 1 impostos pela Alemanha são brincadeira de criança comparados com a surra que o banditismo político impõe à nação. Desde a Constituição de 1988 mais de 500 parlamentares federais foram alvo de acusações criminais apresentadas à Suprema Corte pelo Ministério Público. Só 16 foram condenados e apenas oito cumpriram – ou cumprem – pena de prisão. A impunidade dos poderosos é componente fundamental da descrença dos brasileiros nos políticos e na política. E o que se ouve por aí? “Ah, político é tudo igual”. “Sempre foi assim e sempre será”. “Certo estava Bezerra da Silva: ‘Se gritar pega ladrão, não fica um, meu irmão’”.

Apesar da visão crítica que cultivamos por dever de ofício, a experiência de acompanhar o Congresso nos mostra diariamente que a realidade não é essa. Não existem políticos sem defeitos, assim como seres humanos perfeitos são personagens restritos ao universo da ficção. Mas há, sem dúvida, mulheres e homens que se destacam positivamente na Câmara e no Senado. Pela dedicação ao mandato. Pelo preparo intelectual e participação nos debates. Pela capacidade de articulação. Pela oratória e poder de comunicação. Pelas leis que resultaram da sua atuação. Ou pela defesa que fazem de certas bandeiras. O Prêmio Congresso em Foco, que neste ano será entregue pela nona vez, é uma oportunidade de estimular a sociedade a apontar, ela própria, quem são esses congressistas (entre aqui para votar).

Reconhecê-los é um exercício sempre difícil num país cujo sistema político é moldado pela força do poder econômico, da corrupção, do fisiologismo, do aparelhamento estatal e do marketing enganoso. Mas é imperioso para identificar os aliados na travessia que a sociedade brasileira há de fazer para dar a política a dimensão nobre que ela deve ter. Esse percurso passa tanto pela premiação dos melhores quanto pela punição dos bandidos que deveriam estar na cadeia, mas encontraram no mandato parlamentar proteção para cometer crimes impunemente. Nos dois casos, sem partidarismos e colocando o jornalismo acima de qualquer outro interesse, queremos ajudar a cidadania a encontrar luz em meio ao nevoeiro que nos atormenta.

Quase 40% dos senadores têm pendências criminais

Pelo menos 30 dos 81 integrantes do Senado respondem a inquérito ou ação penal no Supremo Tribunal Federal. Condenado há dois anos, um deles recorre para não ir para a prisão. Confira o levantamento da Revista Congresso em Foco

Marcos Oliveira/Ag. Senado

senadores1Supremo tem denúncia contra Renan para julgar há mais de dois anos. Collor está a um passo de virar réu na Lava Jato

Quase 40% dos senadores estão sob investigação no Supremo Tribunal Federal (STF). Dos 81 integrantes do Senado, pelo menos 30 respondem a inquéritos ou ações penais na mais alta corte do país. As suspeitas vão de crimes de corrupção, contra a Lei de Licitações e eleitorais até delitos de menor gravidade, como os chamados crimes de opinião. Entre os investigados, 12 são alvos da Operação Lava Jato, como o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o ex-presidente da República Fernando Collor (PTB-AL), único senador denunciado até agora pela Procuradoria-Geral da República.

Veja aqui quem são os senadores sob investigação

Os dados são de levantamento exclusivo da nova edição da Revista Congresso em Foco. Desde agosto de 2013, o senador Ivo Cassol (PP-RO) vive com um pé no Senado e outro no Supremo. Primeiro e único senador condenado à prisão pela mais alta corte do país, Cassol se agarra a recursos para não ter o mesmo destino que seu colega de estado, o ex-deputado Natan Donadon (RO), que saiu da Câmara diretamente para o Complexo Penitenciário da Papuda. O ex- -governador foi condenado a quatro anos e oito meses de prisão, em regime semiaberto, e ao pagamento de multa de R$ 201 mil, acusado de ter direcionado licitações a empresas de conhecidos entre 1998 e 2002, quando era prefeito de Rolim de Moura (RO). Em setembro de 2014, o Supremo rejeitou as contestações de Cassol.

No fim do ano, a Procuradoria-Geral da República voltou a se manifestar contra o recurso apresentado pela defesa. A eventual confirmação da sentença implica o início do cumprimento da pena e a abertura do processo de cassação do mandato. Essa, porém, não é a única dor de cabeça dele na Justiça. Cassol é o senador com mais pendências no Supremo. Seu nome figura em dez investigações. Além da condenação, enfrenta duas ações penais, por calúnia e crime eleitoral, e outros oito inquéritos por peculato, improbidade administrativa, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, crimes contra o meio ambiente, contra o sistema financeiro e contra a Lei de Licitações. “Responderei apenas na Justiça o que devo a ela”, disse o ex-governador ao ser procurado pela reportagem.

Em princípio, ser investigado não indica qualquer problema. Afinal, em um regime democrático, todo cidadão é considerado inocente até que se prove o contrário. No STF, para realizar o julgamento de culpado ou inocente, aquele que é considerado suspeito passa por dois procedimentos. Primeiramente, o inquérito, etapa pré-processual para averiguar reais indícios da prática criminosa. Caso encontre elementos consistentes de que o investigado praticou o crime, a Procuradoria-Geral da República apresenta uma denúncia. Se o Supremo a aceitar, o parlamentar passa à condição de réu em ação penal. É nesta fase que ocorrem os julgamentos.

Desde janeiro de 2013, há um parecer da Procuradoria-Geral da República oferecendo denúncia contra o presidente do Senado, Renan Calheiros. Dois anos e meio depois, o pedido não foi analisado. Renan é acusado de peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso no Inquérito 2593, que apura crimes atribuídos a ele em 2007, quando teve de renunciar à presidência do Senado em meio a uma série de acusações. Atualmente, ele é investigado em outros três inquéritos da Lava Jato por corrupção e lavagem de dinheiro.

A PGR sustenta que o senador enriqueceu ilicitamente, forjou documentos para comprovar que tinha recursos para bancar despesas pessoais e teve evolução patrimonial incompatível com o cargo. Os fatos se referem à denúncia feita por Mônica Veloso, com quem tem uma filha, de usar dinheiro repassado por lobista da empreiteira Mendes Júnior para pagar pensão e aluguel da ex-amante. Pela mesma denúncia, Renan virou réu por improbidade administrativa na 14ª Vara da Justiça Federal de Brasília, em junho.

Como mostrou a Revista Congresso em Foco, dos mais de 500 parlamentares investigados pelo Supremo desde 1988, só 16 foram condenados pelos ministros. Desses, metade escapou da punição ou tenta revertê-la. Quase 25% dos casos envolvendo parlamentares arquivados pelo tribunal nos últimos anos foi para o arquivo por prescrição.

Veja a reportagem completa na Revista Congresso em Foco e saiba como a lentidão favorece a impunidade de políticos no Brasil.

Clubes Militar, Naval e da Aeronáutica representam na Procuradoria da República contra presidente da CUT; e muito mais...

Clubes Militar, Naval e da Aeronáutica representam na Procuradoria da República contra presidente da CUT

Posted: 19 Aug 2015 11:59 AM PDT

 
2a Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar." target="_blank">Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Os militares (pelo menos os na reserva) cumprem o seu dever de cidadãos, em defesa da Pátria, da Paz e da Ordem Social. Os Clubes Naval, Militar e de Aeronáutica apresentaram ao Ministério Público Federal, em Brasília, pedido de ação criminal contra Vagner Freitas de Moraes, Presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT). A queixa recebeu o protocolo nº 12831/2015, de 19/08/2015.

O motivo é a bravata cometida pelo líder sindical, no último dia 13 de agosto, em pleno Salão Nobre do Palácio do Planalto, quando ameaçou sair à rua, com armas, para defender a Presidenta Dilma de alguma espécie de golpe ou atentado. A atitude infantil e criminosa de Vagner já tinha sido repudiada pela Ordem dos Advogados do Brasil (mesmo que a contragosto, já que a OAB anda demais alinhada com atos do desgovernismo nazicomunopetralha.

Os três Clubes Militares solicitaram à PRR da 1ª região (Brasília-DF) que Vagner Freitas seja enquadrado nos crimes previstos nos artigos 18, 22 e 23 da lei nº 7.170/83. Os militares ficaram indignados com o discurso do dirigente máximo da CUT, que afrontou, claramente, a Ordem Pública. Vagner praguejou: “Iremos para a rua entricheirados, de arma na mão, se tentarem derrubar a Presidente Dilma” e “qualquer tentativa de atentado à democracia ou à senhora ou ao Presidente Lula, nós seremos o exército que vai enfrentar essa burguesia na rua”.    
Em nota conjunta, os três Clubes Militares advertem: "Coerentes com suas tradições, estaremos atentos ao andamento do processo". A reação contundente aos militares, buscando a via judicial contra a barbárie verbal cometida pelo dirigente da CUT acontece, exatamente, na véspera das manifestações nacionais convocadas para esta quinta-feira pelo PT, em várias cidades, em defesa do mandato da Presidenta Dilma Rousseff, impopular e desgastadíssima pelas manifestações populares de domingo passado.
 
A confusão institucional ficará mais grave se for confirmada a informação de que a Procuradoria Geral da República oferecerá denúncia contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
 
Por um País melhor


Falta o chefão


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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 19 de Agosto de 2015.

Enquanto grevistas gritam "Lewandowski traidor, respeita o servidor", STF dá recado a políticos da Lava Jato

Posted: 19 Aug 2015 03:29 AM PDT

 
Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar." target="_blank">Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Começa a se aproximar a tão aguardada hora do "juízo final" para os integrantes do governo do crime institucionalizado no Brasil. E nem é por causa do suposto medo de "um golpe militar", manifestado, a boca pequena, por alguns líderes políticos, e claramente invocado por apavorados integrantes da radicalóide banda nazicomunopetralha - que preparam para esta quinta-feira (20 de agosto) uma ruidosa manifestação, bancada com a poderosa arma de muita grana e sanduíches de "mortandela". A proximidade é indicada pelo comportamento dos magistrados.

O clamor das ruas, por mudanças estruturais no Estado brasileiro e contra a corrupção, surte efeito no órgão máximo do Judiciário. Ontem, o Supremo Tribunal Federal não só rejeitou um pedido de habeas corpus para um ilustre condenado na Lava Jato. O mais antigo ministro da Corte, Celso de Mello, até invocou o jornalista e político Carlos Lacerda, que, em 1954, pouco antes do suicídio de Getúlio Vargas, cunhou uma expressão que cairia perfeita na conjuntura atual: "Somos um povo honrado governado por ladrões".

Celso de Mello foi profundo em sua ironia comparativa - interpretada como um recado aos políticos que serão julgados no foro privilegiado: "Este processo de habeas corpus parece revelar um dado absolutamente impressionante e profundamente preocupante, o de que a corrupção impregnou-se no tecido e na intimidade de alguns partidos e instituições estatais, transformando-se em conduta administrativa, degradando a própria dignidade da política, fazendo-a descer ao plano subalterno da delinquência institucional".

O decano Mello mandou mais recados irônicos: "Honestamente, espero que essa situação denunciada pelo ilustre tribuno, parlamentar e jornalista (Carlos Lacerda) não esteja se repetindo no presente momento histórico e no contexto relativo a recentes administrações federais, pois se trata de um fato que não pode ser ignorado pela cidadania. A comprovar-se tal prática vergonhosa (os desvios da Petrobras), estaríamos em face de uma nódoa indelével, afetando o caráter e o perfil da política nacional. Espero que a frase de Lacerda não esteja a refletir a realidade presente e não se desenvolva no sentido de demonstrar que conspícuas figuras governamentais estejam envolvidas em práticas delituosas".

Também votando contra o Habeas Corpus a Fernando Baiano, o ministro Gilmar Mendes foi no mesmo embalo do decano. Depois de comparar que o Mensalão "não passou de um processo de pequenas causas" em relação ao Petrolão, e de reclamar da "má qualidade da gente que compõe o governo" (sem citar nomes), Gilmar Mendes detonou: "Desde já fica muito claro que é difícil separar o chamado mensalão do petróleo. Parece que eles estão, de alguma forma, consorciados. Podemos ter algumas diferenças de procedimentos, mas o seu núcleo duro é idêntico. E também a ideia de que partido e Estado se confundem, quem está no governo tem que se apropriar das benesses que se possa extrair do Estado. Um esquema dessa ordem não se instalaria sem uma clara nítida diretriz política. Estamos diante de uma forma de governança".

Enquanto Baiano era detonado pela unanimidade dos ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Carmem Lúcia e Teori Zavaski, algo institucionalmente grave acontecia no lado de fora da corte suprema. Ouviam-se buzinas e gritos: "Lewandowski traidor, respeita o servidor". Estas palavras de ordem gritadas ontem, por servidores do judiciário em greve, contra o Presidente do Supremo Tribunal Federal têm um significado simbólico: são apenas mais uma constatação do tamanho da crise institucional, política, econômica e moral no Brasil.

Detalhe importante: Todos os manifestantes estavam virados de costas para o prédio STF, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, enquanto o ministro trabalhava em seu gabinete. Os funcionários, que pedem aumentos de até 78,5%, estão pt da vida com Lewandowski que, após negociar com o governo, só conseguiu uma sinalização de reajuste de 41,47%. Lewandowski também enviou ao Congresso um projeto de lei com reajuste no salário dos ministros do tribunal em 16,38%. Se os parlamentares aprovarem a proposta, a partir de janeiro de 2016, o salário saltará de atuais R$ 33.763,00 para R$ 39.293,38.

Os segmentos esclarecidos da sociedade esperam que os ministros do STF façam jus ao bom salário, no julgamento da Lava Jato e em outras questões de relevância constitucional para o cidadão...

Quem tem carteira de trabalho?

 


Viralizou nas redes sociais o vídeo em que um oficial do Batalhão de Choque da PM de Minas Gerais perde a paciência durante invasão de um prédio em Belo Horizonte e avisa que só vai soltar quem tiver carteira de trabalho.

O protesto do militar é apenas um desabafo geral de cada brasileiro de bem e honrado que não aguenta mais ser governado por ladrões e vagabundos.

Tomara que essa moda pegue, e as autoridades passem a agir com rigor contra invasores de propriedade - que é crime.

O povo exige


Do sempre certeiro jurista Antônio Ribas Paiva, analisando a foto da imensa faixa exibida na Avenida Paulista, domingo passado, clamando por "Intervenção Constitucional, Já":

"A classe política perdeu a legitimidade porque foi pega roubando e traindo a Nação. Esse processo é irreversível. Tudo o que fizerem para salvar a pela suja será inócuo".  

Investigue-se

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou que a Polícia Federal abra inquérito para apurar a violação de sigilo bancário da LILS, empresa do ex-presidente Lula que gerencia suas palestras.
 
Cardoso ficou pt da vida com a reportagem da revista “Veja”, revelando um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), órgão do Ministério da Fazenda.
 
O documento vazado mostrou que, entre 2011 e 2014, a empresa de Lula recebeu R$ 27 milhões pelos serviços.
 
Deste total, R$ 10 milhões foram pagos por empreiteiras investigadas na Lava-Jato.

Transparência forçada
 
O efeito do balão Luleco começa até a surtir uns resultados forçados: 
O Instituto se viu obrigado a informar que Lula deu 70 palestras a 41 empresas, naquilo que a entidade classificou de “atividade legítima, que Lula exerce legalmente desde que deixou a Presidência da República, a exemplo de outros ex-presidentes do Brasil”:

Lula deu palestras às seguintes empresas e instituições: Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industriais (ABAD); Associação de Bancos do México; Abras — Associação Brasileira de Supermercados; América Latina Logística (ALL); Ambev; Andrade Gutierrez; Banco Santander; Bank of America; BBVA Bancomer; BTG Pactual; Camargo Corrêa; Centro de Estudos Estratégicos de Angola; Centro de Formacion y Estudios en Liderazgo y Gestion (CFELG - Colômbia); Cumbre de Negócios (México); Dufry do Brasil; Elektra; Endesa; Gás Natural Fenosa; Grupo Petrópolis; Helibrás; Iberdrola; IDEA (Argentina); INFOGLOBO; Itaú BBA; LG; Lojas Americanas; Microsoft; Nestlé; OAS; GDF Suez Energy Latin America; Odebrecht; Pirelli; Queiroz Galvão; Quip; Revista Voto; Sinaval; Telmex; Telos Empreendimentos Culturais; Terra Networks; Tetra Pak; UTC.

 
Em nota divulgada ontem, o Instituto Lula reclamou que a violação do sigilo é “criminosa” e “atinge não só um ex-presidente da República, mas toda a sociedade brasileira”.
Tiririca revisado
 
Ironia canina
 
Suposta invasão
 
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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 19 de Agosto de 2015.

A InsustANTÁvel

Posted: 19 Aug 2015 03:21 AM PDT

 
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira
 
A Anta está como os precAntórios. Escárnio mortal contra os que foram desapropriados ou lesados pelos desgovernos: federal, estadual ou municipal.
 
O cidadão não tem mais nenhum respeito pelos palhaços de capa preta que toleram (ou são coniventes) com esse assalto contra infelizes brasileiros.
 
O governo dá calote até em locadora de limousine no exterior. É da sua natureza.
 
A Anta está nua; só falta alguém sentar a pua.
 
Já viu a marinha que até um dos seus, do mesmo saco, é farinha.
 
Que o braço forte apoie o clamor de seus irmãos de sul a norte.
 
E a força etérea (porque não tem equipamento) faça calar o jumento barbudo, de quem maior xingamento busco, nenhum melhor que Homo-lusco.
 

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

"Amigos" do Lula

Posted: 19 Aug 2015 03:20 AM PDT

 
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Ernesto Caruso
 
As imagens próximas ao Instituto Lula no dia 16 de agosto não apresentaram os amigos do Sr Lula, os que normalmente são os comensais dos salões palacianos como no churrasquinho da “presidenta” Dilma, como parece. Lá estavam bem aparelhados outros “amigos” com camisetas e bonés da CUT, suporte logístico de ônibus fretados, sanitários químicos, tendas, bebida e churrasquinho. Presença de 5.000 a 600 pessoas, de acordo com as várias avaliações.
 
O chavão, “O Lula é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo.” soou artificial no evento patrocinado pela entidade sindical, que recebe recursos dos trabalhadores, mas de resultado pífio, inexpressivo diante da grandiosidade do espetáculo cívico das manifestações contra o governo de Lula/Dilma/PT.
 
Houve até convocação que não adiantou muito: “Seja como for, a vigília no Instituto Lula no próximo domingo será um ato de resistência ao avanço fascista... exorta a todo aquele que preza a democracia, a liberdade de pensamento e a liberdade de expressão a comparecer ao Instituto Lula. A melhor hora para chegar ao Instituto no domingo será no fim da manhã... quando os fascistas estarão saindo à rua para perpetrarem novo atentado contra o Estado de Direito e a democracia ao pedirem golpe.” Será que os 71% de reprovação ao governo Dilma são fascistas? Milhões presentes de um lado e 600 do outro!
 
A terceira reprovação popular ao lulopetismo no espaço curto de tempo entre março e agosto neste ano de 2015 apavora tanto a cúpula da estrela vermelha que mesmo na noite de domingo se fez presente no Palácio do Planalto, estranhamente com a presença do ministro da Defesa Jaques Wagner. Será que este está preocupado com a segurança nacional, que recentemente ao responder a uma jornalista disse que não quer nem ouvir falar dessa expressão?
 
A intenção de minimizar o volume da explosão popular contra o governo não condiz com as providências da “presidenta” no imediatismo da convocação de ministros e outros auxiliares, associadas às que o ex-presidente Lula articula com os entes ligados aos movimentos sociais tipo MST e sindicais, diante do clamor de uma nação inflamada pelo elevado grau de corrupção petista.
 
Óbvio que ligadas às preocupações, estão as denúncias que se aproximam do Lula, como a gravação da escuta telefônica autorizada sobre o executivo da Odebrecht no dia 15 de junho de 2015. O assunto abordado pouco importa com as atenuações que vão pretender justificar o contato, mas que pegou muito mal, não há dúvida. A pronta resposta da multidão está viva na memória dos brasileiros e registrada na imprensa internacional, nos dísticos referentes ao impeachment da Dilma, fora PT, e no gigante boneco do Lula em trajes de presidiário.
 
Parte da mídia bate na tecla na redução do número de participantes das manifestações, expressiva na primeira, com queda na segunda e aumento na terceira. Ora, os milhões de participantes nas capitais do país e muitas cidades do interior, nunca antes vistos, pintando as ruas de pujante tapete verde-amarelo de brasilidade são insuficientes para demonstrar o desconforto do povo? E mais, tapete verde-amarelo de descontentamento estampado nas primeiras páginas dos jornais do mundo inteiro, destacado pelas manchetes com a citação do nome Dilma Roussef.
 
O povo não vai sair do movimento ordeiro, respeitador do patrimônio público e privado, já chamado pelos petistas de fascistas e golpistas, para adotar a prática do exército bolchevique, ou milícias anarquistas bolivarianas, admirados por essa esquerda revolucionária.
 
Mas, vai exigir a extinção do projeto podre de poder e mudanças radicais na administração de todos os níveis dos poderes constituídos, com redução dos gastos públicos, do número de parlamentares, das mordomias, dos aumentos de salários que assinam em benefício próprio a descuidar dos aposentados e contribuintes que não contam com a assistência que lhes é devia.
 
E desconsiderar os recados de “juízo gente”, “exército do Stédile”, gente armada na esquina e os mais recentes do Secretário de Comunicação, Edinho Silva, “sevive um momento delicado com manifestações de intolerância política, cultural e religiosa.... nós respeitamos as manifestações, mesmo discordando com a agenda lá colocada inclusive pelo fim da democracia...”. Quais? As do impeachment, do fora Lula, PT nunca mais?
 

Ernesto Caruso é Coronel de Artilharia e Estado Maior, reformado.

Fim de Era

Posted: 19 Aug 2015 03:19 AM PDT

 
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Merval Pereira
 
A mudança qualitativa dos protestos ocorridos em todo o país no domingo não se mede em números, mas em símbolos. O boneco inflável do ex-presidente Lula como presidiário que surgiu em Brasília e hoje está em todos os lugares do mundo graças à criatividade liberada pela internet, marca o fim de uma era, quebra um mito, faz a ligação direta entre a corrupção e o chefe do grupo, responsável, na visão popular, pelos esquemas corruptos, e por ter colocado Dilma no Palácio do Planalto.
 
Dez anos depois do mensalão, quando seu nome era impronunciável, Lula aparece aos olhos da multidão como aquele que tem o domínio do fato. Pela terceira vez em oito meses, multidões vão às ruas em todo o país para rejeitar o governo Dilma, o que não deveria ser banalizado pelo governo se ele estivesse atuando dentro da realidade.
 
Como Collor na ocasião de seu impeachment, a presidente Dilma parece estar em outra realidade. Aos olhos de Ulysses Guimarães falando sobre Collor, a reprovação das ruas vale mais que uma eleição, pois desse plebiscito saiu o repúdio da praça pública àquele que, embora eleito, perdeu a legitimidade.
 
A tese de Ulysses foi lembrada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que pediu um gesto de grandeza como a renúncia à presidente Dilma, ou ao menos um ato de contrição. Pois Ulysses também falou da renúncia no caso do Collor, em uma entrevista ao Jô Soares que o Jorge Bastos Moreno resgatou em seu blog, lembrando os casos de Getulio e Jânio Quadros.    
 
Ulysses chegou a afirmar que a dimensão da praça pública “é maior do que na urna”. Collor morrera civicamente, decretou Ulysses, “morreu no respeito da nação e não acredita que morreu. É um fantasma”.  Não é mais presidente, pontificou.
 
Pois os petistas que hoje falam em golpe contra Dilma e alegam que 800 mil pessoas na rua não revogam 54 milhões de votos, naquela ocasião em que estavam na campanha para derrubar o então presidente Collor, não consideravam absurda a tese de Ulysses. E o próprio Lula, em declarações gravadas que circulam na internet para reavivar a memória dos mais esquecidos, disse que a maior lição dada pelo impeachment de Collor era que o povo enfim aprendera que os mesmos cidadãos que elegeram um presidente podem tirá-lo do poder.  
 
O frágil apoio que o senador Renan Calheiros está dando à presidente Dilma, portanto, não deveria ser suficiente para que o governo petista se sentisse seguro, pois, como bem salientou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no comentário que postou no Facebook, os conchavos políticos não garantem a legitimidade do governo.
 
Muito mais por que Renan, assim como Cunha, representa o que há de mais nocivo no fazer política do PMDB, a possibilidade sempre presente de uma traição. Enquanto interesses comuns os unem, Dilma e Renan caminharão juntos, mas, como gostam de dizer os peemedebistas, só até a beira do túmulo, pois ninguém cai na sepultura abraçado ao morto.
 
Depois das manifestações que chegaram até à porta da família Calheiros em Maceió, o presidente do Congresso deve estar menos à vontade na posição de garantidor do governo do que antes. Mas se os acordos de bastidores estão dando gás à presidente, as ruas continuam enviando suas mensagens.
 
Bastará um gesto desabusado por parte de Renan, como sentar em cima da análise das contas da presidente Dilma caso o Tribunal de Contas da União (TCU) eventualmente as rejeite - o que agora ficou mais provável, pois a responsabilidade final está nas mãos do presidente do Congresso - para que a indignação latente volte a se manifestar pelo país.  
 

Merval Pereira é Jornalista e membro da Academias Brasileira de Letras e de Filosofia. Originalmente publicado em O Globo em 18 de agosto de 2015.

O boneco de Lula

Posted: 19 Aug 2015 03:17 AM PDT

 
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Luiz Carlos Azedo
 
Nos protestos de domingo, além de pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff, os manifestantes intensificaram as críticas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por causa do envolvimento do PT no esquema de corrupção da Petrobras. Um boneco inflável de Lula vestido de presidiário dominou a cena na Esplanada dos Ministérios, imagem que correu o mundo. Era inimaginável algo parecido até então.

Dezenas de bonecos de Lula já foram atração nas campanhas do PT pelo Brasil afora, mas aquele da manifestação de Brasília, que todos puderam ver no noticiário de televisão, é o mais duro golpe que a imagem do ex-presidente da República sofreu até agora. É o sinal de que sua figura pública, de líder operário que chegou à Presidência, começa a ser “desconstruída”, principalmente pelo avanço da Operação Lava-Jato, que investiga o escândalo de corrupção da Petrobras.

O marqueteiro João Santana, que cuida da imagem da presidente Dilma Rousseff, após as manifestações de março e abril, já havia revelado que as pesquisas qualitativas relacionavam o ex-presidente às falcatruas na Petrobras. A imagem de Lula seria a de “poderoso chefão”; em contrapartida, Dilma era vista como uma “mulher honesta”, não envolvida no escândalo. Toda a estratégia de defesa do governo em relação à ameaça de impeachment foi traçada levando em conta essa pesquisa.

Com níveis de popularidade baixíssimos, Dilma exerce o mandato para o qual foi eleita em condições muito adversas, a maioria consequência das próprias decisões. Como não surgiram provas de que tenha se envolvido diretamente no escândalo e, constitucionalmente, não pode ser investigada no exercício do mandato, até agora, a oposição não reuniu condições legais para o afastamento dela. Dilma só poderia ser afastada por crime de responsabilidade (impeachment), pelo Congresso; ou abuso de poder econômico e crime eleitoral (cassação de mandato), pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Essa blindagem legal, porém, não é suficiente para manter em torno da presidente da República o bloco de forças que hoje garante a sustentação política dela. O poder de agregação do governo, com seus cargos e verbas, também não é o bastante. O que vem sendo decisivo para manter a sustentação política e social de Dilma Rousseff é a expectativa de poder que ainda é gerada por uma eventual candidatura de Lula em 2018, caso o governo retome o crescimento econômico até 2017.

Lula sabe disso e trabalha para se manter como candidato competitivo, agora mais do que nunca. Ocorre que a imagem dele está sendo corroída pelas revelações da Operação Lava-Jato, principalmente por causa das delações premiadas, que acusam o envolvimento profundo da cúpula do PT, sobretudo por seus tesoureiros, nos escândalos ocorridos no seu período de governo. A mais nova ameaça, nesse sentido, é o possível acordo do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, que ontem foi condenado, pela segunda vez, a 12 anos de prisão. A primeira condenação foi a 5 anos de cadeia.

Os responsáveis pela Operação Lava-Jato são os primeiros a dizer que o ex-presidente da República não está sob investigação, porém, Lula já não esconde dos aliados que está com as barbas de molho e pronto para reagir aos ataques. No caso do boneco de domingo, o petista acusou o golpe e divulgou uma nota repudiando a afronta que sofreu dos manifestantes. Usou o argumento de que foi prisioneiro, sim, mas na época da ditadura, por defender os interesses dos trabalhadores e a volta da democracia.

A invenção do Brasil

O jornalista Franklin Martins lançou em Brasília, a trilogia Quem foi que inventou o Brasil (Nova Fronteira). Resultado de 18 anos de pesquisas sobre o nosso cancioneiro popular — desde as primeiras gravações, em 1902, até a eleição de Lula, em 2002 —, o foco é a presença permanente da música na crônica política do país. Franklin começou a estudar o assunto em 1997, apaixonou-se pelo tema e resolveu contar a história da República sob a ótica musical. O resultado é uma obra de grande fôlego, com mais de mil músicas catalogadas e contextualizadas historicamente, a maioria das quais pode ser ouvida no site www.quemfoiqueinventouobrasil.com. Franklin foi diretor do jornal O Globo e da TV Globo em Brasília, e ministro da Comunicação Social no segundo governo Lula.

 

Luiz Carlos Azedo é Jornalista. Originalmente publicado no blog do autor em 18 de agosto de 2015.

Resposta de um "pretenso humorista" ao Instituto Lula

Posted: 19 Aug 2015 03:16 AM PDT

 
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Danilo Gentili
 
Um pretenso instituto publicou no Estadão uma nota cobrando de mim (um pretenso humorista, segundo eles) esclarecimentos a respeito de uma piadinha no twitter sobre um pretenso atentado a bomba na sede do "instituto" que teve como consequência gravíssima um furinho no portão.
 
Mesmo sendo do conhecimento de todos que me seguem nas redes sociais que sou humorista e que, através dessas plataformas, utilizo exageros, nonsense e outros recursos sempre com a intenção de brincar, reforço que levar a sério o que eu escrevo lá é tão racional quanto tentar prender a Cássia Kiss (não a Leila) por ter matado a Beatriz Segall (não a Odete Roitman). Ou tão irracional quanto dizer que não existe uma meta, mas que, quando atingida a meta, essa meta será dobrada.

Comediantes fazem P-I-A-D-A-S. E isso (ainda) não é crime. Mas cabe uma reflexão: a dificuldade de alguns em compreender isso estaria diretamente relacionada ao declínio da educação no país? Afinal, o Brasil ocupa o 60º lugar entre 76 países listados no ranking de educação, ficando atrás de Irã e Cazaquistão, e o pretenso governo responsável por tal índice adotou o slogan “Pátria Educadora” (atenção: essa piada não é minha). Sendo assim, não é de se espantar que a todo momento um humorista precise vir a público explicar que geralmente quando fala absurdos é com a intenção de brincar.
 
Só para ilustrar, outro dia mesmo, assisti a um pessoalzinho escandalizado com uma piadinha no twitter e, logo depois, vi essas mesmas pessoas defendendo o Zé Dirceu como herói, apesar da comprovação de seus crimes. Tudo leva a crer que a péssima qualidade do ensino realmente comprometeu a capacidade cognitiva de alguns. Ou, então, teremos de admitir que vivemos em um ambiente extremamente hostil à liberdade de expressão. Que o diga Larry Rohter! Por essas e outras, não me assusta mais saber que vivemos em um tempo no qual uma twittada é vista como algo mais grave do que o roubo de dinheiro público, que afeta principalmente a população mais carente - a qual essas mesmas pessoas dizem defender.
 
Porém, o que me surpreendeu nessa história toda foi a grande importância atribuída a mim, um (pretenso) humorista por uma “instituição" como essa. E, se conseguirem coagir um humorista que declaradamente pede para não ser levado a sério, irão atrás de quem na sequência? Caso seja verdade que o pretenso instituto apresentou medida judicial, responderei em juízo o que me foi perguntado.
Sabendo agora, no entanto, que entre todas as suas importantíssimas atividades o “instituto" também se dedica a pedir esclarecimentos públicos sobre assuntos de relevância nacional, como brincadeiras no twitter, aproveito a oportunidade neste espaço privilegiado, para pedir que ajudem também a responder a outras seis questões, certamente bem menos graves do que as minhas piadinhas:
1 -Conforme noticiado recentemente, um número de telefone desse pretenso instituto proporcionou uma ligação entre Lula e Alexandrino Alencar (preso na Lava Jato). Quando o Estadão pediu maiores esclarecimentos, negaram-se a dar. Poderiam esclarecer agora as relações de Lula com as empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato?
 
2- O “instituto" pode esclarecer se tem Zé Dirceu como herói nacional ou o considera um criminoso, tal qual reconheceu o Supremo Tribunal Federal?

3 - O pretenso instituto poderia ajudar a esclarecer o enriquecimento do filho do ex-presidente que lhe empresta o nome?

4 - O pretenso instituto confirma o relatório do COAF (Controle de Atividades Financeiras do Ministério da Fazenda), que considera a movimentação da empresa de Lula incompatível com seu faturamento?

5 - O pretenso instituto poderia pressionar os órgãos competentes para ajudar a esclarecer melhor o assassinato de Celso Daniel e pessoas que tiveram contato com ele?

 
6- Além de pedir esclarecimentos sobre piadinhas de twitter e lançar nota de repúdio contra um boneco gigante do Lula presidiário nas manifestações do último domingo, para que mais serve o “Instituto" Lula?

Agradecendo ao pretenso instituto que me proporcionou esse maravilhoso palanque, me despeço anunciando que quem quiser ler novas piadinhas pode me seguir no twitter @danilogentili."

 

Danilo Gentili é Humorista.

Senadores vão ao STF contra Cerra e a Chevron

DO SITE CONVERSA AFIADA

cerra

Esse Renan, esse Renan … A quem agrada ?

O Conversa Afiada reproduz o mandado de segurança que os senadores Roberto Requião, Telmário Mota e Lindbergh Farias protocolaram no Supremo para impedir o Golpe do Regimento Interno que o Renan aplicou para entregar o pré-sal à Chevron, como o Padim Pade Cerra prometeu no WikiLeaks.

Observe, amigo navegante, que um dos delcídios do PT no Senado não participa da ação.

Antes, recomenda-se a leitura de interessante post que se refere ao Padim Pade Cerra: é o do Ministro Bierrenbach, profundo conhecedor do fenômeno da corrupção.

LEIA AQUI A AÇÃO PROTOCOLADA:

http://www.conversaafiada.com.br/economia/2015/08/15/senadores-vao-ao-stf-contra-cerra-e-a-chevron/

Como Collor foi aceito no pomar mágico dos petistas

collorAo receber o controle de duas diretorias da BR Distribuidora, uma subsidiária da Petrobras, o ex-presidente estabeleceu seu próprio balcão de negócios no petrolão. A Lava Jato foi bater à sua porta

Nas projeções mais otimistas, calcula-se que corruptos e corruptores envolvidos no escândalo da Petrobras tenham desviado algo perto de 19 bilhões de reais dos cofres da empresa. A estatal era o paraíso, o nirvana para gente desonesta, incluindo os empreiteiros, os servidores públicos e os políticos já identificados como parceiros da partilha do dinheiro roubado. Na semana passada, o lobista Julio Camargo, um dos delatores do caso, tentou explicar ao juiz Sergio Moro a essência do petrolão. Na visão dele, a corrupção na Petrobras poderia ser ilustrada pela figura do fruto proibido. Os contratos eram como maçãs que os empreiteiros ansiavam saborear em sua plenitude. O que os impedia eram os partidos e os políticos da base do governo. "É aquela história, olhar a maçã e dizer: 'Como vou pegar essa maçã? Tem uma regra do jogo que eu preciso atender. Do contrário, não vou comer a maçã' ", disse Camargo. A "regra do jogo", o caminho mais curto para alcançar a árvore e apoderar-se dos frutos, como as investigações da Operação Lava-Jato já revelaram, era pagar propina. Durante os dois primeiros mandatos de Lula e ao longo de todo o primeiro mandato de Dilma Rousseff, o PT usou o pomar para governar. Distribuir as maçãs virou um método, um atalho que o partido encontrou para garantir a fidelidade dos amigos e seduzir eventuais adversários, transformando-os em cúmplices de um crime contra toda a sociedade. Na semana passada, a polícia bateu na porta de alguns convivas do banquete.

Os investigadores cumpriram 53 man­dados de busca e apreensão nas residências e nos escritórios de políticos suspeitos de corrupção no escândalo da Petrobras. Entre os alvos estavam parlamentares e ex-parlamentares, incluindo dois ex-ministros do governo da presidente Dilma. No episódio mais emblemático da ação, os agentes devolveram ao noticiário político-policial a antológica Casa da Dinda, a residência do ex-presidente Fernando Collor, cenário do escândalo que, nos anos 90, levou ao primeiro impeachment de um presidente da República. Os policiais apreenderam documentos, computadores e três carros de luxo da frota particular do atual senador: um Lamborghini Aventador top de linha (3,5 milhões de reais), uma Ferrari vermelha (1,5 milhão de reais) e um Porsche (700 000 reais). Nem o bilionário empresário Eike Batista em seus tempos de bonança exibia modelos tão exclusivos - e caros.

Collor, até onde se sabe, é um empresário de sucesso. Sua família é proprietária de emissoras de televisão e rádio em Alagoas, terrenos, apartamentos, títulos, ações, carros... A relação de bens declarados pelo senador soma 20 milhões de reais, o suficiente para garantir vida confortável a qualquer um.

Collor, apesar disso, não resistiu à tentação e adentrou o pomar petista. Em 2009, ele assumiu a presidência da Comissão de Infraestrutura do Senado. Com significativo poder para fiscalizar os destinos das obras do PAC, a vitrine de campanha da então candidata Dilma Rousseff, o senador se apresentava como um obstáculo para o governo. A maçã lhe foi oferecida. O ex-presidente Lula entregou ao senador duas diretorias da BR Distribuidora, uma subsidiária da Petrobras - a diretoria da Rede de Postos de Serviço e a de Operações e Logística. No comando desse feudo, segundo os investigadores, Fernando Collor criou o seu balcão particular de negócios dentro da maior estatal brasileira, o que lhe renderia milhões em dividendos.

Segundo depoimentos colhidos na Lava-Jato, o esquema obedecia a uma lógica simples. As empresas que tinham interesse em assinar contratos com a BR acertavam antes "a parte do senador". Foram dezenas de contratos. A polícia já identificou dois que passaram por esse crivo. Num deles, de 300 milhões, um empresário do ramo de combustíveis pagou a Collor 3 milhões de reais em propinas para viabilizar a compra de uma rede de postos em São Paulo. A operação foi revelada pelo doleiro Alberto Youssef em acordo de delação premiada. Encarregado de providenciar o suborno ao senador, Youssef fez a entrega de "comissões" em dinheiro, depósitos diretos na conta do parlamentar e transferências para uma empresa de fachada que pertence a Collor. O Lamborghini, até recentemente o único do modelo no Brasil, está em nome da tal empresa, o que fez os investigadores suspeitar que o carro foi bancado com dinheiro desviado da Petrobras. Desde o ano passado, quando explodiu a Operação Lava-Jato e as torneiras da corrupção se fecharam, o IPVA do carro não é pago pelo ex-presidente. A dívida acumulada é de 250 000 reais. Mas não é desapego do senador. Zeloso, ele só usava o carro para passeios esporádicos a um shopping de Brasília. Quando isso acontecia, o Lamborghini permanecia sob a vigilância de dois seguranças do senador, que fixavam um perímetro de isolamento em torno do veículo para evitar a aproximação dos curiosos. A frota de luxo de Collor - revela Lauro Jardim, na seção Radar - conta com um Rolls-Royce Phantom 2006, mais exclusivo ainda do que o Lamborghini.

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